O caso do acidente com aeronave não-homologada e não-experimental

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Há muita controvérsia sobre a segurança das aeronaves classificadas pela ANAC como “experimentais”. Mas… E quando nem isso ela é? Vejam nessa suma de investigação de aeronave sem matrícula um caso de acidente com aeronave não-homologada e não-experimental – vide imagem abaixo, retirada do documento do CENIPA:

avião sem matrícula

8 comments

  1. Chumbrega
    1 ano ago

    Vou por uma linha diferente dos comentários dos colegas:

    Eu sempre admirei o CENIPA e o DECEA e acho que são dois órgãos fantásticos que a estrutura militar deixou para a aviação civis. Enquanto mantenho minha admiração para com o DECEA (ainda há o que melhorar), minha admiração com o CENIPA tem se reduzido a cada dia, e a cada investigação. Para mim, o CENIPA tem escolhido sempre o “caminho mais fácil”. Explico melhor:

    Ao verificar os relatórios finais mais recentes do CENIPA, na maior parte deles o órgão recorreu ao mesmo “CTRL C + CTRL V” presente no final desta suma de investigação. Não vou me arriscar a entrar no juridiquês de “ato doloso” sobre o fato de o cara estar voando uma aeronave sem matrícula, mas uma coisa é que agora “qualquer coisinha” é motivo pro CENIPA para uma investigação. Ora bolas, existem algumas investigações que foram interrompidas por que o piloto não tinha determinada habilitação. Daqui a pouco, se uma IAM estiver vencida, também não vão investigar (apesar de haver muitos motivos para não se fazer uma IAM, inclusive financeiros, que são fatores organizacionais).

    Outra coisa: em relação específica ao acidente do PR-AFA, acho que o CENIPA deve sim considerar a linha de investigação do Carlos Camacho. Não estou dizendo que foi um problema de design que causou o acidente (nem que não foi), mas para mim parece que o CENIPA simplesmente não investigou essa outra tese (que é plausível, dados acidentes e incidentes causados por este problema com outras aeronaves da família) pelo fato de ser mais fácil brigar contra pilotos mortos do que investigar um problema de design em uma aeronave da Cessna.

    Ainda sobre as investigações, o que justifica tamanha demora? Às vezes tenho a impressão que as investigações do CENIPA estão 100% dependentes da existência de CVR e CDR. Não entendo a morosidade de algumas investigações, tem uma lista que eu estou esperando deitado pra ver qual vai ser a linha de investigação do CENIPA, mas não me surpreenderei se todos os relatórios forem na linha do CTRL C CTRL V deste post ou na linha do “culpa do piloto”.

    Lista de acidentes com aeronaves tipo cuja investigação o CENIPA ainda deve para a sociedade:
    PP-LMM (King Air em Parati, janeiro de 2016)
    PT-WQH (Citation em Goiás, novembro de 2015)
    PR-AVG (King Air em Belo Horizonte, junho de 2015)
    PT-MAB (Xingu em Angra, junho de 2012)
    PR-ART (King Air em Goiás, janeiro de 2011)
    Isso sem contar os de helicóptero e a pistão. O CENIPA anda devendo…

    • Daniel Saran
      9 meses ago

      O do PT-MAB aindaa espero, meu pai era o piloto :(

  2. Arthur Porto
    1 ano ago

    A Aviação Agrícola consiste em uma das ferramentas do manejo integrado de pragas em consonância com os preceitos da agricultura de precisão. A utilização desta qualidade de aeronave não apenas é um crime no âmbito aeronáutico como também ambiental, pois imaginem a qualidade dos bicos dispersores e a deriva proveniente da falta de acompanhamento de um Agrônomo ou Eng. Agrícola. Uma área altamente taxada e fiscalizada quando se atua dentro da legalidade aeronáutica e ambiental além de combatida por ideologias que não se fundamentam em argumentos científicos ou técnicos. O cidadão que opera e administra esse tipo de avião denigre a imagem da Aviação Agrícola no Brasil. O atual contexto em que o SINDAG e o setor se esforçam para demonstrar para a sociedade a excelência que o Brasil alcançou neste setor produzindo aeronaves de qualidade, sendo o país escolhido para novos testes dos motores Pratt & Whitney, certificando operadores com novos conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social. Portanto, espero que este tipo de reportagem não seja usado como ferramenta política contra o setor, pois isto não é Aviação Agrícola. Salve a todos os aeronautas que são profissionais especializados e qualificados que dedicam sua vida a produção de alimentos, biocombustíveis e fibras para nossa nação.

  3. Warllyson Santos
    1 ano ago

    Interessante este relatório. E quanta imprudência por parte do piloto em usar uma aeronave desta maneira.

  4. Dan White
    1 ano ago

    “Aeronave não-homologada e não-experimental”. Cadê o “acidente”?!
    Homicídio culposo… Cadeia nesse verme!!

    • Raul Marinho
      1 ano ago

      “Suicídio culposo”?

  5. Juliano Rangel
    1 ano ago

    É, em tempos de crise devemos redobrar a atenção, só essa semana foram 4 acidentes, Dolar caro, a manutenção da aquele jeitinho brasileiro e aparece várias notícias ruins sobre a nossa tão amada aviação agrícola… que Deus esteja sempre conosco!

    • Fred Mesquita
      1 ano ago

      Nossa tão amada aviação agrícola?… eu diria “Nossa tão arrumada aviação agrícola”, pois é só o que se ver hoje em dia. Como uma pessoa se passa a voar em um avião sabendo que o próprio está todo irregular?

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