A incrível reportagem de um jornal de Maringá-PR sobre o mercado de trabalho de pilotos – e uma sugestão para o repórter

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Ontem, a ‘pilotosfera’ ficou agitada com uma matéria sobre o “aquecimento do mercado de trabalho de pilotos”, compartilhada nas redes sociais pelo jornal O Diário, de Maringá-PR. Bem, não é que a reportagem esteja absolutamente errada: talvez ela esteja correta em um universo paralelo, vai saber (o que é perfeitamente possível de acordo com Einstein) – e nem vou entrar no mérito de todas as incríveis informações que ela contém. Mas só para o caso de haver alguma conexão do que foi citado sobre salários de pilotos com a realidade do nosso espaço-tempo, gostaria de dar uma sugestão ao intrépido repórter responsável pelo texto.

Em um dado momento da reportagem, é citado o depoimento do dono de uma escola de aviação na cidade que afirma que o salário de um piloto começa em R$7mil/mês. Ótimo! Sabendo que a função de instrutor de voo é, tradicionalmente, um dos primeiros passos na carreira de um piloto profissional, gostaria de sugerir ao autor da matéria que pergunte à sua fonte se é este o salário que recebe os instrutores de voo que atuam em sua escola. Na verdade, é só para confirmar mesmo, pois se ele afirmou que R$7mil/mês é o salário inicial de um piloto, não tenho dúvidas disso… Mas, assim que houver tal confirmação, o repórter poderia voltar a publicar uma nota n’O Diário com as perspectivas de abertura de vagas de INVA na escola (que, com o mercado aquecido como está, certamente acontecerão), detalhes do processo seletivo, etc. Tenho certeza de que, quando esta edição do jornal for publicada, o diário maringaense vai superar as vendas de qualquer Folha de São Paulo e O Globo! #ficaadica

12 comments

  1. vasconcelos
    2 anos ago

    Inicio da minha carreira também fui iludido com esse tipo de reportagem, como fui ingênuo. Hoje estudo engenharia elétrica pra ver se as coisas melhoram um pouco e ver se pelo menos tenho uma aposentadoria mais digna, pois se eu for esperar pela aviação no Brasil eu morro de fome.

  2. Marcos Véio
    2 anos ago

    Não me espanta mais, esse tipo de matéria. O que mais espanta, é a quantidade de pessoas que ainda, acredita nelas.

  3. Leitor
    2 anos ago

    Ele não está completamente errado. Vejamos:
    – quanto ganha um copiloto com 200hs, inicio de carreira, na Azul?
    -quem falou, foi um dono de escola….ele não falou que na escola dele os instrutores ganham isso…
    -aliás, quem falou em instrutor, nem foi ele…
    -já houve um tempo que sempre ou na maioria das vezes, o primeiro emprego era de instrutor…
    Mas, acho que o entrevistado e o entrevistador perderam a chance de ficarem quietos…

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      –quanto ganha um copiloto com 200hs, inicio de carreira, na Azul?
      Esta opção não existe atualmente (e a matéria é sobre como está a carreira atualmente).

      -quem falou, foi um dono de escola….ele não falou que na escola dele os instrutores ganham isso…
      -aliás, quem falou em instrutor, nem foi ele…
      Não, quem falou isso foi eu. Está explicado no post.

      -já houve um tempo que sempre ou na maioria das vezes, o primeiro emprego era de instrutor…
      E continua sendo.

      • Leitor
        2 anos ago

        Voltou a ser….pois a bem pouco tempo atrás, o primeiro emprego era de cop em empresa aérea…sendo através de acordo com faculdades ou via uma escola no interior de sp…
        A opção de emprego de cop com 200 hs não existe agora, no exato momento…..nem essa opção e nem a de instrutor.
        Mas, ninguem falou que instrutor ganha 7.000…nem o entrevistado e nem o entrevistador…
        foi vc que deduziu e escreveu que o entrevistado referia-se a instrutores…ou seja…quem errou, foi vc.

        • Raul Marinho
          2 anos ago

          O acordo da Azul era, na verdade, só com a PUC-RS – que forma cerca de 40 bacharéis/ano (e não são todos que entram na Azul). Já o Programa ASA, desenvolvido com a EJ, teve poucas turmas e, no final, foram admitidos somente algumas dezenas de pilotos por este meio. No fim das contas, a maioria dos recém-formados ingressaram no mercado pelas vias tradicionais mesmo: aviação geral e, principalmente instrução. Mesmo nas melhores fases de contratação de recém-formados pela Azul.
          Quanto a eu estar “errado”, eu só estaria se INVA não fosse uma possibilidade de atuação para um piloto profissional (aeronauta).

  4. Beto Arcaro
    2 anos ago

    Se o Sujeito dono da escola, ou o Jornalista que fez a matéria tivessem um pouquinho de hombridade….
    A coisa pegou mal!
    Muuuuito mal!

  5. Beto Arcaro
    2 anos ago

    Agora, “The Treta’s been planted”!
    Kkkkkkkkk

  6. Sérgio
    2 anos ago

    Até a News Letter do SNA replicou a informação/Reportagem ( AeroClipping – 1º de março de 2016). Não esperava o SNA publicar tal reportagem sem ao menos algumas ressalvas…

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Caro Sérgio, o clipping do SNA é uma mera compilação de reportagens que saem na imprensa sobre os temas de interesse para os associados (muitas das quais, inclusive contrárias aos interesses do SNA e dos associados – vide a 2a reportagem ‘cippada’ nesta mesma edição), e não cabem críticas ou comentários neste espaço. Se não… Teria que haver isso em todas as matérias, né?
      Quando é o caso, o SNA emite uma nota repudiando uma determinada matéria, mas neste… Honestamente, eu não acho que seja necessário gastar tempo e energia do Sindicato. Trata-se mais de um caso folclórico, e não foi por outra razão que eu o tratei com ironia e sarcasmo.

      • Nico
        2 anos ago

        Perderam a oportunidade de defender a categoria dessas reportagens mentirosas, informando aos futuros pilotos, a realidade deste país de mentiras!

      • Bruno Cosme
        2 anos ago

        Folclórico, mas nada abstrato para as milhares de pessoas que provavelmente viram a matéria. Quantos agora que comentar por aí “piloto começa ganhando R$7.000,00”.
        Não que seja caso de nota de repúdio, mas é válida a observação.

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