Sobre o “risco de morar no entorno de aeroportos de voos privados”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Como sempre acontece após acidentes aeronáuticos que repercutem na imprensa, como o de ontem, volta a discussão sobre o “risco de morar no entorno de aeroportos de voos privados” – termo utilizado nesta reportagem da Folha. Na verdade, é a mesma discussão de quando acontecem acidentes no entorno de aeroportos da aviação de linha aérea, como foram os acidentes com o Fokker-100 e o Airbus-320 da TAM em Congonhas, mas este não é o ponto. O ponto é que se não houver alternativas para a desativação de aeroportos importantes – como são os casos de Marte e Congonhas em São Paulo -, não há como desativar tais equipamentos.

No caso do Campo de Marte, especificamente, na última vez em que se tentou discutir o assunto (início da gestão Haddad), a conclusão da SAC-PR, então comandada pelo Ministro Moreira Franco foi que “está descartado desativar o Campo de Marte antes de criar outros aeroportos. O aeroporto São Roque está em construção, para aviação executiva; o aeroporto de Parelheiros, que está em fase de projeto, também para avião executiva; e o aeroporto de Caieiras, para aviação comercial. Com a alternativa desses três aeroportos nós poderíamos pensar na desativação do aeroporto Campo de Marte para aviões, certificando ele exclusivamente para helicópteros” (vide aqui). Então, para cortar o caminho da discussão que está surgindo desta vez: antes de se viabilizar algum desses aeroportos para a aviação geral de S.Paulo, não adianta nem começar o debate: vai ser inviável desativar Marte.

3 comments

  1. Marcato
    12 meses ago

    Raul,
    Eu estava procurando agora sobre os aeroportos novos citados e descobri que o São Roque Catarina está atrasado em mais de um ano por causa de licença ambiental, o de parelheiros foi proibido de ser construído, ou seja se conseguirem autorização sequer foram iniciados as obras, e o de caieiras só o terreno já foi uma novela, desenho e início do projeto sem data para começar, se é que vai começar.
    Resumindo, o único que sairá do papel por iniciativa privada é o de São Roque.

  2. Marcio
    12 meses ago

    Que tal pensarmos mais em “desativar” essa aviação experimentar. Tão nociva, mortal e com estatísticas falseadas.

  3. Voante
    1 ano ago

    Já sei!!!
    Vamos instalar flutuadores em nossas aeronaves e transforma-las em anfíbias!!!
    Assim, faremos nossas operações nas represas e rios próximos às cidades e deixamos as pistas dos aeroportos para o pessoal praticar suas caminhadas matinais.

    ANAC MIND mode on

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