RBAC-61 EMD006 – Experiência recente: mudanças relacionadas aos aviões com trem de pouso convencional e ao voo por instrumentos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Os requisitos “básicos” de experiência recente relacionados ao voo diurno e noturno não mudaram na EMD-006 do RBAC-61: continuam sendo 3 decolagens e 3 pousos nos últimos 90 dias na respectiva categoria e classe/tipo de aeronave. Porém, a seção 61.21 do regulamento que entra em vigor no dia 23/04/16 tem duas novidades importantes sobre o assunto:

Experiência recente em aviões com trem de pouso convencional (taildragger/tailwheel)

Nos mesmos moldes dos requerimentos acima (ter voado diurno/noturno nos últimos 90d), também será exigida experiência recente em aviões com trem de pouso convencional para poder pilotar tais aeronaves – vide item “3” da letra “a” da referida seção:

(3) adicionalmente, para aviões com trem de pouso convencional: no mínimo, 3 (três) decolagens e 3 (três) aterrissagens em aviões com trem de pouso convencional, no período diurno ou noturno;

Experiência recente em voos por instrumentos

Aqui, as mudanças são significativas. Além da experiência recente “básica” (3 decolagens e 3 pousos diurnos e noturnos), para um piloto estar com a experiência recente específica de voo por instrumentos será requerido, de acordo com o item 61.21, letra “b”:

(2) ter, nos últimos 6 (seis) meses:

(i) realizado no mínimo 6 (seis) aproximações sob regra de voo por instrumentos na categoria da aeronave; ou

(ii) sido aprovado em exame de proficiência de voo por instrumentos na categoria da aeronave;

Isso difere do regulamento anterior porque não se requer mais “horas de voo” IFR, e sim a realização de procedimentos (de aproximação) IFR, o que é muito mais sensato (e reparem bem no “ou”, grifado acima – já estava lá na versão anterior do regulamento, mas é importante estar ciente de que é uma coisa ou outra). Porém, as mudanças não param por aí, vejam o que diz a letra “c” da mesma seção:

(c) Os procedimentos previstos no parágrafo 21(b)(2) acima podem ser realizados em um FSTD qualificado pela ANAC que represente a categoria da aeronave a ser voada.

Então, em resumo, as regras para que um piloto esteja regular em termos de experiência recente IFR agora poderão ser integralmente cumpridas em simulador/FSTD (além da aeronave) com 6 procedimentos ou um cheque nos últimos 6 meses. Simples, prático, e muito mais econômico.

 

 

 

12 comments

  1. Antonio Belo
    2 meses ago

    Bom dia Comandante Raul! Tenho uma dúvida, estou com o MLTE , MNTE devidamente em dia, só que estou voando de copiloto no C90A, por voarmos pouco ainda não tive como solicitar o endosso, minha pergunta ê:
    Posso lançar na CIV estas horas como copiloto? Mesmo sem ainda ter feito o endosso, as mesmas poderão serem computadas para revalidar via experiência recente já que o meu MLTE que vencera em FEV? Como devo proceder quanto a este pleito?

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Não pode. Vide:
      61.3 Condições relativas à utilização de licenças, certificados, habilitações e autorizações
      (a) Licença/certificado e habilitações de piloto: só pode atuar como piloto em comando ou segundo em comando a bordo de aeronaves civis registradas no Brasil quem seja titular e esteja portando uma licença/certificado de piloto com suas habilitações válidas, expedidas em conformidade com este Regulamento, e apropriadas à aeronave operada, à operação realizada e à função que desempenha a bordo.
      Abs,
      Raul

      • Antonio Belo
        2 meses ago

        Então independente de solicitar a renovação por experiência recente, mesmo com o MLTE em dia não posso lançar estas horas na CIV como copiloto é isso?

        • Raul Marinho
          2 meses ago

          É o que reproduzi do RBAC-61: vc precisa estar “portando uma licença/certificado de piloto (…) em conformidade com este Regulamento, e apropriadas à aeronave operada”. E, de acordo com o regulamento, vc precisaria estar endossado para o King. Logo…

  2. Sergio M Costa
    10 meses ago

    Embora eu tenha a tendência de só concordar com mudanças quando a experiência mostrar serem as mesmas necessárias (“Se não precisa mudar é preciso não mudar”, dizia um antigo instrutor meu), espero que a novidade sobre a experiência requerida em avião com trem de pouso convencional não venha gerar mais um processo de validação junto à nossa Agencia. Se fosse em outro lugar a que sempre nos referimos, entrada na CIV seria suficiente. Mas aqui…..

  3. Vinicius Reis
    10 meses ago

    Raul, se eu cumprir os requisitos de experiência recente para voo noturno (3/3) automaticamente já vale para voo diurno. Certo? Tks

    • Raul Marinho
      10 meses ago

      Negativo.

    • Hugo
      10 meses ago

      Eu diria q vale. Não existe requisito de experiência recente específico para voo diurno. Se tem 3 decolagens e pousos nos últimos 90 dias, sejam diurnos ou noturnos, tem experiência recente e então pode voar diurno.
      Só o requisito de noturno é q é específico.

      “61.21
      (a) Não obstante os prazos estabelecidos na seção 61.19 deste Regulamento, nenhum piloto pode atuar como piloto em comando de uma aeronave, a menos que dentro dos 90 (noventa) dias precedentes tenha realizado:
      (1) para operações em voo diurno: no mínimo 3 (três) decolagens e 3 (três) aterrissagens no período diurno ou noturno, durante as quais tenha efetivamente operado os comandos da aeronave da mesma categoria e classe/tipo;”

  4. Anonimo
    10 meses ago

    E como que fica para requalificação do ifr. Ifr vencido a mais de 6 meses.

    • Raul Marinho
      10 meses ago

      Não existe mais requalificação. Agora vc revalida a habilitação, por meio de um voo de cheque.

      • Maurício
        10 meses ago

        E a prova de regulamentos pra quem está com IFR vencido há mais de 6 meses, vai precisar?

        • Raul Marinho
          10 meses ago

          Não, só o cheque.

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