O Projeto Aviador: questões acadêmicas e questões reais

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A primeira coisa que eu preciso dizer sobre o Projeto Aviador é que seus integrantes e colaboradores (pelo menos, todos os que eu conheço) são, de acordo com meu julgamento e pelas informações que possuo, pessoas íntegras e comprometidas com uma aviação mais profissional e segura. E a segunda é que os principais temas de que o Projeto trata – cursos superiores para pilotos e autorregulamentação da profissão – são questões importantes e que merecem atenção de toda a sociedade, não só dos pilotos e suas associações. No final, quem vai pagar a conta é ela, a sociedade, e se for decidido, por exemplo, que se adote o modelo francês de formação aeronáutica, com uma espécie de “AFA civil” pública e gratuita formando pilotos profissionais, tem que ficar claro quanto isso vai custar e quais serão as respectivas vantagens. Sejam os pilotos contra ou a favor de um modelo assim, não serão só eles os afetados por uma decisão como esta.

Temos, portanto, uma longa discussão acadêmica preliminar a ser travada, que não será possível de ser feita em um mero post. Aos interessados, eu recomendo um artigo/editorial de autoria do Cmte. Felipe Koeller, publicado na revista Conexão SIPAER, que é excelente neste sentido. Aliás, esta discussão não é nova neste blog: na verdade eu já falo deste assunto desde 2012, muito antes de o Projeto Aviador nascer – vide aqui.

Mas voltando ao mundo real…

Por mais que as intenções do Projeto Aviador sejam nobres,

Por mais que seus membros e colaboradores sejam pessoas íntegras,

Por mais que haja a necessidade de dar um sentido efetivo para os cursos superiores para pilotos,

Por mais que a profissão de piloto prescinda de autorregulamentação,

Há, em minha opinião (e está é a MINHA opinião, não estou dizendo que isto represente a opinião do SNA, da APPA, ou de quem quer que seja), uma série de questões que precisam ser resolvidas antes de se começar a tramitar um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados. No MEU entendimento, o grande problema do Projeto Aviador, já externado ao Gustavo desde o momento em que tive conhecimento da apresentação do PL na Câmara, no fundo é este: não estava no momento de iniciar um debate no Parlamento sobre este assunto ainda.

Peço desculpas aos leitores que esperavam que eu fizesse uma análise ponto a ponto do PL, e que me manifestasse contra ou a favor do texto, mas na minha maneira de ver as coisas não dá para fazer isso neste momento: há muito o que discutir, muito o que definir, muito o que esclarecer, muito consenso a ser estabelecido antes de se discutir um texto de Projeto de Lei.

Só para citar uma questão prática: se o Brasil voltar a crescer e a aviação retomar a pujança de anos anteriores, quando se formaram cerca de 2.500 novos Pilotos Comerciais ao ano (em 2013 foram 2.469 novas licenças de PC emitidas pela ANAC), como nossa estrutura de cursos superiores de aviação fariam para suprir esta demanda? (Sem que haja um único curso superior de aviação que seja público e gratuito!). Aliás, o que são “cursos superiores de aviação”? Em São Paulo, por exemplo, que é a maior cidade do país, não há uma instituição sequer que ofereça o curso de Ciências Aeronáuticas; mas há um curso de Aviação Civil, importantíssimo no contexto da aviação nacional, que forma bacharéis em Aviação Civil – sem, contudo, exigir a obtenção de experiência de voo para tal. Como ficaria a situação destes diversos cursos e das diversas estruturas curriculares hoje existentes no país? Isso não teria que ser definido antes da discussão da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão?

Então, lamento ter que dizer isso aos integrantes, colaboradores e defensores do Projeto Aviador, mas é preciso voltar à prancheta. Não acho que o Projeto esteja maduro o suficiente para tramitar como um PL na Câmara, e acho que falta muita discussão com a sociedade antes que isso aconteça. Esta é, repito, a MINHA opinião.

92 comments

  1. Zanatta
    5 meses ago

    Prezados,
    No tocante ao projeto aviador, tenho duas posições a relatar: Primeiro, reconheço que a FUMEC tem os seus problemas e estamos buscando a correção dos mesmo aos poucos; hoje o curso ja é bem melhor do que era a uma ano atras; Segundo, A FUMEC não apoia, nunca apoiou e não tem pretensão de apoiar o projeto aviador, o fato de um ex-aluno estar a frente do projeto não significa que há qualquer vinculo nosso para com ele ou para com o projeto.

    Att,
    Prof. Zanatta Coordenador do Curso de Ciências Aeronauticas da FUMEC.

  2. Góis
    11 meses ago

    Caros Felipe Koeller e Gustavo Carolina

    Bom na minha singela opinião sobre a criação de um Conselho que venham a complementar a melhoria da aviação não vejo problemas.
    Mas na criação de um Projeto Lei, não vejo com bons olhos sem uma consulta publica aos Aeronautas.
    Primeiramente deveria passar e colher assinaturas prós e contra de Aeronautas, ouvir mais as sugestões e deixar claro as associações de classe o verdadeiro significado desse seu projeto e assim talvez chegar ao exito, atendendo de fato as necessidades dos Aeronautas, ai sim dar prosseguimento ao PL.
    Aconselho a criarem uma Associação sem fins lucrativos, que no futuro com muita propriedade vire um Conselho.
    A proposito também sou aviador PC mono/multi PLA, 737.
    ´´ Não vamos deixar o EGO falar mais alto do que somos “

  3. José
    11 meses ago

    Caros Senhores:

    Eu não queria me meter nessa discussão, mas se tratando de mais um órgão para nos encher o saco, e nos tomar dinheiro, tenho que dar a minha opinião.
    Tenho mais de oito mil horas de voo, sou detentor de PLA , 32 anos de carreira em aviação, já tive mono, já perdi radar em voo, já tive pane elétrica completa, pane de trem, ja fui o número 25 para pouso em Congonhas, já vi de tudo um pouco… Piloto novato de aeroclube que voa bem e piloto antigo que sobreviveu à sua ignorância, até mesmo coronel-aviador que voa mal… Tem todo tipo de piloto por aí, mas os piores, são os arrogantes, os que se acham comandantes, e que ficam vomitando teorias cabalísticas e aviatórias o dia todo…
    Apesar de não ter sido formado pela Tuiuti,de Curitiba nem pela Anhembi-Morumbi, de Sampa, nem pela AFA, fui diretor técnico e de segurança, fui chefe de operações de táxi-aéreo, onde eu recebia muitos currículos por semana, de piloto antigo precisando trabalhar e piloto novato precisando de horas para entrar na Comercial. Dentre um desses cv, um me chamou a atenção: era de um jovem candidato, que dizia falar inglês, espanhol, francês, italiano, lembro que era uma meia dúzias de línguas, até esperanto, eu acho. Ele era formado numa escola superior de aviação, a dita ” ciências aeronáuticas”. Porém, o que divergia de tão brilhante formação, era o currículo mal montado e cheio de erros de português. Lembro do filho do meu ex-patrão elogiar o currículo do sujeito, querendo me alfinetar, então lancei o desafio: vou chamar o mentiroso aqui, checar se as 320 horas são reais, colocar ele na esquerda de um dos aviões, embarcar você atrás e manda-llo para São Paulo Congonhas no final de tarde no verão. Eu não irei com vcs… Pensa num silêncio na sala!
    Eu acredito que fazer curso teórico numa faculdade, depois ter que fazer banca na Anac e posteriormente ir fazer as horas num aeroclube, numa escola de aviação qualquer, não melhora em nada o resultado final. Um novato de aeroclube ou um novato de ciências aeronáuticas, continua a ser um novato. A única diferença, é que o cara da faculdade, pagou muito mais caro que o do teórico do aeroclube. Com o mesmo valor em dinheiro, o cara do aeroclube voaria muito mais horas que o da faculdade. O único porém, é que algumas empresas aéreas estão preferindo alguém com ciências aeronáuticas, o que na minha humilde opinião, faz o mesmo serviço do “teste psicotécnico” na admissão: serve para separar os peixes dos candidatos comuns.
    Mas, voltemos ao assunto do ” conselho de aviadores”. Para mim, trata-se de mais uma brilhante ideia, como foi a criação da Anac… Eu adoro ter uma descarga de adrenalina, quando chega um inspetor da Anac, um cara que tem curso superior em Veterinária e curso ” Wallita” em aviação, imediatamente antes da cópia do plano, querendo fazer uma fiscalização nos documentos, extintor, oxigênio, etc. Se o cara for procurar, procurar com vontade, a frota toda do Brasil ficará groundeada, pena que não temos pátio para todos.
    Perguntas aos aviadores mentores da ideia: qual a vantagem para os pilotos profissionais? O que vai melhorar? Quanto custará? Por que alguém irá querer mais regulamentação num ambiente saturado de regras? Qual a utilidade de ditar mais regras, muito parecidas com o CBA atual.
    Encerrando, gostaria de sugerir aos amigos, que querem fazer chover no molhado, de montarem um projeto contra o tráfico de drogas, contra a exploração sexual de crianças, contra a aposentadoria assaltada dos idosos, contra a fila nos hospitais, contra os defensores de direitos humanos para bandidos… Mas, na aviação, podemos providenciar mais pátios, bater de frente com os desmandos da Anac, do Decea, contra os slots em Cgo, contra a falta de auxílios à navegação, contra o preço assaltante do Jet e AvGas, etc…..haja coisas a consertar!

    Há cerca de 2016 anos atrás, um cara muito sábio e humilde profetizou:

    ” Quando um cego guia o outro, os dois caem no buraco”

    José

    • João
      6 meses ago

      Falou tudo, comandante!

    • Nurenberg
      6 meses ago

      Boa noite cmte. Gostaria de saber se isso for aprovado eu nao vou pode fazer minhas praricas de PC ? Somente depois da faculdade? Pois eu tenho o curso teórico de PC e ja fiz a banca da anac

      • Raul Marinho
        6 meses ago

        Honestamente? Eu acho que isso não será aprovado; e se for, também não dá para saber quando (certamente só daqui a alguns anos) nem quais seriam as regras de transição. Resumindo: não se preocupe com isso agora.

        • Zanatta
          6 meses ago

          Prezados,
          No tocante ao projeto aviador, tenho duas posições a relatar: Primeiro, reconheço que a FUMEC tem os seus problemas e estamos buscando a correção dos mesmo aos poucos; hoje o curso ja é bem melhor do que era a uma ano atras; Segundo, A FUMEC não apoia, nunca apoiou e não tem pretensão de apoiar o projeto aviador, o fato de um ex-aluno estar a frente do projeto não significa que há qualquer vinculo nosso para com ele ou para com o projeto.

          Att,
          Prof. Zanatta Coordenador do Curso de Ciências Aeronauticas da FUMEC.

  4. Marcos Véio D' Guerra
    11 meses ago

    Enquanto a cachorrada ladra, o projeto se movimenta em Brasília.

  5. Rubens
    11 meses ago

    Passada a fase visceral, acho que ja esta na hora de elevar o nivel da discussao para um patamar produtivo. Se a discussao ficar no campo pessoal ou da vaidade vai ser aprovado como esta. Precisamos organizar nossas ideias, discutir com seriedade para no lugar e momento certo apresentarmos nossas opinioes com profissionalismo.

    • André Dias
      11 meses ago

      É o que acho, para os idealizadores do projeto a opinião geral não está nem um pouco sendo levada a sério, e o projeto continua lá para ser votado por um “bando de deputados” que não entendem nada de aviação. O projeto não foi apresentado ao SNA e nem será, inclusive não fazia parte dos planos do PL ser noticiado aqui pelo Raul, pois a maneira como isso chegou na gente mostra claramente essa intenção.

      Se ficarmos parados olhando acontecer, eles vão fazer o que bem entendem contra a vontade da maioria.

  6. Carlos Bueno
    11 meses ago

    Deveria criar um curso nos moldes da EVAER da antiga VARIG.
    Pena que acabaram com tudo.

    • Gustavo
      11 meses ago

      Com esse projeto, será possível! Sinta-se bem vindo a contribuir. Abraço

      • vai vendo...
        11 meses ago

        Isso.
        Aproveite e diga quem vai bancar a compra de aviões, estrutura, funcionários, homologações…

      • André Dias
        11 meses ago

        Acho que já é capaz de dizer até que a própria Varig vai voltar a existir por causa desse projeto… Resolve tudo né? Porque não aproveita e já não vende de uma vez a idéia de que o projeto vai acabar com a fome e a miséria no mundo, resolver os surtos de dengue e zica, reduzir a criminalidade… É tão fácil para você falar assim que não duvido de nada.

        Fato é que você, sr Carolino, tem tantos argumentos para explicar como os cursos nos moldes da EVAER da Varig voltarão a existir por causa do projeto, quanto argumentos para explicar como esse projeto vai acabar com a pobreza, doenças e crimilalidade do mundo. Então acho que deveria juntar tudo num pacote só.

      • carlos eduardo dorna bueno
        11 meses ago

        Acredito nisso como acredito nessa politica que se preocupa muito com a aviação que irá levantar verbas milionárias como deveria na educação,saúde e segurança.

        • carlos eduardo dorna bueno
          11 meses ago

          Deveria fazer uma enquete com os jovens quais cursos superiores fariam e coloquem Aviação junto com Engenharia,Medicina,Administração e quais profissões mais empregam no atual mercado de trabalho impulsionado pela economia atual no país.

  7. Chumbrega
    12 meses ago

    Estou acompanhando este tópico desde o início desde o post antigo. Foi um sucesso de público no Blog e já está tomando as aerovias. Estava aguardando o Raul fazer as considerações pessoais dele, mas este post parece ter subido de nível a discussão, com uma participação de pessoal mais sênior.
    Como sempre, prefiro me manter anônimo. A aviação é muito pequena e eu tenho receio de ser punido pelas minhas opiniões, que as vezes coloco de forma enfática. Mas situando o sr. Koeller, sou piloto de empresa aérea 121 há quase 6 anos, 4.000 horas de voo e tenho formação superior em outra área que não CA, e tenho 33 anos, formação totalmente civil. Não acho que eu precise dar mais informações, mas é tudo verdade.

    A primeira coisa que quero dizer é que acredito que os propositores deste projeto queiram uma aviação mais segura. Toda a sociedade quer isso: todo piloto quer voltar para casa e nenhum cidadão que entrar num avião que vai cair. Ninguém quer estar embaixo de um avião que vai cair. Então, acho que isso é um objetivo comum e nobre para qualquer um que manifeste ações neste sentido. Entretanto, eu também concordo com alguns colegas que o objetivo real deste projeto é criar reserva de mercado para formados em C.A. (CFO-Av inclusive). Não é uma acusação e convido ao sr. Felipe Koeller a responder a alguns questionamentos que eu mesmo me fiz, e vi que outras pessoas também fizeram. Gostaria de ver a opinião do Raul e dos colegas principalmente.

    Usei uma hora do meu precioso tempo pois tive uma impressao muito negativa não apenas do projeto, mas como das pessoas por trás dele. Posso estar sendo preconceituoso, mas vou explicar melhor. Vou começar criticando o projeto e vou comentar também algumas coisas que, a meu ver, são absurdas, e vieram dos idealizadores do projeto: Koeller e do Carolino. Mas antes disso, gostaria de dizer aos idealizadores do projeto que nós pilotos não somos otários. Temos acesso a informação para contrapor o que vocês vem dizer aqui. Queremos justificativa plausível para mudanças, coisas como vocês estão propondo não podem ser feitas sem a devida discussão.

    Antes de entrar nas perguntas propriamente ditas, gostaria muito de evitar qualquer tipo de conflito do tipo “militar X civil” ou “CA X não CA” ou ainda “carteira do Conselho X PC”. Mas me sinto obrigado a pontuar algumas coisas: o sr. Koeller disse no comentário do dia 08, às 09:20, que tem mais de 3.500 horas de vôo, sendo 1.000 fazendo cheques pela ANAC. Que ele reconheça então que horas de vôos fazendo cheque não são contadas como horas de vôo reais, não valem como logbook time. Ele, como Ten. Cel., deve ter entre 40-45 anos. Sou 10 anos mais novo que ele e tenho quase o dobro das 2.500 horas reais dele. Perto de mim ele é um baby pilot. Por isso, tenho certeza (SQN) que ele referenciou a experiência de vôo como um sinal de humildade, e não para tentar se qualificar. Dito isso, admito que 2.500 horas como piloto de helicóptero é uma experiência boa, mais valorizada ainda pelo tipo de operação que ele fez (Busca e Salvamento – admiro muito e desde já, sem ironias, thank you for your service – como diriam os americanos).

    Ainda mais um esclarecimento antes de entrar na discussão, referente aos posts de 09:20 e 09:38 do Koeller, e que o leitor Lucas enfatizou no post dele no dia 08, às 13:54. pode ter sido impressão minha mas eu senti uma certa deferência à gestão militar e um certo desprezo na gestão civil: “A situação hoje já é esta. Você já está subordinado a ex-militares da FAB.”. Eu não preciso estar na aviação desde 1.941 com formação superior para ter certeza absoluta que os formatos de manuais, o temas que um MGO ou que qualquer outro manual segue padrões da ICAO. Pegue um MGO de uma empresa americana (FAA, civil) e veja que eles são “iguais”, obviamente excluídas as diferenças locais. Você como inspetor da ANAC sabe disso. Então “vamos combinar” que de criação do DAC não tem muita coisa, né? Ainda que eu concorde com você que alguns dos gestores das empresas aéreas tem origem militar, creio que isso seja uma particularidade do Brasil e de outros “emerging markets”. Koeller, na internet hoje em dia, escreveu tá escrito! Veja que boa impressão que você causou no público! Parabéns. Tomando como base os pontos que o Lucas destacou:
    – Você é muito presunçoso em generalizar que “OS PRÓPRIOS AVIADORES CIVIS NÃO SE CAPACITAM” (maiúsculo SEU no post). Cadê a sua pesquisa para comprovar isso?!? Eu não fui pesquisado, nenhum de meus colegas foi!!! Hoje em dia tem muita gente se qualificando fazendo cursos diversos (CA ou não, cursos livres ou acadêmicos). Além de faculdade, as pessoas fazem curso no CENIPA, ANAC, tiram carteira de outros países, fazem pós. É que você está muito enviesado e muito aquartelado para ver e assumir isso.
    – “Podemos ser profissionais equiparados aos melhores do mundo”: quem são os melhores do mundo pra você meu chapa? Você acha que nós somos retardados? Que não somo capazes de entrar no site da Emirates (APENAS UM EXEMPLO) e ver que nem curso superior eles pedem?!? China e demais países asiáticos idem. Sei que as EMPRESAS americanas (NÃO O ÓRGÃO REGULADOR) pedem, mas isso é mais por um excesso de mão de obra disponível (para as legacy carriers) do que por outra coisa. E lá e notório que cursos além do de CA também são valorizados.
    – Dentre os aviadores que exercem função técnica, mais de 80% são da FAB. De qual TAM você está falando amigo?!?!? Na Azul também eu sei que não é. Não posso afirmar sobre Gol e Avianca, mas você está citando que 80% dos cargos de chefia na TAM e na Azul sei que não são. Vamos citar nome a nome e ver se sua afirmativa é real?
    Eu não ia entrar no mérito de segurança de
    vôo e indisciplina por origem de formação (civil e militar, em função de seu comentário das 09:28), até porque o leitor “vai vendo” já fez isso no comentário dele no dia 08 – 17:01. Mas depois do que o Koeeler escreveu sobre pilotos civis, me sinto no direito de trazer à tona o Let da Team (piloto de origem militar, empresa, essa sim, com 100% da gestão de ex-militares), o C130 que bateu na serra do Rio, os 3 tucanos que cairam simultaneamente em Boa Vista, o Let da Noar (imperícia, origem militar, empresa gerida por ex-militares), o Transbrasil em Floripa (militar checador em voo civil, impericia), o Varig 254 (Garcez, militar) e outros acidentes com fator humano como causa (tá bom, fator contribuinte). Então vamos superar esse lance de militar e civil desde já. Erro todo mundo comete e sobre escrever manuais e regras, já expliquei minha opinião acima. Como será na EASA, ICAO e FAA? Se for DAC tudo bem, se não for, vamos ao P.L.. Gostaria, sr. Koeller, que você não escolhesse as perguntas, ou quais partes das perguntas você vai responder. O Carolino já fez isso no outro post. Por favor, contribua para nosso entendimento e solução de nossas dúvidas:
    1) Sobre a pergunta do post do Daniel, dia 08, às 11:11, sobre a constitucionalidade do PL, uma vez que a criação de PL para criar autarquias é de competência exclusiva da Presidencia, gostaria de sua opinião. Isso deve ser esclarecido pois o Gustavo Carolino afirmou no post original (vide comentário do dia 04 as 21:54) que a PL é constitucional, etc etc etc. Aliás, bem observado pelo colega Daniel, que, pelo que eu entendi, não é formado em CA. O Gustavo parece que é. Esclarecimentos, por favor. Se o Daniel estiver certo, isso já me diz muito sobre o tanto que vocês estão despreparados. Como disse o “To Chutando” 08/04 – 17:08, um oficial das forças armadas, um juiz federal e uma professora universitária tentando empurrar goela abaixo da sociedade um projeto que é inconstitucional.

    2) Sobre o seu próprio post do dia 08 às 09:20, você mencionou que “Se formação superior…”. Concordo que formação superior é importante, mas me diga: qual é a regra em outros países. O Gustavo Carolino falou (vide o post original no blog, comentário de 04/04 as 17:22 que a tendência é que outros países sigam nosso modelo. Olha, posso te afirmar que sou um cara MUITO ligado a esta indústria e não identifiquei essa tendência. Há alguma orientação da ICAO? Indique para nós como essa tendência foi identificada, por favor. Cade a publicação? Outros leitores do Blog já pediram isso. Reforço também o argumento de um outro leitor: As três empresas do oriente médio, a Korean, as empresas japoneses, as europeias, não pedem NENHUM curso superior para contratação. Não adianta querer empurrar uma realidade diferente dessa porque qualquer BOÇAL vê isso! Outra coisa: por que só CA? De novo: acha que os pilotos são otários? Sei que você acha que sim, que no mínimo macacos ou bando de voadores (palavras suas). Quando pergunto se você acha que somos otários, você quer que a gente acredite passivamente que um carinha que formou na uninassau, na unisul está mais bem preparado do que um cara que fez economia na unicamp e administra a empresa aérea? Ou do que um engenheiro aeronáutico do ITA na parte de manutenção? Ou do que um advogado formado na usp na area legal da empresa aérea? Ou do que um médico ou enfermeiro na parte de fisiologia de vôo? Você acha que vamos mesmo comprar isso?!? Se um cara que formou em CA perde o CCF e não pode mais voar, voce colocaria a administração dela na mão dele? A Gol (Kakinoff, ex- ceo da audi brasil), a TAM (Sender, MBA em harvard), a Azul (Antonoaldo, ex socio da McKinsey) tão perdendo tempo em não contratar o Gustavo Carolino né? Ou mesmo você! Responda ao questionamento do leitor vai vendo, dia 08, 17:01: “Citaste tbem que a aviação sempre foi administrada por oficiais militares, todos com formação superior….verdade…administravam um órgão público que nunca esteve sob cheque. Agora me diga…quantos oficiais militares administram alguma grande empresa no país???” ISSO É FATO! O DAC NUNCA ESTEVE SOB CHEQUE E CREIO NÃO HAVER NENHUM EX-MILITAR (E PRINCIPALMENTE BACHAREL EM CA) DIRIGINDO EMPRESA GRANDE NO PAÍS.

    3) No post original, o leitor “fora dilma” postou, no dia 03 às 23:02 um a hipótese de que o cara era engenheiro formado pelo ITA, fez as horas de vôo por fora, voou 737, tirou PLA e etc. O Gustavo escolheu a parte da pergunta que era conveniente e respondeu o obvio: que o ITA forma engenheiros. Mas vamos continuar com esse exemplo: esse mesmo cara, engenheiro aeronáutico pelo ITA faz um mestrado em psicologia na USP e estuda aspectos humanos na aviação. Faz também um MBA na GV e estuda gestão de companhias aéreas. Esse cara, PLA, com hora de voo de Boeing e todo esse currículo é menos aviador que um Bacharel em CA pela faculdade do cabrobró? Eu sei que meu exemplo é apelativo, hipotético, mas coisas similares podem surgir. E você quer convencer a nós que um curso de 3 anos e meio nessa faculdades particulares, onde várias das disciplinas são as mesmas da banca da anac, e as outras são português, inglês básico, matemática (regra de 3) e outras bobagens vão qualificar alguém? Vamos pegar um exemplo prático? O MEDAU da avianca. Você acha que um cara que formou em CA na FUMEC (aviador, segundo o PL) tem o direito de se comparar profissionalmente a um comandante de 330 e doutor em transportes pela USP. Isso é uma pachorra! O post do Daniel do dia 08 (10:47) vai na mesma linha e você não respondeu.

    4) Mais um exercício de “e se”: Vamos supor que o PL seja aprovado no modelo proposto atualmente, e um brasileiro decida tirar as licenças nos EUA (vide comentário do ramiro carvalho no post original, dia 07 as 05:58). Vamos além: esse brasileiro, por algum motivo qualquer (vamos supor que ele casou la), consegue o visto de trabalho e faz a típica carreira americana (voa de instrutor, tira o PLA, vai para uma regional e sai comandante de uma regional). Vamos supor ainda que esse cara tenha feito faculdade lá (já me exauri com o exemplo do ITA então não vou citar Harvard, vamos dizer que ele faça administração em um community college). E aí esse cara resolve voltar para o Brasil com ATP da FAA, hora de comando de jato, e um curso superior que não é o de CA. Esse cara não vai poder ser aviador? É isso mesmo?

    5) Como você pretende enquadrar militares das outras forças. Sabemos que a Marinha não vai ter ciências aeronáuticas e nem o Exercito. Mas eles vão continuar a ter pilotos. Vejo tres possibilidades: i) quando saírem não vão poder ser “aviadores” – hoje podem, vide offshore; ii) vão ser forçados a fazer CA; iii) vão receber algum tipo de dispensa só por terem sido militares? E o cara do ITA ou da engenharia aeroespacial da USP/UFMG, como fica?

    6) Em conexão à pergunta acima, como ficam os pilotos das forças auxiliares e demais orgaõs de Estado, formados “na casa”? Se não podem ser “aviadores”, como vão fazer? Por exemplo, os pilotos do 145 da PF, como ficariam? E os centros de formação certificados pela ANAC que várias forças auxiliares desenvolveram para “adestrar, treinar ou macacar” seus pilotos com dinheiro público?

    7) De onde surgiu o termo “seguridade” que o Gustavo Carolino tanto usa? Tenho quase 6 anos de comercial, 11 de aviação, conheço safety e security, além de segurança operacional, mas “seguridade”?!? O que é isso? Modinha das faculdades de CA? Algum autor renomado usa isso? Alguma instituição?

    8) Com base no post do dia 04/04 (13:35) do Gustavo, ele diz que dá para trabalhar a capacidade de resolver pesquisas e habilidades técnicas, físicas e cognitivas. Sobre “capacidade de resolver pesquisas”, acho que nem precisa voltar no exemplo teórico do ITA, no pratico do Medau ou nos diversos casos reais de pilotos engenheiros ou com outra boa formação, né? Mas a parte mais curiosa foi sobre habilidades técnicas, físicas e cognitivas que ele mencionou: dei uma olhadinha nos perfis dos astronautas da NASA (http://www.jsc.nasa.gov/Bios/astrobio.html) e não achei nenhum bacharel em CA da Embry Riddle com 150 horas de vôo. O que o Gustavo, ou vocês do Projeto de Lei sabem sobre habilidades técnicas, físicas e cognitivas que a NASA não sabe? Sei que meu exemplo foi apelativo, mas o que a faculdade de CA (vamos combinar, TODO MUNDO SABE DO NÍVEL DESSAS FACULDADES TIRANDO O CFO-Av E A PUC) tem a acrescentar num cara com boa educação primária e secundária, boa formação como piloto e com uma boa faculdade? Ou mesmo sem faculdade, mas com disciplina de auto-estudo, e etc? E isso estamos pegando só o exemplo da comercial. Faço outra pergunta: precisa mesmo de faculdade pra voar agrícola, puxar faixa, etc? Sério?

    9) Koeller, no seu post do dia 08, as 09:45, você mencionou que a profissão é defendida por um bando de voadores, nós. É essa sua opinião sobre o SNA, ABRAPAC, APPA, Associações de tripulantes e vários outros profissionais sem associação? Bando de voadores?

    10) Koeller, no seu post do dia 07 (‘as 14:59), você diz que temos que estimular a participação de outras entidades. Pergunto: por que isso não foi feito ANTES do envio do PL? Permita-me enfatizar a publicação do Raul do dia 05, 10:51, post original: “este Projeto foi protocolado na Câmara sem a prévia concordância das entidades que representam a classe: SNA, ABRAPAC, Asagol e ATT”. Tenho certeza (SQN) que você, o Gustavo Carolino, e o deputado conhecem uma Notice of Proposed Rulemaking, que é como o Congresso Americano analisa qualquer proposta de lei que envolvem mudanças em leis já existentes e que afetam a comunidade. Procure no google por “notice of proposed rulemaking over the new airline transport pilot license” e veja se vocês fizeram algum tipo de análise dessa monta. Tenho certeza (SQN) que você como servidor publico federal, checador e autor em parte de um um PL está verdadeiramente preocupado com os impactos na indústria.

    11) Achei interessante o questionamento feito pelo To chutando no dia 06, post das 23:25, sobre a convalidação de currículos de aviação civil, pilotoagem profissional de aeronaves e etc para ciências aeronáuticas. A pergunta do To Chutando para o GC: “Qual processo de convalidacao voce ja acompanhou, para dizer q “e bem tranquilo”? De UM EXEMPLO deste tipo de convalidacao e nos MOSTRE se deu certo e quanto tempo levou?”. Faço minhas para você as perguntas do To Chutando para o GC.

    12) A mesma coisa, no mesmo post, sobre convalidação de licença. Muito aviador de verdade tá preocupado com isso, se o PL passar.

    13) Por fim, gostaria de reproduzir o que o “To chutando” te propos: já que seu interesse não é promoção pessoal e nem reserva de mercado (para usar a expressão de outros leitores), e já que estamos falando de aviação civil, por que você não exclui do projeto CA com habilitação militar, ou seja, quem tiver se formado em escola militar não pode, sob nenhuma hipótese, virar “aviador civil”? Para mim (e provavelmente para outros), você, Koeller, já percebeu que não tem competência para ir a Brigadeiro. Aí tá tentando arrumar um jeito de se dar bem às custas dos outros. Por que você não faz como outros oficiais aviadores honrados e disputa um emprego fazendo uma seleção normal, entrando pelas vias normais no mercado de trabalho civil? Ou faz um concurso para a ANAC?

    Koeller, como eu disse, ‘as vezes minhas opiniões são meio enfáticas e talvez você não tenha gostado de algumas coisas que escrevi, umas perguntas que fiz. Mas acho todas elas válidas e acho que os leitores, os pilotos e todos aqueles afetados MERECEM respostas diretas. Tem muita gente perguntando as mesmas coisas e, para o GC, tá tudo “tranquilo”. Você como um cara mais sênior, servidor público, oficial das forças armadas e co-autor desse PL, tem a oportunidade de contribuir com o nosso entendimento. Aguardamos suas respostas.

    PS: dito tudo isso, não sou contrario que quem estudou CA tenha algum estímulo legal por completar o curso. Mas pode ser algo bem mais simples, tipo dispensa das bancas da ANAC, redução de horas pro PLA-Restrito (é o que ocorre nos EUA), inclusão de mínimo para a emissão do MTPL e coisas nesse sentido.

    • vai vendo...
      12 meses ago

      Caro Chumbrega
      Estás coberto de razão.
      Quanto ao termo “seguridade”, tbem desconheço, talvez por isso e só por isso, eu e tu jamais sejamos “aviadores” iguais ao Sr Carolina e o Sr Felipe.
      Acho que eles querem vender “seguro”…pode ser….
      Esqueceste de citar o E110 da FAB, que caiu perto cabeceira 15 em Ctba, sem combustível, provavelmente esse capitão faltou a aula de “seguridade autonomística”. OU ainda, muitos anos atrás, o DC3 que decolou da base aérea de Canoas RS e teve um monomotor após a decolagem, quando era pilotado por DOIS coronéis, e cada um cortou o motor do seu lado…
      Acho que o Sr Felipe e o Sr Carolina não tem a menor idéia do que é ser AERONAUTA.

    • André Dias
      12 meses ago

      Assino embaixo do que você disse Chumbrega.

      Ainda me aprofundando sobre os impactos na indústria que você citou, é algo que até o Raul citou também. Todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que o mercado da aviação é cíclico, é movido por tendências e influenciado diretamente pela situação econômica nacional, resumindo tudo isso em poucas palavras: “Tem altos e baixos”.

      Agora em 04/2016 estamos vivenciando um verdadeiro caos no mercado aéreo brasileiro, quase no fundo do poço de um dois “baixos” mais fortes da história de nossa aviação, e com isso acontece o obvio, sobram pilotos, militares e não militares, com CA e sem CA, experientes e inexperientes, tem gente desempregada para todos os gostos. Segundo os calculos do próprio Raul, já temos por volta de 1000 pilotos desempregados e o quadro está inchando cada vez mais. Esse inclusive é o cenário ideal para criar uma reserva de mercado e evitar que a concorrência aumente mais ainda, correto? Não precisa ser nenhum detetive para chegar a essa conclusão.

      Apenas me pergunto, se além de olhar as consequencias imediatas desse estrangulamento na formação de novos pilotos, tambem foi observado o que pode acontecer na hora em que a maré virar, e o mercado brasileiro começar a expandir novamente (e provavelmente de forma explosiva, por conta do efeito mola). Na hora que isso acontecer, os cerca de 1000 pilotos ociosos já não mais serão 1000, boa parte já vai ter saído do país, ou seguido para outra carreira. E quando o “estoque” de pilotos ociosos acabar, como vai ser suprida a demanda por novos pilotos? As nossas excassas faculdades de CA irão conseguir formar 2500 pra mais novos pilotos por ano? Vão fundar mais dezenas de faculdades de CA em apenas um ano? Como vai ser a qualidade do ensino em tais faculdades? As linhas aéreas vão esperar os 3,5 anos que cada novo piloto vai ter que levar além do tempo que já levariam para pagar as horas de voo?

      Para acreditar que “ta tudo tranquilo”, vou precisar que me mostrem como funciona essa mágica que vai ocorrer fazendo com que tudo isso se resolva apenas na base das “boas intenções”. Mas infelizmente acredito que tal mágica não exista, e isso daí seja um verdadeiro “Projeto Kamikaze” para a aviação civil nacional.

      • Anderson
        12 meses ago

        Parabéns Chumbrega!
        Você sim tem o direito de estar criando uma PL!
        Demonstrou conhecimento! Diferente dos atuais que muito se acham e pouco sabem!

    • Marcos Véio D' Guerra
      12 meses ago

      Aí Chun!! Caraca em meu! Quantas horas levou?
      Chumbrega vai ser o relator do projeto meia mole meia dura 2016 que vai manter nivelado por baixo a profissão de piloto. Opaaaa. Piloto não é profissão é ocupação.
      Piloto tem que continuar ser Zé, para as CIAs contratarem vendedores de carros e milicos puxa sacos para cargos de chefia.
      Puxa vida Xum! Se o Coeler quer mesmo passar para o interessante mercado civil, deve ser porque ele não tem competência para ser puxa saco. É ou não é uma qualidade?
      Edita aí essa PL, vou te apoiar até no inferno com isso. Vou arrumar um Dep. Federal do PT para levar isso adiante.
      Abraço

      • FORA DILMA!
        12 meses ago

        Mais um a te apoiar chumbrega.

        O Marco, pq inves de criticar o cara, pq nao tenta responder as perguntas q ele fez? Outra coisa e q em qual pais do mundo se exige curso superior para a licenca de piloto, sobretudo se for para os privilegios de PC? Acho q os argumentos dele foram embasados, e podes ate discordar da opiniao, mas enriqueca teus argumentos. Outra coisa: piloto nao e profissao, mas aeronauta e. Esta no primeiro artigo da 7.183, se fosses um profissional da aviacao tu saberia disso. E outra coisa: mesmo q arrume um deputado do PT (q bom pra ti q e ligado a esse partido), isso nao faria o PL constitucional, como outros disseram aqui.Dados os argumentos e vendo q vc so se preocupou em atacar, fico c a impressao q es mais um cientista aeronautico desempregado e triste porque gastou mais de 50 mil num diploma q pra nada serve.

        • Marcos Véio d' Guerra
          12 meses ago

          Calma caro Golpista hehehe.

          Vc sofre de ejaculação precoce.

          Sou mais anti PT bem antes de 2002. Nem sofro por vocês, arrependidos.

          Eu já me conformei. Essa PL já nasceu morta. O pessoal do projeto, esqueceu de chamar para festa, os cumpanheiros sindicalistas. Que agora estão todos mordidos, com medo de perder arrecadação.
          A ditadura do proletariado não faz vingar nada neste país. A não ser mais corrupção.

          Se eu concordo com o que Chum falou. Não vêm ao caso. O fato que parece que ele ficou ressentido com o colega militar de ter chamados “nós” civis de “bando de voadores”.
          Esses comunistas são assim mesmo. Tem crise de identidade e de temperamento volátil.

          • Raul Marinho
            12 meses ago

            Só para deixar claro: o SNA não iria “perder arrecadação” no caso de o referido Projeto de Lei ser aprovado: pelo seu texto, a Contribuição Sindical não será afetada pela criação dos CFAV/CRAVs.

            • Marcos Véio d' Guerra
              12 meses ago

              É verdade! A Contribuição sindical, ninguém meche. O artigo 578, da CLT não deixaria.

              Mas a mensalidade, que é paga com 1% do salário, para aquele que se associa, não teria muito sentido em manter. Caso, seja criados os conselhos.

              Uma questão de lógica.

              • Raul Marinho
                12 meses ago

                Como assim, “na Contribuição sindical, ninguém meche”??? Mexe, sim! O SNA devolve aos associados a Contribuição Sindical que lhe cabe, vide http://aeronautas.org.br/index.php/6109-assembleia-aprova-devolu%C3%A7%C3%A3o-do-imposto-sindical-pelo-sna-saiba-como-proceder.html

                Então, no caso de haver a necessidade de se pagar a tal taxa para os CFAV/CRAVs, o aviador/aeronauta/piloto que, por este motivo, resolver cancelar o pagamento de sua mensalidade ao SNA também perderia o direito à devolução da Contribuição Sindical. No final, iria sair mais caro o molho que o peixe… Uma questão de lógica.

                • Marcos Véio D' Guerra
                  11 meses ago

                  Nobre, desculpa a dislexia!

                  Mas isso deve ser uma particularidade do SNA, futuro SNT.

                  Por isso, vejo grandes as possibilidades do SNT apoiar integralmente o PL. Já que é dos poucos sindicatos sérios.

                  SNT cuidando do cumprimento das leis trabalhistas e os conselhos, das carreiras.

                  2018 Bolsomito Presidente!

                  • André Dias
                    11 meses ago

                    Meu caro Marcos, você diz que acha que o Chumbrega ficou ressentido por todos os civis terem sido chamados de “um bando de voadores” e por isso, se o que ele falou está certo ou está errado não vem ao caso? É essa mesmo a sua lógica?

                    Se você realmente defende o PL dos Sr’s Carolino e Koeller, você os está mais atrapalhando do que ajudando, pois usar de ofensas pessoais, ofensas impessoais e acusações sem embasamento contra o SNA (que nem se manifestou oficialmente) para defender o projeto é uma atitude que retira mais ainda o crédito da idéia, e você já notou que, por outros motivos, a própria idéia em si já não tem muito crédito entre os pilotos (pois quem está se manifestando negativamente aqui são pilotos e não sindicalistas).

                    No fim das contas mais sensato da sua parte discutir a questão de forma civilizada e coerente, ou permanecer calado. Mas isso é só um conselho, no fim das contas, você age da maneira como bem entender, para mim é até melhor pois assim ajuda este projeto impraticável e utópico de se desenvolver.

                    • Marcos Véio D' Guerra
                      11 meses ago

                      André Dias, ou poderia ser… Coito interrompido.

                      Não existe nenhum ataque para ofender pessoas. Pois não existe pessoas para serem ofendidas.

                      Questiono a postura de entidades.

                      E se você ler melhor, vai perceber que não defendo este projeto. Apenas acho essa ideia, muito avançada para os nossos padrões morais e éticos. Uma idéia ótima, mas no tempo e no lugar errado.

                      Questão de lógica.

      • Carlos Bueno
        12 meses ago

        Não esquece da propina.

    • Bolsomito2016/18
      12 meses ago

      Xablau!!
      Sem mais Chumbrega, quero ver responder essas questões.
      Abraços e parabéns pelo texto, mais completo e elucidado do que a própria pl….

    • Felipe Koeller R. Vieira
      11 meses ago

      Bom dia, Cmt Chumbrega.

      Obrigado pelo seu extenso comentário. Vou pontuar algumas coisas aqui, mas não responderei tudo agora.

      Minha frase original, que está postada lá embaixo, foi: “Hoje a profissão de aviador é defendida por um “bando de voadores”, ou seja, nós.”

      Como pode ser visto, eu me incluí no ‘bando de voadores’ quando concluí a frase com o “nós”. Por que eu usei esta expressão tão forte e polêmica? Porque o ponto de referência é a forma como se estruturaram as outras profissões no Brasil.

      Existem outras profissões não regulamentadas no Brasil, e sem conselho profissional, muitas estão batalhando pelo reconhecimento e pela criação de seu conselho. Mas todas as profissões importantes são estruturadas desta forma. Ter lei de regulamentação da profissão e conselho profissional não é a exceção, é a regra!

      O Sindicato Nacional dos Aeronautas é uma excelente organização da qual eu só não faço parte ainda por impedimento legal. Conheço as pessoas lá e sei da sua capacidade organizacional e profissional.
      Mas um Sindicato (todos os sindicatos) existem para defender os direitos dos trabalhadores, não para defender ‘a profissão em si’. Obviamente que em muitos temas são interesses coincidentes, mas não são a mesma coisa.

      Discordo da sua afirmação de que “– Você é muito presunçoso em generalizar que “OS PRÓPRIOS AVIADORES CIVIS NÃO SE CAPACITAM”. Não fui presunçoso por que não foi isso que eu afirmei. Seu texto distorce o que está afirmado por mim e incita sentimentos contrários.

      O que eu afirmei, e mantenho, é que [SE os próprios aviadores civis NÃO SE CAPACITAREM para tomar as próprias decisões que a sua profissão exige…]. A questão é a dificuldade em se capacitar, hoje. As profissões estruturadas tem curso de mestrado e doutorado na sua área. Eu tive que discutir aviação em mestrado e doutorado em outras áreas porque a Aviação NÃO ESTÁ na área de pesquisa das universidades (ou está muito timidamente).

      Se todos nós estudamos muito, porque não criamos nós um departamento de pesquisa sobre aviação em uma grande universidade pública? Como são a medicina, a engenharia, o direito e etc?

      Se a aviação é tão importante quanto as outras profissões, por que eu não consigo fazer um curso de aviação pago pelo Estado? Eu consigo me tornar médico, advogado, engenheiro…

      Vou deixar essas perguntas em aberto.

      Você e várias pessoas questionaram a qualidade e o conteúdo dos currículos dos cursos de Ciências Aeronáuticas. Têm toda a razão. Sabem quem determina o conteúdo dos currículos dos Cursos de Medicina? E de Engenharia? Os Conselhos Federais das próprias profissões. São os profissionais que podem dizer o que é ou não necessário para o exercício da profissão.

      O Conselho Federal de Medicina não precisa PEDIR ao Ministério da Saúde ou à ANVISA ou à ANS ou ao MEC para fazer um currículo de forma A ou B. É o contrário. O MEC verifica se o currículo da faculdade de medicina atende ao DETERMINADO pelo CFM.

      E nós, bando de voadores, temos que ficar pedindo para a ANAC que o curso seja “assim ou assado”, enquanto a formação continua deficiente.

      Enfim. Em relação às outras profissões do Brasil, ainda hoje, nós somos piores. Pelo menos em estrutura da profissão.

      Para finalizar, quem quer que esteja preocupado com a tal de “reserva de mercado”, no Brasil existe uma coisa chamada “direito adquirido”. Todas as leis de profissão tem um dispositivo que diz: quem já exerce a profissão na data da promulgação da lei tem todos os direitos assegurados para continuar a exercê-la.

      O PL visa o futuro. A forma como queremos que a aviação brasileira esteja daqui há dez, vinte e trinta anos.

      Até porque, a criação de um Conselho Federal de Aviação é apenas um instrumento para que TODOS os Aviadores ELEJAM uma diretoria de Aviadores que possa determinar estas coisas importantes, como currículo mínimo de formação dos próximos aviadores e, quem sabe, com isso estimular as Universidades públicas a criar cursos na área.

      Abração e bons voos a todos.

      Felipe.

      • vai vendo...
        11 meses ago

        Caro Felipe

        Não reconheço em ti e nem no Sr Carolina, autoridade técnica para dizer o que a profissão precisa ou o que nós, AERONAUTAS precisamos para nos qualificarmos.
        Já no começo do teu comentário, já avisastes que não responderias as questões levantadas, então, perdeste tempo no teu post.
        Ainda falta verdade e base na tua idéia.
        És sim presunçoso, arrogante e preconceituoso.
        Não faço parte de “bando ” nenhum.
        Faço parte de uma categoria de profissionais, a de AERONAUTAS, desde 1986, e não preciso que nenhum militar, que vive na sombra da estabilidade de emprego, venha vomitar “segurança” de voo, falar em cemitérios cheio de corpos e que preciso me preparar para tomar decisões que minha profissão requer.
        Vivemos aprendendo.
        Vivemos estudando.
        Vivemos treinando.
        Na prática, no dia a dia, em simuladores. Não num escritório e com estabilidade de emprego. Aliás, espero que não utilizes nenhum material da União para elaborar esse teu projeto salvador do mundo.
        Enviar essa PL, sem consultar a categoria é no mínimo suspeito.
        Humildade, conhecimento da vida real e respeito aos AERONAUTAS, lhe fariam bem.
        Repito…respeito aos AERONAUTAS.

      • To chutando!
        11 meses ago

        Felipe, ainda ha muito o que se discutir, e acredito que os pontos que foram comentados sao solidos. Eu ainda nao tenho opiniao formada em relacao ao Conselho (pra mim e inconstitucional), mas sou e vou continuar sendo contra a obrigatoriedade de CA (ou de qualquer curso superior) ate que essa seja pratica global.

        Vamos supor que o cara faca CA e conclua o curso com 22 anos de idade. Como ele vai se qualificar pelos proximos 43-48 anos de profissao? Exatamente nos mesmos moldes atuais, atraves de cursos livres, cursos in-company, iniciativa propria, etc. Entao do que acrescenta fazer CA nos moldes atuais?
        Lance um PL que contemple a formacao superior, as horas de voo, o ingles, o jet trainer, arrume dotacao orcamentaria para 500 vagas por ano para tudo isso, distribuidas por Universidades Publicas pelo Brasil q a gente comeca a conversar sobre CA ser obrigatorio.

        Ate la, e tudo o que o “Chumbrega” disse e um pouco mais.

    • Gustavo Carolino
      11 meses ago

      Sr. Chumbrega,

      Vou apenas respondê-lo o que creio que é de minha competência, por já conhecer o projeto,atual PL 4873-16 do Dep. Caio Narcio.

      Não me caberá entrar em detalhes de 2000 mil horas de F15 sem piloto automático seriam a mesma coisa de 4000 mil de Boeing voado na mão abaixo de mil pés agl, nem nada disso. Nem muito menos nas opiniões de Felipe, propriamente ditas.

      Não me cabe. Mas, mesmo assim eu me admiro muito o profissionalismo na conduta das pessoas.

      Eu acho importante os dispositivos da PL 4873-16, pois ela dá a tutela da aviação aos aviadores (dá autonômia profissional). E eles, providos de meios para tutelar esse campo, deverão resolver seus próprios problemas.

      É inovador a proposta. E me assustaria apenas se não tivesse os aviadores o poder do voto e aviadores competentes para se candidatarem.

      Creio que há muitos profissionais experientes que apresentariam melhores soluções no cumprimento de seu mandato no Conselho Federal de Aviação, que é um orgão público, de administração indireta (mas que o faria ser uma autoridade/representante do Estado Brasileiro; compreende?)

      Eu não posso dizer quais seriam as decisões do conselho, pois não será eu que estarei lá, será pessoas mais experientes. Civis e Militares, por igual.

      E agradeço reconhecer que a proposta teve intenção de promover uma aviação mais segura.

      Eu não diria que seria criar uma reserva de mercado, pois isso sempre existiu, mas com outri requisito de identidade profissional: seja a Licença de PC, PLA ou as discriminações em horas de voo.

      Fato é que esse PL4873-16 vai precisr de mais tempo para que se possa haver os esclarecimentos necessários, para que possa vir os esclarecimentos, para que as pessoas compreendam da forma adequada

      Se a autoridade policial é um policial; se a autoridade medica é um médico… na aviação, muito mais redimento se tem quando a autoridade de aviação é um aviador. Atualmente não é, percebe?

      Atualmente é uma agencia reguladora-econômica.

      Muito agradecido por dedicar seu tempo para se expressar, e vendo isso não pude deixar de te responder, pelo respeito a sua opinião.

      Lamento desde já caso algo tenha ocorrido, que me foge o entendimento, mas que deva ter te ofendido. Não era essa intenção. A conversa saúdavel sempre é o melhor caminho.

      Eu não acho que a ”politicagem pura” agora neste momento seja o caminho. Acredito que ainda devemos manter a base tecno-cientifica dessas ações. Claro que pensando nas deliberações do conselho, poderia vir muitas opiniões pessoais, mas, é bom que saibam, ainda mais para o caso de sua provavel aprovação, dando-nos autonomia, que se votem nas pessoas certas, nas campanhas certas, nas intensões certas.

      Me doi dizer isso: Mas na aviação civil não existe uma profissão (e na militar, também não!). A definição de profissão nas ciencias sociais exigem educação, autorregulação (que é diferente de regulação) e código de ética-profissional, assunto gerador de tantos debates ao longo desse tempo, não é? Quem não acha importante a ética na pratica do trabalho?

      Identifiquei um erro crônico na lei dos aeronautas (a atual), mas que não altera seu efeito, isso é os direitos dos trabalhadores e o modo de proceder do sindicato. Mas, em nivel organizacional atrapalha o entendimento.

      Fato é que aeronautas não é uma profissão, mas uma classe de trabalhadores. E seu preâmbulo, para melhor adequação, deveria constar: “Esta lei regula as condições de trabalho dos aeronáutas”. Erro antigo de significado, mas que vem desde 84.

      Trabalho, ocupação e profissão não são sinonimos.

      Erro outro seria chamar “tripulante de aeronaves” de profissão. Pois, novamente, manteria o erro de significado, e por isso gerariam as dúvidas novamente, essa confusão que está ocorrendo agora no inicio dessa novidade.

      Tripulante de aeronaves é uma ocupação, que pode ser amadora ou profissional.

      Um piloto desportista, somente, tripula uma aeronave, mas não exerce uma profissão. Mas ele é tripulante de aeronave!

      O correto, o mais correto, na nova lei sobre ferias, alimentação, repouso, folgas, etc., seria constar :

      “Esta Lei regula as CONDIÇÕES DE TRABALHO dos tripulantes de aeronave”.

      [Digo isso, pois o termo aeronauta, no significado juridico brasileiro vai ser extinto pela nova Lei que dispõe da relação empregado-empregador (contrato de trabalho) dos tripulantes de aeronaves; aeronauta no sentido não juridico no brasil, veio do francês e significa piloto de aeróstato/balão…]

      Existem aos profissionais que tripulam aeronaves ocupações profissionais como as ocupações profissionais de piloto de aeronaves e comissário(a) de voo.

      Considenrando a entrada vigor da PL4873-16, elevariamos piloto de aeronaves (Piloto Comercial de avião, planador ou helicoptero…) a uma profissão, trocando a licença azul da anac pela identidade profissional de aviador. Assim, ele tutelaria todo o resto.

      Essa PL não substitui as demais Leis. Ela cuida de criar a profissão, ou seja, dar autoridade sobre o campo da aviação apra o aviador.

      Isso já ocorreu com outros campos que já foram então “bem delimitados” (oficializados como campo do saber) e, portanto, tem profissões em seu significado real (e não equivocado), que conforme irei mostrar mais a diante em outras oportunidades, requer autorregulamentação (autonomia) e código de ética, entre outras caracteristicas.

      Não se forma titulares de uma mesma profissão em cursos distintos. Por isso precisou propor uma padronização quanto a base. Mas, te adianto que esses cursos precisam melhorar muito. O fato de o Conselho Federal ter essa autonomia de regular o curso que vai formar seus futuros colegas de profissão já é um avanço, pois evita de um curso seja diferente do outro quanto a base. Hoje há uma certa bagunça…

      Falta também um perfil profissiográfico. Mas, enfim…

      Quanto ao Daniel, sobre a aparente incostitucionalidade, os Conselhos são orgãos da “administração publica E INdireta”. Ademais há um vício de iniciativa que poderia atender os própositos que a PL 4873-16 leva adiante.

      Eu acredito que os senhores logo devem perceber que o Conselho dando a vocês autonomia/autoridade sobre o próprio campo… é na verdade, um avanço, e colabora para a seguridade.

      Quando digo seguridade, é por que conforme o dicionário, significa:

      “Conjunto de medidas, leis, normas, providências que tem como objetivo dar à sociedade e ao indivíduo o maior grau possível de garantia, seja sob o aspecto social, econômico, cultural, moral ou recreativo.”

      Isso pois não estou falando de SGSO da ANAC. Que é uma das ferramentas em seguridade na aviação. Mas me referiando à TODAS. Incluindo o PPAA, SGSO/SMS e até as normas independentes instituidas pelas próprias pessoas ou diretorias, ou empresas que visam tornar a atividade mais segura.

      Sei que o ITA, excelente instituto, forma cientistas e engenheiros de ponta. Mas, se não tiverem cumprido o programa de treinamento prático (não limitem a ideia de treinamento prático às horas de voo somente…) e as materias de tomada de decisão na aviação, ele terá que fazer essas materias para forma-se aviador.

      Precisa-se valorizar nós mesmo e parar de pensar que os outros são sempre melhores que vocês. Certamente, devem ser ótimos engenheiros ou cientistas da computação… enfim, mas são profissões diferentes da que aqui se propõe.

      O Art.47 da Lei da educação permitira a integração de forma justa, as vezes em6 meses, 1 ano… depende.

      As diciplinas que vão sendo eliminadas podem ser da graduação, pós graduação… etc. São disciplinas. E pode sim ocorrer de uma pessoa bem qualificada, mas sem a licença de PC antes da entrada em vigor da Lei, eliminar todas e só precisar voar no programa de treino, podem ser.

      Todavia, não estamos de forma alguma dizendo que os veteranos deverão fazer facudade. Se já cresceram tão bem no trabalho que eles hoje fazem, por que razão haveria isso? Não é justo. Estamos pensando na geração futura, certo?

      Provavelmente estes darão é aula e transmitirão conhecimento, sem pano preto.

      Licenças de PC emitidas antes da entrada em vigos da Lei, mesmo que estrangeiras, serã oconvalidadas na forma da Lei.

      Após essa Lei, embora a identidade de Aviador seja convalidada em licença de Piloto Comercial/PLA em um país que não tenha adotado o modelo que se propõe; isso não ocorre com o inverso dese procedimento se não houver a justa convalidação (complementar+validar). Não se valida algo se os requisitos de complementação não forem atingidos.

      O inverso então poderá não ocorrer após a vigência da forma proposta na PL4873-16. Isso evita manobras deste tipo, que poderiam ser mal intencionadas.

      Horas de voo, cursos e treinamentos não se perdem.

      Os militares de outras forças por equivalencia, da licença de PC da anac, entrariam no modelo proposto. O comando da aviação daquelas armadas, tão logo a publicação da aprovação da Lei no DOU, tomaria tal medida para que se possa manter seus profissionais no legal exercicio das funções que eles desempenhavam.

      “O poder executivo regulamentará esssa lei na data de sua aprovação” – ” a entrada em vigor em 180 dias de sua publicação…. ==>>> nesse espaço, os órgãos tomarão as medidas para se enquadrarem à nova Lei Geral Federal.

      Pilotos das policias, possuem licenças de PC da ANAC. Então, estão enquadrados também… (não sabia que eles tiram licenças da ANAC??)

      É preciso acreditar que pode surgir coisas boas no Brasil! Não se condicionem a achar que só é bom o que vem de fora…

      Provavelmente a NASA vai ficar com ciumes! ( risos).

      Espero que tenha esclarecido suas dúvidas, pois é normal pela novidades, e muito obrigado pelas dúvidas construtivas!!

      [Acredito que respondi o que me compete, e lamento qualquer desentendimento que possa ter sido agravado por uso inadequado de expressões.]

      • vai vendo...
        11 meses ago

        Caro Sr Carolina

        Responda, sem rodeios:
        És piloto?
        Estás na aviação desde quando?
        Caso sejas piloto, quantas horas tem?
        Quem pensas que é para julgar profissionalismo de alguém???
        Tu, o Sr Felipe e o dep caio(assim mesmo, letra minúscula) julgam-se descobridores da pólvora, mas não passam de presunçosos, arrogantes e preconceituosos.
        Saiam dos escritórios e venham voar e talvez um dia, possam ser considerados “profissionais” da aviação, ou seja …AERONAUTAS.

        • Gustavo Carolino
          11 meses ago

          Sou piloto desde 2011. Iniciei oficialmente no sistema em 2009. E de vivencia…. não me recordo quando, talvez a 20 anos atrás. Sou como a maioria, começa cedo, não? :D
          Caberá ao Conselho julgar falta de profissionalismo (indiciplina, violações.. etc) na aviação. Não a “mim”.

          =>> “Vai vendo”, tu precisa respeitar melhor as pessoas. E veja que estamos respondendo uma “mascara” um “anônimo”. Apesar que que hoja na internet, por mais que se sinta anonimo, nem sempre o é.

          Antes de falar que estou julgando algué, deveria perceber que o unico que está aqui julgando é você. Quem nã odeve não teme.

          • vai vendo...
            11 meses ago

            Desde 2011….
            Nossa…é tempo demais. Muita experiência, realmente.
            Estás autorizado a falar sobre a profissão, sobre profissionalismo com esses teus 5,6 ou 7 anos de aviação.
            Quanto à “respeitar as pessoas”, tu e eu colega descobridores da pólvora é que desrespeitaram uma categoria inteira, dizendo que NÃO existe a profissão, e que a partir dessa PL a profissão existirá.
            Muita presunção.
            Detalhe….dê uma melhorada na sua grafia, na sua gramática…erros básicos de acentuação e de concordância nominal e verbal.
            Não precisa ser muito ” profissional” para escrever corretamente.

    • P Santos
      11 meses ago

      Palmas!

  8. Raphael Toste
    12 meses ago

    Realmente ainda não entendi como tal projeto pretende efetivamente elevar o nível de segurança da aviação brasileira.

    Alguns aspectos do projeto que me chamaram a atenção:
    1 – A possibilidade de uma PJ poder ser considerado aviador. Presumo – desculpe a ignorância, pois gostaria de saber como o que vou expor possa ser evitando – que se eu abrir uma PJ, posso mediante documentação colocar várias PF nela desde que eu garanta que elas atendam os requisitos a serem estabelecidos pelo possível CONFAV.
    Ou seja, podemos ter uma “pejotização” de toda a aviação brasileira.
    E olha que eu não sou contra isso mas sou contra isso ser feito em larga escala onde não há contato direto e efetivo sem intermediários entre empregador-empregado em termos de negociação sobre as condições, benefícios e remuneração, ou seja, onde há espaço para “brokers” fazer tal serviço, assim como acontece na Europa, é bom dar uma olhada no que acontece lá pra ver o quão ruim essa situação se tornou para os pilotos que pretendem ingressar na aviação nos tempos atuais.

    2 – A profissão não fica mais restrita a brasileiros apenas, ou seja, linkando também ao que já mencionei acima. Podemos ter um broker trazendo estrangeiros para serem aviadores. Ou até mesmo estrangeiros solicitando cadastro e validação de diploma estrangeiro – também previsto na PL – para trabalhar no Brasil.

    3 – Por fim, art 46 da PL: R$500,00 de anuidade para o exercício legal da profissão, corrigidos anualmente pelo INPC sujeitos a multa em caso de não pagamento.
    Ou seja, vamos ser profissionais liberais? Por um acaso já houve algum contato com o CNPL, se sim qual foi o feedback deles?

    A impressão particular que eu tenho sobre:
    Não vai colaborar em nada para a segurança da aviação civil.
    Sinceramente não sei como tornar o nível superior em Ciências Aeronáuticas obrigatório vai ajudar o pessoal que voa na região norte do Brasil, operando por vezes em locais aquém do nível de segurança desejado. Ou mesmo o pessoal da aviação agrícola, cuja operação é bem específica.
    Voo na aviação executiva a 6 anos, sabe o que mais sinto falta? Uma boa noção de administração financeira, direito tributário e outras informações referentes a questões administrativas. Compenso parte com curso técnico em administração realizado antes da faculdade por sorte, mas por vezes me faltam subsídios adequados.
    O projeto vai chover no molhado, a ANAC melhorou muito, e ainda precisa melhorar muito, mas muito mais e acredito que há espaço para isso, sem necessidade de se criar mais um órgão para regular o já tão regulado setor em que trabalhamos.
    Falta detalhar o que vai ser feito após a aprovação de tal PL.
    Por enquanto fico com apenas duas certezas: posso ser PJ e só profissionais devidamente habilitados podem usar uniforme, ou seja, no caso do verão em que voamos de polo eu não sou profissional?
    A impressão é quem formulou tal projeto jamais trabalhou na aviação civil, ou teve um contato adequado com a realidade diária da profissão e seus variados tipos de operação.

    • Gustavo
      11 meses ago

      1) Eleva-se a seguridade ao colocar as pessoas certas nos lugares certos.
      2) PJ? Não aviador é pessoa fisica. Mas, se o aviador desejar prestar consultórias através de empresa própria por exemplo, esses serviços profissionais demandam inscrição (aeronavegabilidade, investigações de incidentes aereos independentes… etc)
      3) A Lei do aeronauta (atual) e a nova lei que esta por vir é clara: contratos de trabalho a bordo de aeronaves civis brasileiras são para brasileiros natos ou naturaalizados. A PL4873-16 não as substitui, ok? É um a mais.

      4) Os militares também custeiam o conselho, pois é uma ferramenta de proteção aos profissionais, independentes de serem civis ou militares. O Valor atende o projeto, pois não haverá custo com impostos, já que a união “não” paga impostos para ela mesma.

      Raphael, espero ter sanado as dúvidas.
      Abraços

  9. Julio Petruchio
    12 meses ago

    Uma “associação” para chamar de minha…
    Se fosse só isso não me preocuparia.
    O que me preocupa é que além de querer ter a associação, quer controlar o setor inteiro e ainda entrar um dinheiro…

    • vai vendo...
      12 meses ago

      Exatamente. Perfeito Petruchio.
      Alguém querendo ser o “pica das galáxias”, todo poderoso, ser acima do bem e do mal.
      Ainda não vi UM benefício na “nova” profissão…a não ser para os próprios criadores…
      Não se fala em aposentadoria especial, perda de CMA….
      Mas já falaram em $$…R$500,00 por ano, para manter a estrutura, provavelmente…
      Mais do mesmo…balela sim.

      • Julio Petruchio
        12 meses ago

        Mais um “homem da cobra”/”vendedor de sonhos” (como queira chamar) na aviação.
        Li os posts do amigo do nobre deputado no Facebook e nas primeiras linhas já deu a entender a que veio essa idéia.
        O pior é que tem “rêmoras do sistema” que se formaram Piloto Comercial, não voam profissionalmente e que não dão a cara a bater todos os dias que estão “louquinhos” para fazer parte do tal CRM dos aeronautas.
        Sinceramente deu nojo em ler aquilo.

  10. Marcos Véio D' Guerra
    12 meses ago

    Acabei de ler, novamente, o trabalho do Felipe. Já tinha estudado ele em 2011. E posso afirmar que esse PL seria o PASSO ADIANTE.
    Mas… é sempre teriam muitos MAS. Vivemos numa sociedade viciada, com estruturas arcaicas e pensamentos idem. Grande exemplo são as Univercidades públicas engajadas a décadas com a AGENDA COMUNISTA. Que entre outras prioridades, tem por finalidade, a destruição das indústrias e de práticas empreendedoras. Quem lê jornal, sabe, que a indústria recuou ao nível do tempo, do então presidente, meu conterrâneo, Getulio Vargas.

    Hoje a nossa economia é extremamente dependente das importações de insumos, assim, como nos tempos das capitanias hereditárias.
    A classe proletária, não estuda. E não recebe o devido incentivo. Porque não é interresante que ele estude. Se estudar muito, pode virar PATRÃO.
    Nas Faculdade públicas, só se forma “douto” aquele, que A AGENDA escolhe. Aquele que segue a AGENDA, aquele que perdeu o interesse, pela livre iniciativa.
    Essa divagação parece sem sentido para o leitor de 20 e poucos anos ou menos. Mas é umas das razões dos nossos flagelos atuais, meu jóvem. Ela está aí, atuante, e graças a missão principal da AGENDA, estamos a poucos metros do colápso.

    O PL terá uma baita luta pela frente. E vai lutar contra muito interesses. Interesses esses, disfarçados de boas intenções com o coletivo, mas que na verdade, irá manter tudo do jeito como está.

  11. Lucas
    12 meses ago

    Tomei a liberdade de selecionar alguns dados técnico-científicos trazidos pelo Felipe, para que possamos refletir sobre suas reais intenções e sobre o que ele pensa dos profissionais da aviação civil de hoje os quais pretende representar.

    “[…]se os próprios aviadores civis NÃO SE CAPACITAREM para tomar as próprias decisões que a sua profissão exige, não serão melhores que um motorista de ônibus. Voar, qualquer macaco bem treinado voa. […]”

    “[…]Podemos ser profissionais equiparados aos melhores do mundo ou podemos ser apenas uma “profissãozinha de quem não conseguiu entrar em uma faculdade decente para ser alguém na vida”[…]”

    “[…]Por que nas grandes companhias aéreas brasileiras (TAM, GOL, Azul, Avianca, Lider Taxi Aéreo, etc), 90% dos pilotos tem origem completamente civil (aeroclubes ou faculdades de ciências aeronáuticas) e dentre os aviadores que exercem funções de gerência técnica (piloto chefe de equipamento, piloto chefe, diretor de instrução, diretor de operações, diretor de segurança operacional etc – os maiores salários e as posições de DECISÃO), MAIS DE 80% são ex militares da FAB e gente com formação superior?[…]”

    “[…]Ser capaz de SEGUIR o Manual de Operações, TODOS os pilotos da companhia são (os que não são capazes disso são demitidos). Por outro lado, você se sente CAPAZ de ESCREVER um Manual desses?
    Você é capaz de fazer um treinamento em simulador de voo e ser aprovado no mesmo. Mas você é capaz de ESCREVER o PROGRAMA de treinamento e decidir, COM EMBASAMENTO, o que deve ser incluído e com qual intensidade ou não?[…]”

    “[…]Quem já voa, vai continuar voando, só não vai progredir da mesma forma que quem também voa mas sabe muito mais sobre voar…[…]”

    • Anderson
      12 meses ago

      Pois é!
      Quer nos representar! Assim?
      Não sou formada em CA! Tenho minhas horas de voo com muito custo e sacrifício!
      Sou aviador, pois um checador com até mais experiencia que o Sr. Felipe foi lá e comprovou isso.

  12. Daniel
    12 meses ago

    Pesquisando aqui, deixo a pergunta pro Felipe Koeller e para o Gustavo Carolina, caso estejam acompanhando a discussão.

    1) Considerando que o Conselho seria uma autarquia de direito público (art 19 do PL)
    2) Considerando o que a CF 88 estabelece em seu Art. 61, parágrafo primeiro, como projeto de lei de iniciativa privada do Presidente da República, as que versem sobre “criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração” (alínea II-a) e ” criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI” (alínea II-e)

    Seria o projeto de lei inconstitucional?

    • To chutando!
      12 meses ago

      Eu me prometi q nao postaria mais sobre esse assunto, mas dada a relevancia do que o colega Daniel questionou (muito bem observado, parabens), temos q pensar:
      Supondo q o Daniel esteja certo e q nao haja nenhuma outra brecha, o que temos e o seguinte: um projeto de lei inconstitucional (ao contrario do que disse o gustavo carolino) do qual participaram um juiz federal (!), um aviador da fab inspac da anac, uma professora universitaria e outros seres de notavel saber juridico e reputacao ilibada! E bizarro! Puts, um juiz cara…

      Ao Felipe Koeller: ainda que haja uma brecha juridica e esse projeto seja valido, para nos provar que nao se trata de reserva de mercado, e dado que se trata da criacao de um conselho de aviacao civil, para regulamentar sobre aviacao civil, proponho que conste no PL uma exclusao explicita aqueles pilotos formados em CA com habilitacao em aviacao militar. Algo do tipo: “excluem-se da classificacao como aviadores civis aqueles formados com habilitacao em aviacao militar, ou ainda aqueles formados pelo CFO-Av”. O que voce acha Koeller? Vamos votar isso?

    • Gustavo Carolino
      11 meses ago

      [Esclarecimentos a baixo]

  13. Gostaria de saber, se quem já é formado PC ou PLA teria que fazer uma faculdade para poder continuar na carreira ou até mesmo entrar em uma linha aerea!!!!

    • Marcos Véio D' Guerra
      12 meses ago

      Porque antes de fazer essa pergunta repetitiva, você não usa seu valioso tempo para ler a PL?

  14. Anderson
    12 meses ago

    A aviação não começou aqui:

    “Desde 1994 surgiram diversos cursos de Bacharelado e Tecnologia em
    Ciências Aeronáuticas em faculdades e universidades brasileiras, o primeiro deles
    tendo sido estabelecido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
    em parceria com a extinta VARIG Desde 1994 surgiram diversos cursos de Bacharelado e Tecnologia em Ciências Aeronáuticas em faculdades e universidades brasileiras, o primeiro deles
    tendo sido estabelecido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
    em parceria com a extinta VARIG”

    A aviação já existia antes e vai continuar existindo!
    Isso me lembra quando eu tinha 10 anos e o gordinho perdia o jogo e levava a bola embora!
    Tudo que foi citado em:
    http://paraserpiloto.appa.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Editorial-Conex%C3%A3o-SIPAER-Felipe-Koeller.pdf

    é BALELA! Quantos bons aviadores existem hoje sem ter precisado entrar na PUC-RS?

    • Concordo com você Anderson!! Nós brincamos que muitos desses pilotos são pilotos de laboratório!! Dei instrução para alunos da PUC e o q sobra de conhecimento teórico falta de coordenação pisico motora e postura de piloto no meio da aviação! Muitos arrogantes que acham q estão fazendo a melhor faculdade do mundo!!! E um perfil de piloto que busca somente a teoria é esquece a parte prática. Já escutei de muitos que não precisa saber voar, por que quando entrar na linha vai ser só apertar botao. Esse é o tipo de piloto que estão sendo formados por instituições de puro marketing, em terra de cego quem tem um olho e rei a PUC nao e a melhor entre as melhores ela e a melhor porque so existe ela. A PUC apesar da indiscutível qualidade de ensino ainda apresenta pontos muito falhos, principalmente na hora de alinhar a teoria com a prática, meu medo é que ao longo do tempo como já vem acontecendo percamos a importância que é dominar uma máquina e não só gerenciar pois a nossa principal função e estar apto a assumir o controle em caso de uma eventual pane!

    • Eu sou a favor de uma obrigatoriedade em ensino superior para pilotos, mas jamais devemos esquecer que mais fundamental é importante é o aprendizado prático e experiências do dia a dia! Jamais devemos colocar um ensino superior com um grau maior de importância do que a experiência de um piloto que adquiriu horas de vôo!! Pois podemos estudar por nós mesmos, mas jamais podemos adquirir experiência sentado numa sala de aula ou em livros!!

    • Felipe Koeller R. Vieira
      12 meses ago

      Bom dia, Anderson.
      Na verdade, o texto que você citou é meu e eu não o considero balela. Tenho mais de 3.500h de voo, das quais 1.000 fazendo cheques pela ANAC. Durante 7 anos trabalhei como piloto de Busca e Salvamento pilotando Super Pumas e nos 7 anos seguintes trabalhei como Investigador Sênior de acidentes aeronáuticos. Já investiguei MAIS DE 150 acidentes fatais e não-fatais nos quais pilotos com excelente pé-e-mão (que é super necessário e eu sempre verifico nos voos de cheque) mas falta de conhecimento teórico-científico contribuíram para o desfecho infeliz. As vezes causando a própria morte ou a de terceiros.
      Se formação superior não é importante, leve seu bicho de estimação para ser tratado por alguém que não seja formado em medicina veterinária, leve seu parente para ser tratado em um hospital cujos trabalhadores não tenham diploma. Seja julgado por um juiz que não seja formado em direito.
      A aviação já existia antes e vai continuar existindo, só que, até o ano de 2005, antes da criação da ANAC, toda a gestão da aviação era feita por Aviadores Profissionais, que são TODOS os Oficiais Aviadores da FAB. Formados em Nível Superior desde antes de 1941.
      Agora, se os próprios aviadores civis NÃO SE CAPACITAREM para tomar as próprias decisões que a sua profissão exige, não serão melhores que um motorista de ônibus. Voar, qualquer macaco bem treinado voa. Voar COM SEGURANÇA é que exige conhecimento PROFUNDO da atividade. Os túmulos dos pilotos mortos estão aí para provar o que eu digo.
      Bons voos e repense em qual nível você quer conduzir seus voos. Podemos ser profissionais equiparados aos melhores do mundo ou podemos ser apenas uma “profissãozinha de quem não conseguiu entrar em uma faculdade decente para ser alguém na vida”. A escolha não é sua, é dos Aviadores realmente Profissionais.

      Abraço e bons voos!

      Felipe.

      • Daniel
        12 meses ago

        Felipe, concordo na parte em que existem pilotos bons de pé e mão, mas sem a teoria, que acaba contribuindo para acidentes que você investigou.

        Porém, acho que o problema foi justamente no curso teórico que foi ruim (ou então inexistente, no caso do PP), na prova da ANAC que são sempre as mesmas perguntas (e do DAC já era assim também…), na cobrança deficiente de examinadores/inspacs que o aluno pega no caminho da formação. Enfim, concordo que a formação de alguns aviadores está abaixo do mínimo desejado.

        Porém não concordo que seja necessário curso superior em C.A., pelo menos do jeito que é hoje, que engloba além de teoria de vôo, administração, sociologia, “comunicação e expressão” e a teoria de vôo de paulistinha até jato.

        Acho que precisa melhorar os cursos teóricos, e não dar status de curso superior, que dificultará muito a abertura de novos cursos – além de relacionamento com ANAC e CONFAV, ainda precisaria envolver MEC.

      • vai vendo...
        12 meses ago

        Meu caro Felipe
        Não existe dúvida nenhuma que graduar-se, treinar e manter-se sempre atualizado em sua profissão é fundamental.
        O “X” da questão aqui é com quem, ou como vamos nos manter “atualizados”. Até agora, só vi mais do mesmo….balela sim.
        Citaste teu número de horas de vôo, cerca de 3500 hs. Tenho tres vezes isso. Ou seja, não é por aí. Isso diz pouca coisa. Tbem fui checador, assim como tu, e isso tbem não quer dizer quase nada.
        Jamais despreze uma categoria profissional, como fizeste com os motoristas de ônibus. É uma profissão digna como qquer outra, até como a de militar.
        Os militares são “adestrados”, pilotos civis são treinados, assim como os macacos, citados por ti.
        Não se trata de quem “conseguiu” entrar numa faculdade, pode ter sido por opção. Não fiz e não farei uma faculdade e tenha a certeza que sou profissional da aviação desde 1986.
        Quanto à divisão que VCS militares fazem sobre segurança, estás sendo preconceituoso ou propositalmente corporativista, pois erros acontecem, tanto com civis como com militares, ou avião da FAB não acidenta-se?
        Citaste tbem que a aviação sempre foi administrada por oficiais militares, todos com formação superior….verdade…administravam um órgão público que nunca esteve sob cheque. Agora me diga…quantos oficiais militares administram alguma grande empresa no país???
        Srs militares que querem continuar voando, depois de aposentados na carreira militar, venham voar como os mortais, na carreira civil, inclusive até abrindo mão das suas aposentadorias para não estragarem os salários dos civis mal treinados.

        • Anderson
          12 meses ago

          Depois de ler todas as verdades que o Sr. Vai vendo… descreveu com todo respeito e de forma simples!
          Acho que não precisamos escrever mais nada!
          Parabéns!

      • Anderson
        12 meses ago

        Felipe, para você é fácil falar! Entrou bem na carreira, estudou e tem tudo isso que você descreveu!
        Parabéns pelo currículo! Não retiro seu mérito!
        Mas e o resto? Quantas vagas existem hoje na FAB para quem quer chegar onde você chegou?
        A balela é que vem para melhorar! Melhorar o que? Só se for para você ou teus alunos formados em CA que estão desempregados e não é por faculdade! Verdade o que você falou, qualquer macaco pilota! Mas qualquer macaco tem postura profissional? A credito que um macaco não jogaria uma PL por baixo dos panos para votação, sendo que existem outros assuntos mais importantes do que o de dar lugar ao menino da Facul! Esse é o ponto!
        Outro ponto interessante é o de precisar ter faculdade para ser alguém na vida! Alguém quem?
        Conheço muitas pessoas e você também, que não tem faculdade e ganham bem melhor que você e não precisam publicar seu currículo de horas e dar carteirada que é da FAB e tal!

        Felipe, peço desculpas se estou sendo inconveniente, mas minha indi guinação com esse plano é o egoismo que ele demonstra!

        Se em nosso país existissem menos egoístas!

      • Hernani
        6 meses ago

        FREIA CORONEL!

        Felipe disse – TODOS os Oficiais Aviadores da FAB. Formados em Nível Superior desde antes de 1941.

        AFA / AMAN / EM – como curso superior só depois de de 23 de Maio de 2008.

        Isso só aconteceu por pressão dos militares com o final do DAC e a ANAC exigia curso superior para ser “checador”

        Nos termos da Portaria Normativa Interministerial (Ministério da Defesa e Ministério da Educação) nº 830/MD/MEC, de 23 de Maio de 2008, transcrita a seguir, os cursos ofertados pela Escola Naval (EN), pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e pela Academia da Força Aérea (AFA) são equivalentes aos de graduação, bacharelado.

        Assim, permitem aos seus portadores uma educação continuada em nível de pós-graduação. Art. 1º Os cursos de formação de oficiais ministrados pela Escola Naval (EN), pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e pela Academia da Força Aérea (AFA) são equivalentes aos definidos no inciso II do art. 44 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 1996, na modalidade bacharelado.

        Parágrafo único. Fica assegurada aos portadores dos diplomas dos cursos de formação de oficiais de que trata o caput deste artigo, a continuidade de estudos em cursos e programas de pós-graduação no sistema civil de ensino, respeitados os respectivos processos seletivos, quando devidamente registrados nos órgãos competentes das Forças Armadas.

        http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-regulacao-e-supervisao-da-educacao-superior-seres/perguntas-frequentes

  15. Anderson
    12 meses ago

    Fico preocupado com esse plano! Eu estava conversando com um conhecido que está trabalhando como INVA a alguns anos e o mesmo se queixou:
    – Participei de uma seleção e não fui chamado, já o cara que só tem PP e PC foi!
    – E daí?
    – Ah gastei um monte na PUC-RS e não sou chamado, os cara sem faculdade são!

    E por ai vai a conversa!!
    Ao meu ver, minha opinião, esse tipo de plano em um de seus propósitos e fazer entrar a qualquer custo um cara que não tem perfil!
    Perfil, postura, respeito, malandragem, pé e mão que um aviador tem que ter!
    As empresas aéreas, e os chefes que estão por trás delas não querem o mauricinho!
    Querem homens aviadores!
    A sociedade também quer!

    Essa é minha opinião!

  16. Carlos Bueno
    12 meses ago

    Sr Raul.
    Deveriam elaborar um curso acadêmico superior voltado somente para a formação do aviador com matéria especificas fundamentais na condução e conhecimentos de aeronaves ainda matérias voltadas não só nas áreas exatas mas também humanas relacionadas a profissão.
    Isso é só a minha opinião pessoal,pois esse é um assunto muito complexo e devemos discutir não somente com as instituições mas com a sociedade no geral.

    • Felipe Koeller R. Vieira
      12 meses ago

      É exatamente este o objetivo final do projeto!

      • André Dias
        12 meses ago

        Então primeiro você obriga todo mundo a fazer o curso superior. Depois é que vai verificar qual curso, onde, com que dinheiro e etc.

        Aí temos um exmplo clássico da prática de “passar o carro na frente dos bois”.

      • Carlos Bueno
        12 meses ago

        Esse curso superior de 3 ou 4 anos poderia ser voltado para linha aerea regular de transporte de passageiros e garga em aeronaves de grande porte onde para ingresso na universidade sendo privada ou publica o candidato deve ser portador da licença de piloto comercial PC ai se formando passaria para Aviador.

        Isso é só uma sugestão.

        • Carlos Bueno
          12 meses ago

          Seria um curso superior voltado para pilotos.

          • André Dias
            12 meses ago

            O grande problema é querer forçar todo mundo a fazer curso superior de piloto, quando na verdade não se chegou a um consenso nem sobre QUAL curso superior é o ideal para formar um “Aviador”. Ciências aeronáuticas não é um curso superior de aviador, é um curso superior de cientista aeronáutico, jogaram ele na PL por ser o que mais “parece” ser adequado, mas a aviação não funciona por aparências.

            Concordo que o curso superior voltado para pilotos deve existir, só que primeiro tem que ter a definição de qual é o curso adequado e o porque (usando-se de argumentos factuais, não suposições), se ele não existir, providenciar para que exista, depois que tal curso existir, cuidar para que ele esteja acessível à todos, e só depois disso, tornar obrigatório. Quando a obrigatoriedade vem antes de tudo isso o carro não só está na frente dos bois como tambem está perdendo o eixo da pista!

            • Carlos Bueno
              12 meses ago

              Exatamente!
              CA não formam pilotos e Aviadores.
              Deveria propor um curso superior voltado para pilotos PC que desejam uma aviação mais avançada para aviões de grande porte usados na linha aérea regular que possuem uma tecnologia superior a alguns aviões usados na aviação regional,agrícola,acrobática etc..
              Não adianta querer reinventar a roda pois se tratando de aviação tudo é muito complexo.

  17. Felipe Koeller R. Vieira
    12 meses ago

    Prezado Cmt Raul Marinho,

    É com muita honra que eu me vejo citado novamente em seu blog. E digo isso como sempre o faço, com pureza d’alma. Nada do que eu direi aqui deve ser interpretado além do seu significado literal, nada será ironia, não quero mal-entendidos em um assunto tão importante.

    Concordo contigo. Essa é a minha primeira afirmação. Saiba, também, que o sr. Gustavo está à frente do projeto mas o mesmo nunca foi “dele”. Somos um grupo grande, eclético, de profissionais e acadêmicos da área, todos com vastíssima experiência em aviação, em todos os seus sentidos (voando, investigando acidentes, regulando, instruindo, checando e etc). Alguns, por motivos profissionais (militares da ativa, magistrados, inspetores da ANAC, etc), evitam ficar em evidência, mas participam ativamente do projeto.

    O projeto ainda não está maduro para virar lei, ainda. Por isso é um “projeto”. Mas a existência do PL (Projeto de Lei) fará com que a discussão finalmente aconteça. Todos os interessados foram procurados previamente. Todas as manifestações feitas foram atendidas mas houve quem ainda não se manifestou. Desta forma, apresentar o PL é uma estratégia para mostrar que as coisas ‘têm que andar’!

    A discussão deve ser ampla. Acredito que partes do PL sofram emendas e substitutivos até o texto final. O que temos que fazer é estimular ao SNA, APPA, COMAER, ANAC e demais interessados a buscar as formas processuais legislativas para alterar e adaptar o PL até ele ser aperfeiçoado a ponto de atender à sociedade brasileira. O Congresso Nacional é o foro adequado para se discutir um Projeto de Lei. Todos tem acesso ao texto e todos devem opinar sobre o mesmo. É uma lei para a sociedade e, principalmente, para os Aviadores. Uma Lei da Profissão que exercemos e amamos que formalmente a equiparará em importância das demais profissões da Sociedade Brasileira.

    Em relação á formação dos Aviadores profissionais civis e a sua formação acadêmica em cursos de universidades públicas com a necessária parte prática sofremos o problema do ovo e da galinha: como uma Universidade pode dispor de recursos públicos para realizar uma formação acadêmica superior para uma profissão que não “existe” em nível superior? (não está regulamentada no Ordenamento Jurídico Brasileiro)? Por outro lado, se a Lei regulamentar a Profissão e determinar que a formação é superior e inclui a parte prática, todas as Universidades, particulares e públicas, terão que se adequar à mesma. Como você já sabe das minhas falas: todo curso de medicina tem que ter um hospital universitário para a prática dos acadêmicos em medicina. Se não tiver, o curso é fechado.

    Todo o Projeto levou em consideração as demais leis de regulamentação de profissões existentes (como medicina, enfermagem, engenharia, psicologia, nutrição e outras) e as características inerentes à Aviação: civil, militar e do Estado (polícias, bombeiros, etc).

    O PL está maduro o suficiente para defendermos a sua existência enquanto projeto e a sua tramitação, sofrendo as mudanças necessárias para acomodar todas as visões até virar Lei. Depois disso, já era. As discussões sobre o mudanças ao PL serão sempre bem vindas. Uma boa discussão pode levar à dois resultados: o aperfeiçoamento do texto do PL ou o convencimento de que o texto apresentado está o melhor possível. Se o texto realmente estiver perfeito, a discussão levará a essa conclusão.

    O Conselho de uma profissão não substitui nem colide com o sindicato da classe, muito menos substitui ou colide com o poder público regulador. Cada um tem seu papel e nós, Aviadores, podemos buscar o exemplo nos outros campos profissionais para entender como isto funciona.

    É hora de sermos políticos, no sentido puro da palavra, e discutirmos politicamente o nosso futuro enquanto profissionais. Os Congressistas são os representantes para esta discussão da sociedade.

    Exorto, então, que a discussão do “ponto a ponto” do PL seja realizada, de forma construtiva e com sugestões de melhoria, aqui neste fórum, nos fóruns oficiais sobre o tema e, principalmente, no Congresso Nacional.

    Um cordial abraço e bons voos!

    Felipe Koeller R. Vieira

    • Lucas
      12 meses ago

      Interessante ver que os reais mentores do projeto estão, aos poucos, ‘saindo do armário’.
      Conte-nos mais sobre usarem um garoto recém formado como laranja, já que os senhores “[…] (militares da ativa, magistrados, inspetores da ANAC, etc), evitam ficar em evidência, mas participam ativamente do projeto. […]” e seus parceiros administradores de cursos de CA, onde nossos nobres militares têm realizado muitos de seus bicos, têm receio de defender abertamente o que julgam ser um ‘divisor de águas no quesito segurança na aviação’.
      Explique melhor para nós sobre seus interesses individuais e escusos.

      Aproveito para frisar um ponto importantíssimo trazido pelo dono deste blog:
      ” […] se o Brasil voltar a crescer e a aviação retomar a pujança de anos anteriores, quando se formaram cerca de 2.500 novos Pilotos Comerciais ao ano (em 2013 foram 2.469 novas licenças de PC emitidas pela ANAC), como nossa estrutura de cursos superiores de aviação fariam para suprir esta demanda? […]”

      E aí? O que irá ocorrer!?
      Simples! Teremos, no futuro, ingressando na aviação comercial, policial, etc. Mauricinhos da CA com(se muito) 200hs de voo ou o pessoal da FAB que, após obter formação grátis sairá correndo da vida militar para a aviação comercial(ah, entendi!), para receber como um “verdadeiro aviador”.
      Um grande avanço para a segurança, não!?

      A única segurança em jogo aqui, meus caros, é a segurança financeira dos ‘insatisfeitos’, sejam eles civis ou militares.

      • Guedes
        12 meses ago

        Só para deixar claro, os cadetes da AFA não podem ser formar e “sair correndo da vida militar”. Após a formação eles têm um período de serviço obrigatório de 5 anos.

      • vai vendo
        12 meses ago

        Perfeito.
        Parabéns.

      • Anderson
        12 meses ago

        Correto! O pessoal desta proposta está preocupado é em dar aulas! Não perder seus bicos!

      • Felipe Koeller R. Vieira
        12 meses ago

        Lucas, bom dia.
        Pense na seguinte pergunta:
        “Por que nas grandes companhias aéreas brasileiras (TAM, GOL, Azul, Avianca, Lider Taxi Aéreo, etc), 90% dos pilotos tem origem completamente civil (aeroclubes ou faculdades de ciências aeronáuticas) e dentre os aviadores que exercem funções de gerência técnica (piloto chefe de equipamento, piloto chefe, diretor de instrução, diretor de operações, diretor de segurança operacional etc – os maiores salários e as posições de DECISÃO), MAIS DE 80% são ex militares da FAB e gente com formação superior?”.
        O Manual de Operações que você estuda, faz prova e é obrigado a seguir durante todos os seus voos tem que ser ESCRITO por alguém. Ser capaz de SEGUIR o Manual de Operações, TODOS os pilotos da companhia são (os que não são capazes disso são demitidos). Por outro lado, você se sente CAPAZ de ESCREVER um Manual desses?
        Você é capaz de fazer um treinamento em simulador de voo e ser aprovado no mesmo. Mas você é capaz de ESCREVER o PROGRAMA de treinamento e decidir, COM EMBASAMENTO, o que deve ser incluído e com qual intensidade ou não?
        Seu pensamento é perfeitamente adequado para alguém que pode ficar eternamente subordinado à decisão dos outros, mas para gerenciar os demais você tem que ter muito mais conhecimento do que apenas a sua própria experiência prática. Isto, só, não basta.
        A situação hoje já é esta. Você já está subordinado a ex-militares da FAB. Você já segue as ordens que eles escreveram nos seus manuais (e se não seguir será um problema de segurança de voo e indisciplina). O que este projeto pretende é justamente o contrário: Uma vez que você SE CAPACITE com formação superior e CONHECIMENTO equivalente a quem já tem, você poderá subir na carreira e atingir as mesmas posições que os demais.
        Pare de pensar pequeno. Aviadores voam alto para pensar de forma ampla!
        A decisão é sua. Quem já voa, vai continuar voando, só não vai progredir da mesma forma que quem também voa mas sabe muito mais sobre voar…
        Abraços e bons voos.
        Felipe

        • Daniel
          12 meses ago

          Felipe, como ficam Engenheiros Aeronáuticos e Aeroespaciais? Pelo menos na parte de teoria de vôo, aerodinâmica, mecânica ele teria muito mais embasamento que qualquer C.A. ou mesmo militar da AFA. Imagina falar pra um Engenheiro do ITA que ele não pode ser aviador…….

    • Carlos Bueno
      12 meses ago

      Deveriam ficar em evidencia e não jogar a responsabilidade em cima do Gustavo pois como disse o projeto não é dele,todos devem saber o que está acontecendo tratando de um projeto que está na câmara dos deputados e que envolve interesse publico.

      • Felipe Koeller R. Vieira
        12 meses ago

        Carlos Bueno.

        Sinta-se convidado a participar do projeto. Sua participação é fundamental e todo o seu conhecimento será de grande valia para aperfeiçoar o PL. A responsabilidade não é do Gustavo, é do Deputado Federal Caio Narcio (PSDB-MG), propositor do projeto.

        O grande mérito do Sr. Gustavo é ter acreditado na proposta, ter investido tempo e dinheiro, estudo e tempo de descanso para atuar de forma ativa para levar a ideia a diante.

        O convite é sério.

        Abraços e bons voos.

        Felipe

        • Carlos Bueno
          12 meses ago

          Sr Felipe.
          Eu sei que esse PL tem participação do Deputado Caio Narcio do PSDB MG formado em ciências politicas na PUC MG filho do ex deputado Narcio Rodrigues em pois eu li a PL e admito ela tem boas intenções em mudar uma aviação que está abandonada e estagnada onde devemos realmente melhorar a forma de como é a formação de pilotos.
          Primeiramente na minha opinião deveria ser obrigatório antes da faculdade a obrigatoriedade da habilitação de Piloto Privado para se ter uma noção do que irá aprender em relação a conhecimentos específicos como na Medicina onde num vestibular as matérias Biologia Química e Física tem peso mesmo durante a formação do Médico.
          Sou apaixonado pela aviaçao des de criança e só agora estou terminando meu curso de PP para prestar banca e voltar a voar eu iniciei em 2005 e voei 10 horas de Paulistinha por questoes financeiras tive que adiar mas nao desisti.e nao pretendo desistir.
          A formaçao de piloto é muito cara mas nao se comparando a formaçao de um Médico eu sei disso pois minha mae é médica e tem 41 anos de medicina e até hoje estuda e participa de congressos aqui no Brasil e no exterior nao é mole nao e tem gente que acha que medico é tudo milionário está enganado tem medico que trabalha em mais de 3 empregos para manter o padrao de vida na compare o salario de um auditor da receita federal e um Medico da rede publica de saude.
          Está na hora de mudar e melhorar e acredito nas intençoes desse projeto pois pior que pode ficar a gente nao dode deixar.

          • Carlos Bueno
            12 meses ago

            Pode.
            Ignore o na antes de compare

    • Raul Marinho
      12 meses ago

      Prezado Cmte Koeller,

      Com a máxima vênia que um aviador e acadêmico de sua estatura merece, o “paradoxo cíclico de causa e efeito” (a.k.a. “o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”) não é nenhum mistério à luz da evolução: foi o ovo, claro! Antes de a galinha existir enquanto espécie, já havia quem botasse ovo entre seus ancestrais. Então, fazendo uma analogia com o Projeto Aviador, é exatamente isso o que estou dizendo: o time do projeto botou o ovo, mas não o chocou! O ovo foi colocado na geladeira da Câmara, e agora as chances de vir a ser uma galinha (ou, sei lá, uma águia), são muito reduzidas. Sei que isso não é um parâmetro científico, mas veja as manifestações aqui no blog. Leia os comentários do Contato Radar. Vá para qualquer porta de hangar ou DO da vida: o projeto não caiu bem na comunidade. Ele não foi discutido com os pilotos, que agora desconfiam de suas intenções.

      Sobre os pontos do projeto, vamos começar pelo primeiro, já apontado no post. Como se vai lidar com a Torre de Babel dos cursos superiores de aviação e a baixa oferta de vagas? Existe um plano desenhado para isso com a participação das universidades, do MEC, etc? Em que ponto ele está? Há algum comprometimento formal das autoridades quanto à criação de cursos em universidades públicas? Sem isto muito bem definido – e não me refiro a sugestões: há que existir fetos concretos nesse sentido – não dá nem para começar a discussão.

      Eu realmente discordo da estratégia adotada, de apresentar o PL na Câmara, e depois correr atrás. Acho que foi um equívoco: o Projeto tinha que ser muito mais discutido com a sociedade antes de chegar a este ponto (e é claro que poderia haver correções posteriores, mas não a reformatação completa do projeto!). Agora, está ele lá, vamos ver no que vai dar. Eu, particularmente, acho que vai enfrentar muita resistência, mas não sou o dono da verdade, já me enganei várias vezes antes, e posso estar errado de novo. Veremos…

      Um grande e cordial abraço,

      Raul

      • Felipe Koeller R. Vieira
        12 meses ago

        Raul, bom dia.

        Hoje a profissão de aviador é defendida por um “bando de voadores”, ou seja, nós. Uma vez regulamentada a profissão e estabelecido um conselho (eleito, diga de passagem), este conselho é quem pode brigar (não como um bando, mas como uma representação jurídica de uma classe profissional) pela formação em faculdade pública com a parte prática e etc.

        O PL é bem simples e o objetivo é, também bem simples: Afirmar que a Profissão de Aviador existe e é de nível superior (pelas razões que ambos já sabemos: conhecimento especializado, gerenciamento do risco, responsabilidade, nível salarial, etc). E criar a MESMA estrutura que já existe em todas as demais profissões existentes no Brasil: Um Conselho Federal para representar A PROFISSÃO.

        A lei fazendo isto, todos os demais assuntos serão discutidos, tratados e normatizados pelo próprio CONFAV. Ou seja, os Aviadores ELEITOS PELOS DEMAIS AVIADORES normatizarão as atividades relativas á profissão. Você, Comandante Raul, receberia o meu voto para presidente do CONFAV. Por favor, se candidate!

        Abração e bons voos!

        Felipe

        • Raul Marinho
          12 meses ago

          Obrigado pela deferência, Felipe, mas eu mesmo não votaria em mim, se houvesse tal possibilidade. Um presidente de CFAV deveria ser alguém com outras características, muita experiência profissional na aviação civil, passagens pelos diversos segmentos (geral, comercial, táxi, agrícola), e muitas outras características que não possuo. Mas a gente nem decidiu se é, realmente, o caso de haver um CFAV! Tem tanta coisa para ser discutida antes disso, na minha opinião… E se, por exemplo, a sociedade se decidir por um modelo francês de formação aeronáutica, com uma “AFA civil” pública e gratuita formando todos os pilotos profissionais? E o sujeito que pretende ganhar a vida pilotando um Cessna-210 para um fazendeiro, por exemplo? Vai precisar fazer essa academia também? E a questão dos cursos superiores, volto a dizer, como fica a questão dos curriculuns, da oferta de vagas, das universidades públicas… Enfim, a minha opinião é de que é necessário debater muito o assunto com a sociedade – pilotos da aviação comercial e geral, da aviação agrícola, de asa fixa e rotativa, instrutores, e suas respectivas associações e sindicatos; empresas de linha e táxi aéreos; universidades, aeroclubes, escolas e centros de treinamento; operadores da aviação privada; representantes dos usuários e de vítimas de acidentes; todas as autoridades da aviação (ANAC, DECEA, CENIPA, SAC), de educação (MEC)… E por aí vai. Antes disso acontecer, acho improdutivo discutir o PL: não deveria ser a partir do PL que a discussão deveria acontecer.

        • Eduardo S.
          12 meses ago

          Prezado Cmte Felipe. Em relação às eleições dos conselhos e seu comentário acima, tenho duas dúvidas.
          Conforme o art 30º, § 2º da PL o voto é obrigatório. Pergunto se no dia das eleições a aviação no Brasil vai parar ou os aviadores que estiverem fora de suas bases serão obrigados a justificar a ausência?
          Conforme o art 30º, § 3º da PL, o presidente será eleito por voto somente dos conselheiros e não dos profissionais (eleição indireta). Sua manifestação de intenção de voto no Cmte Raul para presidência do conselho significa sua intenção em ser conselheiro?

        • André Dias
          12 meses ago

          Aviação não tem que ser IGUAL à Advocacia, não tem que ser IGUAL à medicina, e não tem que ser IGUAL à demais profissões existentes. Você quer melhorar uma laranja usando o molde de uma banana?

          Essa desculpa de que “todas as outras profissões no Brasil (que devem ser mil maravilhas isentas de problemas) funcionam assim então a aviação tem que ser assim também” não faz sentido nenhum. Diferente de TODAS as outras profissões que você possa citar como exemplo Sr. Felipe, na aviação não se aprende a ser um piloto profissional sentado numa sala de faculdade, a gente aprende a trabalhar é sentado no assento esquerdo de uma aeronave de instrução, e é lá que a gente aprende sobre segurança também.

          E uma última coisa, se deu para chegar ao ponto de oferecer indicação para um cargo criado pela lei, a fim de tentar influenciar a opinião de quem é influente e não é 100% a favor do projeto (ou mesmo contra o modo como está sendo imposto), fica bem clara qual é a base argumentativa: “Toma lá da cá”.

          Era mais fácil admitir que o projeto atual está cheio de buracos e desencontros de informações, retirar ele de cena e reajustá-lo, para que se encaixe melhor na realizade atual, inclusive no que diz respeito a exigencia do curso de CA.

    • Daniel
      12 meses ago

      Felipe, a UFMG oferece diversos cursos de profissões não regulamentadas: Teatro, Dança, Design de Moda, Turismo entre outros. Ou seja, a profissão não precisa ser regulamentada para existir um curso dentro de uma Universidade Pública.

      Dentre os outros cursos acima, existe uma muito importante, fundamental para a tecnologia no país, que já teve discussões semelhantes de se criar um conselho: Ciência da Computação. Como se vê até hoje não foi pra frente.. (http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html).

      Então, esse ponto cai por terra. As Universidades não oferecem o curso porque não é de interesse maior da sociedade e pelo seu custo ser muito mais alto que outros cursos não essenciais.

      Na questão do custo, aproveito pra elaborar.. As universidades pública provavelmente não iriam possuir curso prático próprio. Se fosse bancado pelo governo, provavelmente ocorreria uma licitação para definir fornecedores dessa parte.. E a gente já sabe o que ocorre em licitação aqui no Brasil né?

      • Gustavo Carolino
        11 meses ago

        Daniel,

        É em função de as universidades não erem sido criadas para formar profissões, ex. nos séc 14,16.

        Somente depois desses séculos que houve a mudança. Mas, os estudos culturais, etc ainda são desenvolvidos nas universidades.

    • Daniel
      12 meses ago

      Raul, eu tinha postado um comentário aqui e não apareceu, será que foi porque continha um link?

      Enfim, tinha versado sobre a afirmação do Felipe “como uma Universidade pode dispor de recursos públicos para realizar uma formação acadêmica superior para uma profissão que não “existe” em nível superior? (não está regulamentada no Ordenamento Jurídico Brasileiro)?”.

      Como exemplo, como pode a UFMG oferecer cursos de Teatro, Design de Moda? São profissões regulamentadas? Ou até de Ciência da Computação? Nenhum desses cursos tem conselho, tem a profissão regulamentada em lei..

      Acho que a questão é: o retorno do curso para a comunidade é baixa e o valor do curso é muito alto. Imagina se cada Universidade pública ainda tivesse que gerenciar uma frota de aviões (o negócio deles não é esse, é dar aula). Provavelmente iriam terceirizar através de uma licitação.. E sabemos bem o que ocorre em licitações aqui no Brasil. Teríamos donos de escola mamando na verba do Governo…

      • Raul Marinho
        12 meses ago

        Sua mensagem foi parar na caixa de spam, mesmo, mas já a recuperei.
        Isso é muito comum quando existem links, infelizmente.

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