“Quais são os SEUS mínimos pessoais?”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Texto do amigo Humberto Branco, Vice-Presidente da APPA:

Quais são os SEUS mínimos pessoais? Mantenha-se consciente sobre isso e tenha uma vida aeronáutica muito mais segura.

Essa semana, a AOPA e o ASI (Air Safety Institute) lançaram o “Contrato dos Mínimos Pessoais”. Para mim, uma das mais inteligentes e poderosas ferramentas de segurança operacional para a aviação geral leve que poderia ser inventada.

É forte porque antes de mais nada é simples.

Traz à tona o que interessa: independente do que dizem as regras, quais são os mínimos pessoais que cada um de nós, aviadores, devemos conhecer e seguir à risca, para a nossa própria segurança.

Tem forma prática, simples, óbvia. Tem o nome certo: é um contrato de você com você mesmo.

Lida, enfim, com o cérebro humano como deve ser lidado: poucas e claras mensagens, que provocam consciência e lembrança, por repetição.

Você pode baixa-los, tanto para quem voa VFR, quanto para quem voa IFR.

As ações da FAA destinadas a aumentar a segurança da Aviação Geral partem de uma crença fundamental: segurança se cria com mais educação e com menos regulação. Em outras palavras, a Agência reguladora norte-americana concluiu que para que menos gente fique ferida ou perca a vida voando na aviação geral, suas regras têm muito pouco a ajudar daqui para frente. O que pode, sim, fazer a diferença é a consciência e a educação dos pilotos, que em última análise são os que têm a prerrogativa de decidir tudo que diz respeito à segurança dos seus voos.

Nesse caminho, a AOPA acerta em cheio quando propõe aos pilotos que pensem e definam claramente quais os mínimos que deverão respeitar em suas operações. Quais mínimos? Aqueles que expõem os voos a riscos: experiência dos pilotos, condições meteorológicas, qualidade dos aeroportos e das aeronaves.

Na forma de um pequeno check-list, os pilotos são convidados a refletir (e, portanto, ganhar consciência) sobre quais são as condições individuais mínimas que devem ser cumpridas para que um voo se realize, com riscos mitigados. A inserção da figura de um instrutor habilitado nessa discussão enriquece ainda mais o processo, trazendo o olhar do outro, experiente, para nos ajudar a decidir.

Baixe os arquivos! Exercite as poucas perguntas que são feitas! Pode ter certeza, depois de preencher o check-list e assinar o contrato, terá todas as chances de ser um aviador mais consciente e melhor.

Comento

Bem… Acho que nem há o que comentar, há? Mas há o que complementar:

 

7 comments

  1. Enderson Rafael
    11 meses ago

    Olha esse texto… aqui é o completo contrário! http://www.flyingmag.com/taking-wing-need-to-introduce-new-pilots-to-aviation

    • Raul Marinho
      11 meses ago

      Pois é, eu já o tinha lido e está na fila para entrar no blog. Muito bom, né?

  2. Fábio Otero
    11 meses ago

    Inclusive essa cultura dos “mínimos mais conservadores” está inserida em certas partes da regulação deles, nomeadamente em aproximações ILS CAT II e III. A certificação inicial restringe os primeiros 3 procedimentos a DH de 150 ft e 1600 ft de RVR e vários países asiáticos adotam o mesmo critério, inclusive a Mainland China. Já na Europa não teve nada disso, quando eu fui voar lá. Fiz o módulo no simulador, minha “JAA validation” já saiu com CAT IIIb, fiz duas etapas com o TRI e me soltaram na rota MCT – LGW (por sinal a condição estava CAT II, já nesse 1o. pouso…esquisito). Tá certo que já se tinha considerável experiência pregressa no equipamento (A310-300), mas achei o processo meio curto & grosso, sem necessidade.

  3. Enderson Rafael
    11 meses ago

    É um conceito bastante difundido desde o PP na FAA. No IFR, ele fica ainda mais nítido. Lembro de quando os meus eram de 7 milhas de visibilidade e tetos de 3mil pés… Depende claro do equipamento que você está voando. Num Cessna eu ainda manteria tetos e visibilidades mais conservadores: na atual conjuntura, há mais de ano sem pilotar um, até acima dos mínimos VFR. Mas no 737 eles já foram devidamente reduzidos e testados a meia milha e 200 pés, confortavelmente.

  4. Ana
    11 meses ago

    Boa reflexão!

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