“Quais são os SEUS mínimos pessoais?”

By: Author Raul MarinhoPosted on
425Views7

Texto do amigo Humberto Branco, Vice-Presidente da APPA:

Quais são os SEUS mínimos pessoais? Mantenha-se consciente sobre isso e tenha uma vida aeronáutica muito mais segura.

Essa semana, a AOPA e o ASI (Air Safety Institute) lançaram o “Contrato dos Mínimos Pessoais”. Para mim, uma das mais inteligentes e poderosas ferramentas de segurança operacional para a aviação geral leve que poderia ser inventada.

É forte porque antes de mais nada é simples.

Traz à tona o que interessa: independente do que dizem as regras, quais são os mínimos pessoais que cada um de nós, aviadores, devemos conhecer e seguir à risca, para a nossa própria segurança.

Tem forma prática, simples, óbvia. Tem o nome certo: é um contrato de você com você mesmo.

Lida, enfim, com o cérebro humano como deve ser lidado: poucas e claras mensagens, que provocam consciência e lembrança, por repetição.

Você pode baixa-los, tanto para quem voa VFR, quanto para quem voa IFR.

As ações da FAA destinadas a aumentar a segurança da Aviação Geral partem de uma crença fundamental: segurança se cria com mais educação e com menos regulação. Em outras palavras, a Agência reguladora norte-americana concluiu que para que menos gente fique ferida ou perca a vida voando na aviação geral, suas regras têm muito pouco a ajudar daqui para frente. O que pode, sim, fazer a diferença é a consciência e a educação dos pilotos, que em última análise são os que têm a prerrogativa de decidir tudo que diz respeito à segurança dos seus voos.

Nesse caminho, a AOPA acerta em cheio quando propõe aos pilotos que pensem e definam claramente quais os mínimos que deverão respeitar em suas operações. Quais mínimos? Aqueles que expõem os voos a riscos: experiência dos pilotos, condições meteorológicas, qualidade dos aeroportos e das aeronaves.

Na forma de um pequeno check-list, os pilotos são convidados a refletir (e, portanto, ganhar consciência) sobre quais são as condições individuais mínimas que devem ser cumpridas para que um voo se realize, com riscos mitigados. A inserção da figura de um instrutor habilitado nessa discussão enriquece ainda mais o processo, trazendo o olhar do outro, experiente, para nos ajudar a decidir.

Baixe os arquivos! Exercite as poucas perguntas que são feitas! Pode ter certeza, depois de preencher o check-list e assinar o contrato, terá todas as chances de ser um aviador mais consciente e melhor.

Comento

Bem… Acho que nem há o que comentar, há? Mas há o que complementar:

 

7 comments

    • Raul Marinho
      1 ano ago

      Pois é, eu já o tinha lido e está na fila para entrar no blog. Muito bom, né?

  1. Fábio Otero
    1 ano ago

    Inclusive essa cultura dos “mínimos mais conservadores” está inserida em certas partes da regulação deles, nomeadamente em aproximações ILS CAT II e III. A certificação inicial restringe os primeiros 3 procedimentos a DH de 150 ft e 1600 ft de RVR e vários países asiáticos adotam o mesmo critério, inclusive a Mainland China. Já na Europa não teve nada disso, quando eu fui voar lá. Fiz o módulo no simulador, minha “JAA validation” já saiu com CAT IIIb, fiz duas etapas com o TRI e me soltaram na rota MCT – LGW (por sinal a condição estava CAT II, já nesse 1o. pouso…esquisito). Tá certo que já se tinha considerável experiência pregressa no equipamento (A310-300), mas achei o processo meio curto & grosso, sem necessidade.

  2. Enderson Rafael
    1 ano ago

    É um conceito bastante difundido desde o PP na FAA. No IFR, ele fica ainda mais nítido. Lembro de quando os meus eram de 7 milhas de visibilidade e tetos de 3mil pés… Depende claro do equipamento que você está voando. Num Cessna eu ainda manteria tetos e visibilidades mais conservadores: na atual conjuntura, há mais de ano sem pilotar um, até acima dos mínimos VFR. Mas no 737 eles já foram devidamente reduzidos e testados a meia milha e 200 pés, confortavelmente.

  3. Ana
    1 ano ago

    Boa reflexão!

Deixe uma resposta