A carta “extraviada” da IFALPA para a SAC-PR e os “delírios” da APPA sobre a segurança do espaço aéreo brasileiro

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Vivemos tempos realmente muito estranhos. Na 2a. feira, a IFALPA, que é a associação internacional de pilotos de linha aérea vinculada à ICAO, emitiu uma nota rebaixando o espaço aéreo brasileiro para “criticamente deficiente”, conforme informado aqui. No dia seguinte, a APPA publicou uma nota não só concordando com o rebaixamento da IFALPA, mas elencando uma série de outros problemas graves de segurança em nosso espaço aéreo. O Sindicato Nacional dos Aeronautas publicou uma nota dizendo que “o SNA e as associações estão trabalhando junto à Ifalpa para encontrar soluções que possam mitigar esse problema no país” e ABRAPAC detalhou um pouco mais o problema em sua nota:

Em 2015, ocorreram 189 relatos de pilotos que avistaram balões em São Paulo e 88 no Rio de Janeiro ― e esses números têm aumentado, segundo o CENIPA. Entre os anos de 2013 e 2015, foram reportadas sete colisões de aeronaves com balões, seis delas na área terminal São Paulo, felizmente sem consequências graves.

No entanto, sabe-se de pelo menos um caso, ocorrido em 2011, em que os tubos de pitot de uma aeronave de linha aérea foram danificados após colisão com balão, ocasionando a perda de informações de velocidade e outros dados no cockpit da aeronave. Situação muito semelhante à que ocorreu com voo 447 da Air France, que caiu no mar em 2009 e causou a morte de 228 pessoas, devido ao congelamento das sondas.

O “voo às cegas” de 2011 só não se converteu em desastre devido perícia de pilotos e controladores, aliada às boas condições meteorológicas e ao fato de ter ocorrido durante o dia, o que facilitou o voo e o pouso em condições visuais.

Então, vamos lá. Temos uma autoridade de prevenção de acidentes, uma entidade internacional de pilotos vinculada à ICAO/ONU, um sindicato nacional e duas associações de pilotos; todos dizendo a mesma coisa: os balões não tripulados representam um sério risco à aviação brasileira. Qual a resposta das demais autoridades aeronáuticas do Brasil? As respostas estão aqui, nesta reportagem do Jornal do Brasil:

  • A SAC-PR diz que a carta de dez/2015 da IFALPA – esta aqui – nunca foi recebida;
  • O DECEA diz que “o espaço aéreo brasileiro seria considerado por um órgão da ONU como um dos quatro mais seguros do mundo”; e
  • A ANAC… Bem, a ANAC não disse nada.

De onde só posso concluir que o ‘boy’ da IFALPA deve ser um sujeito muito atrapalhado, que não conseguiu enviar a carta para o Brasil; e que a APPA está delirando quanto à sua análise de segurança do espaço aéreo brasileiro. Já o CENIPA, o SNA e a ABRAPAC devem ter alguma motivação desconhecida para perseguir os balões – sei lá, talvez Freud explique…

São estranhos ou não esses tempos?

36 comments

  1. zeu
    2 anos ago

    Espero sim que haja uma regulamentação para tentar resolver esse problema. Ultimamente os balões só tem aumentado, prova que a proibição total não acabou com essa prática, No meu ponto de vista, não consigo entender como um país tão grande como o nosso não poderia disponibilizar um local para esses tipo de atividade. Acho que se as associações de baloeiros estão tentando evitar problemas com a aviação, por que não tentar regulamentar???

  2. Mariana Motta
    2 anos ago

    Essa história de balão não é cultural não, é criminosa.
    Devemos preservar a cultura até o ponto em que ela não coloque risco os demais da coletividade.
    Me desculpem a turma da regulamentação, mas a solução é TOLERÂNCIA ZERO.

    • Jonathan Mender
      2 anos ago

      Existem diversas formas de se soltar balão seja ele com ou sem fogo com extrema segurança e responsabilidade. Há inclusive algumas formas de se controlar seu tempo de vôo e altitude. A tecnologia está ai pra isso. Brasileiro e sua típica mania de querer criticar todos de uma prática por causa de meia dúzia de irresponsáveis. Tolerância zero, e quem vai coibir? O falido sistema politico e militar brasileiro? Talvez seja mais fácil regulamentar e ter sim um melhor controle da situação, mas tem gente que parece viver no mundo da Lua…

    • Aeroplane MT
      2 anos ago

      Correto ! A questão é, quem vai acatar a Tolerância Zero ????
      O Brasil não possui poder militar e nem gente competente pra gerir isso, Leis Brasileiras são falhas, existem diversos esportes e práticas ligadas ao espaço aéreo, muitos deles, ligados a associações e clubes e mesmo assim nem tudo é seguido. Não é bem assim que funciona.
      Uma regulamentação talvez seria sim a melhor saída, pelo menos assim poderiam punir aqueles que não a cumprissem.

    • Fábio Santiago
      2 anos ago

      “Esta carta me transporta aos dias mais felizes de minha vida, quando, à espera de melhores oportunidades, eu me exercitava construindo aeronaves de bambu, cujos propulsores eram acionados por tiras de borracha enroladas, ou fazendo efêmeros balões de papel de seda.”

      “Cada ano, no dia 24 de junho, diante das fogueiras de São João, que no Brasil constituem uma tradição imemorial, eu enchia dúzias destes pequenos mongolfiers e contemplava extasiado a ascensão deles ao céu.”
      SANTOS DUMOND, OS MEUS BALÕES, pág. 72, 1904

      • Fábio Santiago
        2 anos ago

        *DUMONT

    • Desculpa Mariana, mas não conhece profundamente a questão cultural difundida em vários países. O problema no Brasil é a incidência em áreas que atrapalham pouso e decolagem. Vejo essa situação muito simples de se trabalhar uma solução.

  3. Marcos Oliveira
    2 anos ago

    Colegas de profissão que situação curiosa chegamos. Trabalho como Inspetor de HPT e LPT Blades na GE Aviation, temos contato diretamente com muitos funcionários no chão de fábrica ou nas grandes diretorias e já me deparei algumas vezes com o assunto ” Balões” percorrendo os corredores da empresa. Sou neutro no assunto ”balão”, não possuo conhecimento para debater e o que me vem a mente são somente noticiais postadas na grande mídia. Por convívio diário e até por meio da mídia, a nós que estamos de fora, o mundo dos baloneiros parece ser bem maior do que imaginamos e creio eu que a melhor forma de solucionar e equacionar esse problema seria uma regulamentação. Até aqui no próprio site voltado a Aviação, vemos muitos comentários defendendo essa tese, inclusive porque há muitos baloneiros no meio da aviação, não será um situação que irá se resolver do dia para a noite.

    • Marcos Real
      2 anos ago

      Convençam os burocratas do Cenipa, há muito tentamos uma negociação e não querem sentar e entender a problemática, acham que reprimir é a solução. Uma cultura popular tão enraizada não se resolve assim, outros países querem preservar, o Brasil acabar. Amadores mesmo na questão de relações humanas.

  4. Carlos Pera
    2 anos ago

    Delírio geral dos órgãos reguladores! Nesse “país das maravilhas” a apologia Lula “não vi” “não recebi” etc , virou moda! Que absurdo! Logo, logo as aéreas estrangeiras deverão pagar adicional de “periculosidade” aos pilotos que voam para essa “banana country”! Esse é o legado que esse desgoverno nos deixa!

  5. Roberto Costa, Souza Neto e Martin Bruskes, vocês estão com plena razão.
    Acho que não expressei bem o que realmente penso: de fato proibir não é resolver.
    O Castanho, do Sindicato dos Aeronautas, apresentou uma proposta extremamente razoável, criando cubos espaciais autorizando o voo de balões não tripulados, estipulando que sejam emitidos NOTANs, etc..
    Foi uma tentativa de não inibir ou proibir, mas regulamentar.
    Infelizmente os gestores públicos presentes atacaram essa proposta e votaram contra, certamente no intuito de não criar mais essa tarefa regulatória para a ANAC, DECEA e até INFRAERO, já assoberbadas de funções e sempre carentes de verbas e recursos.
    Perdoem a expressão lobby, não se aplica ao caso de associações desportivas como baloeiros.
    Na verdade esse tipo de pressão ocorreu em outras áreas, ligadas à atividade empesarial.
    Contem conosco.
    ABRAVAGEX

    • Martin Bruskes
      2 anos ago

      Caro Augusto. Como citado por muitos aqui, sim a regulamentação é a melhor forma de amenizar e controlar essa situação dos balões, creio até que não seria algo difícil de resolver. Haveria sim inicialmente uma resistência e uma questão de adaptação, creio que pra ambas as partes, porém com o tempo iriam se acertar. Deve sim haver uma Lei Punitiva aos Baloeiros, porém essa Lei deveria ser aplicada somente aqueles que descumprissem um Regulamento, previamente acertado e decretado pelos órgãos Aeronáuticos. A questão da Aeronáutica com os Baloeiros creio que seria apenas de criar um Regulamento a ser seguido, como datas especificas, locais específicos de soltura, tamanho e padrão de balões a ser seguidos, aos que não cumprissem esse regulamento sofreriam com as penalizações da Lei. Como disse acima, não creio que seja algo difícil de resolver, cabe ambas as partes, Baloeiros e Aeronáuticos, abrirem um pouco mais sua linha de raciocínio, ceder um pouco as opiniões, e tentar de alguma forma uma Regulamentação séria. O fato de proibir, não vai fazer com que os balões acabem, ou sumam de uma hora pra outra, os meios policiais não tem condição econômica e nem em contingente pra controlar isso tudo, Por meio de uma regulamentação há sim como controlar, aos que seguirem as regras ”sejam felizes”, aos que não seguirem, ”sofrem as punições da lei”. Reflitam sobre a ideia, analisem a situação atual no Brasil sobre Lei e cumprimento de Leis, creio que chegarão a um consenso bom para ambos os lados. Tenha um Bom Dia e uma boa semana.

      • Fabio Santiago
        2 anos ago

        Sr. Martin, é exatamente nessa linha que as associações que defendem o balão pensam há anos: proibição como regra, mas não absoluta. Deve haver a alternativa de os baloeiros soltarem seus balões com segurança para o meio ambiente e para o espaço aéreo. Isso é possível? Sim.
        Hoje já há controle de tempo de voo para os balões “ecológicos” com janelas de deflação (podem voar 5minutos e alcançar apenas 100m de altitude, ou 5 horas e chegar a 10km de alttitude, basta programá-los). Também há um dispositivo que apaga a tocha do balão num tempo predeterminado.
        Os aeronautas e principalmente o CENIPA (cuja política de prevenção é erradicar o balão, o que afronta convenção da UNESCO e CF/88 em matéria cultural) deveriam sentar com as associações, conhecerem o mundo do balão; e as associações aprenderem sobre a segurança do espaço aéreo com os aeronautas e CENIPA, e iniciar uma conscientização dos baloeiros.

  6. Marcos Real
    2 anos ago

    “No entanto, sabe-se de pelo menos um caso, ocorrido em 2011, em que os tubos de pitot de uma aeronave de linha aérea foram danificados após colisão com balão, ocasionando a perda de informações de velocidade e outros dados no cockpit da aeronave. Situação muito semelhante à que ocorreu com voo 447 da Air France, que caiu no mar em 2009 e causou a morte de 228 pessoas, devido ao congelamento das sondas.”

    Gostaria aqui questionar esse relatório do Cenipa quando se afirma que houve uma colisão com um banner de PLASTICO AZUL. Bom, quem conhece um pouco de balão, são feitos de papel de seda e seu adereço – banner com o mesmo material. Somente com esse dado ja terpiamos que colocar esse relatório sob suspeita, outro dado é que foi numa sexta feira com dia de céu azul com visibilidade da torre informar ao piloto. Na ocasião tínhamos contato com o SRPV-SP e o fato não foi informado. Acredito que que deveriam reabrir esse caso e verificar o que de fato aconteceu.

  7. Roberto Costa
    2 anos ago

    Quando dizemos em regulamentação, e não proibição, estamos falando no caminho mais sensato a seguir. Praticamente todos os baloeiros já sabem que no novo CBA existe uma Lei proibindo todo tipo de balão não tripulado, e apesar de já ter uma movimentação PRÓ-REGULAMENTAÇÃO, sabemos que uma cultura inserida na sociedade a tanto tempo não vai acabar de uma hora pra outra. E com certeza não vai ser o novo CBA que vai fazer isso. O Brasil passa por situação difícil politicamente, economicamente e militarmente. A policia não tem amplitude pra cobrir todos os cantos, e nem poderio econômico pra ficar o tempo todo correndo atrás de baloeiro. Balões não sobem somente em determinados lugares e em determinadas épocas do ano. Antes uma regulamentação do que proibição, visto que mesmo proibindo pouco irá adiantar, porém com uma regulamentação poderá sim ter maior controle da situação. Valorizem sim a atitude das Associações de Baloeiros sentarem junto com Órgãos Aeronáuticos pra conversar e tentar chegar a um ponto positivo pra ambos os lados, pois essa sim é a melhor solução. Não adianta ficar uma Associação ou Órgão batendo pé ou atirando pedra um no telhado do outro, pois isso não leva a lugar nenhum. A propósito, não nos esqueçamos que a Lei Proibindo balões no Brasil, é somente a balões que POSSAM provocar incêndios. Fiquem com Deus, e não se esqueçam, a problemas muito maiores que os balões pra todos se preocuparem. Boa Tarde !

    • A.M.Filho
      2 anos ago

      O que garante que uma regulamentação fará os baloeiros respeitarem eventuais restrições de espaço aéreo? Mesmo com uma regulamentação, não será necessário fiscalização para a verificação do cumprimento do que foi regulamentado? E se com uma regulamentação, poderia haver entendimento entre baloeiros e entidades da aviação, por quê aqueles que gostam de soltar balão já não tomam a iniciativa e evitem a atitude irresponsável de praticar o ato ao lado de aeroportos movimentados como o de Guarulhos? Precisa de regulamentação?

      • Marcos Real
        2 anos ago

        Caro Sr. AM Filho, com a regulamentação as entidades vão poder cooperar com a fiscalização e com o tempo reeducar os inconsequentes, se estes não se enquadrarem fiquem a margem da lei (denuncia).

        • Friedrich Ezman
          2 anos ago

          Sr. Marcos Real, Bom Dia !
          Reparando a conversa postada o Sr. me parece ser um dos representantes das Associações de Baloeiros e está sim engajado em uma pró-regulamentação. Na verdade, no meio Aeronáutico existe certa resistência e preconceito em relação aos Balões, principalmente pela sua alta-periculosidade e no caso dos Balões com fogo se tratar de um crime federal. Porém ambas as partes deveriam começar a repensar alguns conceitos e tentar chegar em um comum acordo, andei pesquisando sobre os Balões Ecológicos, e não me parece ser todo esse ”monstro” que falam por ai, caberia sim uma regulamentação séria e que fosse cumprida. Experimente nas próximas reuniões com os meios Aeronáuticos sugerir que fossem determinados tamanhos de balões específicos, lugares de soltura específicos, datas e eventos específicos tudo previamente acordado com todos os Órgãos envolvidos. Uma coisa é você ter o céu entupido de balões todos os dias em vários lugares, outra coisa é você ter ciência de um evento baloeiro que está ocorrendo em um só local e em uma determinada data, creio que isso seja sim possível.

      • Roberto Costa
        2 anos ago

        Caro A.M. Filho. Assim como no meio baloeiro, e em diversos outros setores, existem as laranjas podres, os irresponsáveis e o responsáveis. Temos de saber separar aqueles que vale a pena reeducar,ensinar dos que já sabem seguir pelo caminho certo. Á pratica baloeira no meio de grandes centros e pertos de aeroportos quase sempre é feita por ”novatos”, pessoas sem experiência e irresponsáveis, esses sim devemos punir e reeducar. Os grandes grupos, grandes equipes, soltam seus balões em lugares afastados, grandes campos e cidades pequenas, por questões de preservação, grandes campos e menos repressão, nesse caso é só uma questão de regulamentar. Lembremos que em meio a essa nossa discussão saudável, estamos citando exemplos somente com balões ecológicos, movidos a energia solar e com uma área interna muito mais leve. O fato de proibir não vai fazer com que os balões parem de subir, vai ser apenas uma questão de mudança de locais e de costume, até porque sabemos claramente que o nosso sistema policial brasileiro está falido, seria impossível ter o controle dessa situação. Porém com uma REGULAMENTAÇÃO, sim, poderia ser criado regras como locais específicos de soltura, datas especificas, tamanho de balões específicos e uma série de outras regras, tudo isso previamente combinado e acertado com os órgãos Aeronáuticos. Seria muito mais fácil controlar e amenizar esse tipo de situação. Não estamos aqui criticando uma Lei Punitiva, essa Lei deve sim existir, porém baseada em cima de quem descumprisse um regulamento previamente acertado. Acho que todos deveriam pensar assim, e não creio que seja algo difícil de resolver, cabe a boa vontade das Associações Baloeiras e dos órgãos Aeronáuticos sentarem pra conversar.

  8. Dan White
    2 anos ago

    Prejudicar o tráfego aéreo e é somente um de inúmeros prejuízos causados.
    Incêndio de casas e prejuízos ao sistema da rede elétrica são os mais comuns.

    Soltar balões é crime!
    Se ninguém for preso, não existirá mudança alguma.

    O CENIPA e a SAC podem fazer a quantidade de cartilhas que eles quiserem.
    Colocaram a Mônica e o Cebolinha falando dos “Perigos do Balão” e marcaram o dever como cumprido.

    O MST (FARC no Brasil) está hoje (28/04/16) nas ruas de São Paulo com exército portando armas brancas em pleno centro urbano.
    Estão invadindo fazendas e demonstrando força nas cidades.
    Nunca prenderam UM!

    Nas “manifestações” da CUT, os terroristas invadem bancos e lojas e nada acontece.

    Acha mesmo que vão correr atrás de quem solta balão?

    A falência da segurança pública é evidente.
    Pode fazer o que quiser, NINGUÉM será preso!!

    • Souza Neto
      2 anos ago

      Vivemos em um país falido economicamente, politicamente e militarmente. Você acha que a Policia tem condições de ficar correndo atrás de grupos baloeiros por diversos lugares do país e durante o ano todo? Sendo o mais otimista possível, você mesmo sabe que isso é impossível. Balões nunca foram e nunca vão ser prioridade em nenhum tipo de área militar no Brasil. É uma situação perigosa, mas que seria facilmente regulamentada com um pouco de esforço da Aeronáutica e das Associações Baloeiras. No Brasil é uma prática comum, prender 1,2,3,5,10 pessoas não vai amenizar a situação. Fazer Lei proibindo não vai amenizar a situação ( A lei proibindo balões que POSSAM provocar incêndios existe desde 1998 ). Bater o pé, chutar o balde, não vai resolver, a sim uma certa urgência em criar algum tipo de negociação ou regulamentação, fora isso nada vai mudar.

    • Marcos Real
      2 anos ago

      Caro Sr. Dan, a lei de crimes ambientais no seu art. 42 diz que proíbe-se a soltura de balão que POSSA causar incendio, os baloeiros evoluiram e soltam balão dentro da lei.

  9. Por incrível que pareça até baloeiros montaram um lobby na penúltima reunião do CERCBA.
    Crivaram o acesso do eCidadania com perguntas e sugestões para entupir a pauta e dar a impressão de que haveria uma grande comoção nacional se os balões não tripulados fossem minimamente regrados como propôs, sem sucesso, o representante do SNA.
    Tudo indica que se não houver uma estreita vigilância das entidades representativas de consumidores, de pilotos, da Comissão de Direito Aeronáutico da OAB etc., o novo Código Brasileiro de Aeronáutica, ainda não concluído, pode se transformar em um Frankestein, uma colcha de retalhos, ao sabor de interesses corporativistas, empresariais, políticos, burocráticos etc..
    E o verdadeiro motivo da existência de toda a aviação, o USUÁRIO, ficará em último plano.
    Obs.: Como sempre, testemunhei e tenho provas do que digo.
    ABRAVAGEX/ABRAPAVAA

    • Martin Bruskes
      2 anos ago

      Temos de raciocinar mais com a razão do que com a emoção prezado Augusto. O fato de as Associações Baloeiras procurarem os Órgãos Aeronáuticos deve ser sim considerado um ponto positivo, não estariam lá dedicando seu tempo e dinheiro se não fossem pra chegar a um ponto comum entre todos. A cultura baloeira no Brasil é muito mais complexa do que muitos imaginam, principalmente a quem está por trás das cortinas, atrás disso tudo existem centenas de milhares de praticantes, admiradores, pequenas empresas e muita gente tira seu sustento através dessa ”’diversão irresponsável”. A lei de crimes ambientais proibindo os balões existe a quase 20 anos, se não fosse uma prática tão difundida, ela não se manteria forte até hoje. Mesmo com criação de novas Leis proibindo a prática, não vai ser o tipo de situação que irá se extinguir do dia para a noite. O sistema politico, econômico e prisional no Brasil está falido, pense bem, você acha que a Policia tem condição de ficar correndo atrás de baloeiros o ano todo, pelo Brasil inteiro ??? Sejamos racionais nessa questão. A regulamentação sim pode e deverá trazer um maior controle por parte das autoridades e por parte da Policia, fora isso não há mais nada a se fazer, a não ser ver o Brasil afundar cada vez mais. Boa Tarde !

    • Marcos Real
      2 anos ago

      Prezado Sr. Augusto, as associações de baloeiros representando os estados RJ, SP e PR apresentaram ao SNA a sugestão de regulamentação, inclusive indo no convergencia da IFALPA “IFALPA would wish for an all-out ban on this activity but realise this would not be practical and
      suggests that the activity could be carried out in specific areas at specific times thus enabling the
      airspace surrounding the area to be closed. In addition, NOTAMS need to be issued to ensure all
      operators are aware of the risk.” Acredito que a intolerancia e preconceito não pode fazer parte dessa solução, para conhecimento ate nos EUA tem festival de balões de forma organizada – RISE LANTERN FESTIVAL

    • Fabio Santiago
      2 anos ago

      Boa noite Sr. Augusto.
      Por incrível que pareça quem está à frente das associações de baloeiros hoje doa seu tempo e dinheiro por uma questão que refoge a interesses privados, portanto “lobby” não há. Tampouco quem está à frente dessas associações espera alguma comoção de alguém (nem mesmo de baloeiros), quanto mais nacional.
      Acredito que não exista filtro algum no eCidadania, portanto basta ser cidadão para participar de processo legislativo. Isso decorre da Constituição Federal.
      A preocupação dessas associações ao proporem uma regulamentação é justamente prevenir acidentes, pois a clandestinidade é que gera risco ao meio ambiente e à aviação. Portanto igualmente há preocupação com o USUÁRIO da aviação. E cá para nós, “o verdadeiro motivo da existência de toda a aviação” não é o USUÁRIO, mas seu dinheiro, money, plata, e isso não interessa às associações de baloeiros.
      Num país minimamente sério o balão já estaria preservado se um de seus cidadãos mais expoentes o tivesse utilizado de alguma forma para se chegar ao avião (não sabia que Santos Dumont soltava balões juninos na fazenda de seu pai, em Ribeirão Preto?).

      • Marcos Real
        2 anos ago

        Sr. Fábio, ocorre que nosso país não se preocupa com sua história, cultura e tradições.

        • Raul Marinho
          2 anos ago

          Pois é, nós temos uma “história, cultura e tradição” de agressão às mulheres também. Pergunto: será que devemos revogar a Lei Maria da Penha, para manter nossa “história, cultura e tradição” misógina?

          • Fabio Santiago
            2 anos ago

            Quando a mulher gosta de apanhar não é crime hehe

  10. Julio Petruchio
    2 anos ago

    Mais uma:
    Você viu que os radares meteorológicos do Cindacta I foram desligados devido a “restrições orçamentárias”?!
    Dinheiro para aumentar o Bolsa-Esmola tem afim de inviabilizar o governo-tampão, tem:
    http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/04/28/interna_politica,641446/em-reta-final-dilma-agrada-a-sua-base-social.shtml

    Vai, Brasil!!! Cada vez mais pra o fundo da fossa!!!

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Vi e estou procurando informações mais detalhadas sobre isso. Vc tem?

      • Julio Petruchio
        2 anos ago

        Ainda não.
        Apenas uma cópia de tela do SAC DECEA que recebi num grupo do WhatsApp.

        • Raul Marinho
          2 anos ago

          Então, só para situar o leitor que não deve estar entendendo nada dessa conversa, é o seguinte:
          -Um usuário fez uma consulta ao SAC do DECEA sobre o desligamento de radares meteorológicos do CINDACTA-I, e recebeu a seguinte resposta
          -Que os radares foram desligados por questão de custos e que assim que a economia permitir eles seriam religados.
          Estou investigando os fatos e publico assim que possível.

          • Humberto
            2 anos ago

            É correto afimar que no outono/inverno as instabilidades meteorológicas “vão embora”, mas e se a economia não permitir que eles sejam religados na primavera/verão?!

      • EC
        2 anos ago

        Difícil conseguir estas informações de forma oficial, ja que se trata de FAB. Mas o negócio é bem por aí mesmo, com tendência de piora.

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