Desligamento dos radares meteorológicos do CINDACTA-I

By: Author Raul MarinhoPosted on
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‘Viralizou’ nas redes sociais a imagem abaixo, de uma consulta de um piloto ao SAC do DECEA, referente a um suposto desligamento dos radares meteorológicos do CINDACTA-I. Estou verificando os fatos por trás disto e, assim que possível, publico aqui no blog.

radar

12 comments

  1. Mariana Motta
    11 meses ago

    O País está apagando, esta que é a realidade. Não adianta tapar o Sol com a peneira.

  2. Marcelo M. Fagundes
    11 meses ago

    Caro Humberto Branco, bom dia. Desculpe, mas vc parece estar desinformado sobre o planejamento do Brasil para implantação da ADS-B. Procure se informar sobre o Programa SIRIUS Brasil. Vc deve saber que essa é uma tecnologia dependente cooperativa e, por isso, a frota deve estar devidamente equipada para contar com as vantagens dessa tecnologia de vigilância. Mesmo sem a ADS-B, o Brasil já é coberto inteiramente por radares de vigilância de rota e de terminal que atendem perfeitamente a demanda atual da aviação brasileira, considerando o volume de tráfego aéreo nacional. Para atender as demandas operacionais futuras o Brasil tem se preparado e se planejado para implantação de uma infraestrutura terrestre para a ADS-B….e não só isso!..na página do DECEA encontram-se algumas iniciativas para implantação de novos conceitos, procedimentos, tecnologias, sistemas, aplicações…. Tenho a certeza que a aviação não está sem comando. Voar no Brasil é seguro. Acredito que toda comunidade aeronáutica está envolvida na manutenção dessa segurança, ordenação e fluidez do tráfego e por isso deve trabalhar de forma colaborativa e responsável.

    • Humberto Branco
      11 meses ago

      Estimado Marcelo, bom dia! A APPA conhece detalhadamente o Programa SIRIUS, ao qual foi apresentado desde a sua origem. Pelo fato de estar informado sobre este programa e sobre a implantação de programa similar, nos Estados Unidos, é que tenho uma opinião muito clara a respeito do atraso tecnológico absurdo a que estamos sujeitos.

      Sobre a disseminação de ADS-B: Nos Estados Unidos, por exemplo, o uso de ADS-B é uma realidade há mais de 5 anos. Qualquer aeronave com um investimento não maior do que US$ 700, é capaz de obter capacidades ADS-B e obter informações de todos os tipos, para todos os gostos. No Brasil isso não é realidade porque o Decea, infelizmente, desprovido do apoio necessário para fazer seus projetos andarem na velocidade que os usuários merecem, planeja a efetiva utilização dessas tecnologias num futuro incerto. Grande parte das aeronaves adquiridas no Brasil equipadas com tecnologias Garmin, Avidyne ou Aspen, acabam usando-as parcialmente, simplesmente porque não há emissão de dados em território nacional. Como usuário, estou pronto para receber as informações. E na condição de contribuinte, tenho o direito de perguntar por que não recebo informações que meus colegas no Caribe, no Chile, dos Estados Unidos, na Europa, recebem. Considerando que pelo menos 1.000 aeronaves de matricula brasileira já teriam capacidade, agora, para receber dados via ADS-B, o que você chama de “demandas operacionais futuras” eu chamo de “demanda real atual não atendida por falta de comando na nossa aviação”.

      Sobre a cobertura radar: Esse discurso da plena vigilância radar em rota e terminais é um discurso que a APPA conhece bem. Porém, sabemos que a prática não é essa. Se há a tal cobertura integral do espaço aéreo, por que duas aeronaves colidiram em espaço aéreo superior, sob vigilância radar? A resposta de que o transponder de uma delas estava desligado não vale, certo? Não há cobertura radar como se diz que tem, muito menos no espaço aéreo inferior. Quem voa abaixo do FL 100 sabe muito bem disso.

      Nossa Associação felizmente mantém vínculos estreitos e permanentes com aviadores que comandam aeronaves de alta performance, bem como aeronaves de Linhas Aéreas. Em diálogo permanente com esses profissionais e conhecendo a prática da operação de controle de tráfego aéreo, sabemos que o que o Decea considera “fluidez” decorrente da implantação de novos espaços aéreos no Brasil é uma verdade parcial. Você tem todo o direito de considerar o espaço aéreo teoricamente capaz de ser fluído, tanto quanto eu e a APPA tem o direito de considerar o espaço aéreo, na prática, não fluido, mesmo com novas tecnologias já implantadas. Basta observar a quantidade de órbitas e esperas solicitadas no tubulão e a conversa da fluidez vai por água abaixo. É verdade que se pode alegar que a fluidez não é plena por causa dos gargalos nos aeroportos e suas pistas, mas de novo, isso reforça a meu argumento de falta de comando na aviação. O que adianta uma tecnologia que poderia agilizar o espaço aéreo se as pistas e gestão de slots viram gargalo? ]]

      Enfim, Marcelo, como membro da APPA e participante de todos os fóruns de debate sobre Segurança Operacional ativos no Brasil, não tenho receio em reiterar minhas opiniões, baseadas em dados e fatos, não em discursos institucionais. Eu o convido a visitar o site http://www.appa.org.br para que você conheça todas as nossas iniciativas, que suportam o que falamos mas também o que fazemos, ativamente, com as autoridades aeronáuticas brasileiras.

    • EC
      11 meses ago

      E os NDB’s? Quando vao ser destivados mesmo?

  3. Voante
    11 meses ago

    AIS Cuiabá também vive fora do ar…
    Acho que alguém tirou a nossa aviação da tomada.

  4. EC
    11 meses ago

    É Raulzito, está situação não é exclusiva do Cindacta I.

  5. CLEVERSON LUIZ FUKUOKA
    11 meses ago

    Raul, no RedeMet não aparece vários aeródromos do Nordeste por exemplo…

    • CLEVERSON LUIZ FUKUOKA
      11 meses ago

      Até o momento que escrevi acima estava sem aparecer no Redemet… agora voltou ao normal as informações.

  6. Humberto Branco
    11 meses ago

    Mas o espaço aéreo é seguro, como confirma agências da ONU! Radares meteorológicos fora do ar, VORs fora do ar, gestão do espaço aéreo por Notams (o que pensa um comandante estrangeiro quando recebe a lista de Notams de FIR no Brasil, ao assumir um voo?), inexistência de qualquer plano público para uso maciço de ADS-B… Aviação sem comando!

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