Espaço aéreo “criticamente deficiente” – Além dos balões e da falta de radares meteorológicos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O espaço aéreo brasileiro foi recentemente classificado pela IFALPA como “criticamente deficiente” devido ao risco baloeiro. Ok, mas e se os balões desaparecessem amanhã, será que teríamos um ambiente seguro para a aviação?

Para a aviação geral, especialmente a que transita nos corredores visuais da TMA-SP, certamente não – vide imagens abaixo. Esta situação (parapentes voando nos corredores visuais na altitude das aeronaves) não é nova, e vem sendo relatada pela APPA e pelo CAB há vários anos para as autoridades.

Qual a classificação abaixo de “criticamente deficiente”? “Apavorantemente perigoso”?

parapentes

 

8 comments

  1. Mariana Motta
    9 meses ago

    É como a galera que anda de bicicleta na contramão, em cima das calçadas… acreditam ser de todo inofensivos!

  2. Joaquim Alayon Machado
    9 meses ago

    Esse negócio de parapentes e balões são um problema a mais. Já temos enormes problemas com resolutions e advisories, relativos aos nossos colegas de asa fixa e rotativa, que sequer se dão ao trabalho de coordenar e ajudarem na ordenação e sequenciamento do tráfego nos corredores. É realmente um terror quando tenho que, entrar ou sair daquele espaço aéreo e agora mais essa.
    Infelizmente, as providências são mínimas, e temos que melhorar muito em termos de padronização, correndo o risco de ver um acidente, para que possam criar um controle especialmente para aquela área, tão tenebrosamente habitada por OVNIS.

  3. Igor
    9 meses ago

    Matéria de hoje do Jornal da Globo que fala do desligamento dos radares e com uma pequena entrevista com o vice-presidente da APPA que resume essa situação http://g1.globo.com/jornal-da-globo/edicoes/2016/04/28.html#!v/4989176

  4. Cardozo
    9 meses ago

    comigo aconteceu de passar perto de parapente a 4500′, no corredor Rio verde, a oeste de Curitiba.Não deu para tirar foto, mas foi assustador ver um objeto voador, sem rádio, passando perto.

  5. Humberto Branco
    9 meses ago

    Para um problema ser resolvido, seja ele qual for, primeiro precisa ser reconhecido como problema. A excrescência dos Corredores Visuais, inventada pelo DECEA, é um desastre anunciado esperando para acontecer. A APPA esteve presente em todas as reuniões relacionadas a essa jabuticaba, sempre se manifestando contrária a sua implantação e apresentando mais de uma alternativa de solução. Em todas as propostas que apresentamos, não inventamos nada, simplesmente copiamos modelos usados nos Estados Unidos, espaço aéreo dezenas de vezes mais movimentado do que o brasileiro e efetivamente ameaçado do ponto de vista de segurança nacional. Todas as nossas propostas foram refutadas sob a alegação que o modelo dos Corredores era decisão tomada, cabendo aos participantes do “diálogo”, apenas tomar conhecimento e eventualmente contribuir. A APPA continua certa que a operação de corredores visuais é insegura e as fotos acima só se juntam a outras provas do perigo provocado pela má gestão do espaço aéreo, especialmente o inferior.

  6. Humberto Rodrigues
    9 meses ago

    Opa! Já flagrei um no FL080 ao lado de Brotas, cidade junto com a interseção MEVUT formam os pontos para desvios quando a “área da academia está ativada”, que começa aos 5.500FT!

    • A.M.Filho
      9 meses ago

      Eu gostaria de entender como funciona o “treinamento” do pessoal do voo livre com relação ao tráfego aéreo. O que eles entendem como permitido e proibido. Em SC, tem um indivíduo que utiliza um parapente motorizado para produzir imagens das praias para uma TV local. Certa vez, esta emissora apresentou “lindas imagens” da ilha de Santa Catarina, o cidadão deveria estar a uns 3 ou 4 mil pés AGL e voando por cima de uma camada esparsa, no centro da TMA FLN.

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