Enquanto isso, em algum lugar do nosso espaço aéreo “criticamente deficiente”…

By: Author Raul MarinhoPosted on
562Views12

É um absurdo esse avião invadir assim uma rota de asa delta, né?

– x –

Atualização: Eu não tinha reparado inicialmente, mas o amigo Humberto Branco me alertou. A surpresa do autor do vídeo (“c@r@alho, Marcão!”) tem um motivo específico. Repare que o avião quase atropela um outro voador, não dá para distinguir se é uma asa delta ou um parapente, vide imagem abaixo:

avião x parapente

12 comments

  1. Moreno Oliveira
    2 anos ago

    Esses assuntos tem começado a me deixar com uma pulga atrás da orelha. Balões, parapentes, asa-deltas, fauna, paraquedas, drones , calmaaa aii !!!
    Afinal a que ponto queremos chegar ? Será que todos não podem utilizar o espaço aéreo em harmonia, com suas devidas limitações e necessidades? Será que realmente os esportes e hobbys citados acima são realmente o problema ou o problema está nos órgãos Aeronáuticos em querer ser ”dono do céu” e não buscar soluções alternativas e adequadas para cada assunto ?? Começo a achar que a segunda alternativa está correta…Parece ser mais fácil proibir e multar do que realmente se adequar, o que no fundo não adianta, pois quem gosta de determinada prática, vai continuar fazendo.
    Que tal criarmos um imposto para cada avião que passa por cima de nossas casas atrapalhando nosso descanso e sossego de cada dia? Se é pra sermos hipócritas, que sejamos em nível altíssimo !

    • Clovis
      2 anos ago

      ….da ABP também, já que nunca se mostrou como uma entidade seria, beneficiando apenas quem quer…agora vai ajudar a chupar essa manga…

  2. Gladison
    2 anos ago

    Aeronáutica tomara as providências cabíveis junto a CBVL…confederacao brasileira de vôo livre permitindo tal práticas e colocando a vida de milhares pessoas em risco …crime contra a vida e não tomando providências nenhuma !!!

  3. Jonas
    2 anos ago

    Já passei uma situação semelhante, só que depois que o avião passou uns40 segundo e a vela não ficou mais na cabeça

  4. Enderson Rafael
    2 anos ago

    Essa aí é a EPIGIP1A, chegada por instrumentos para o aeroporto do Galeão. Essa filmagem foi feita acima do município de Nova Iguaçu. Parece que quem está fora do lugar não é o avião…

  5. Parem de implicar com a segurança aérea no Brasil.
    Vocês ficam olhando para fatos da vida real, enquanto deveriam se basear no farto papelório que a ANAC exibiu para a ICAO, que com base nessa papelada classificou a aviação do Brasil entre as 4 mais seguras do mundo.
    Basta as aeronaves comerciais passarem a voar no espaço documental, e não no espaço aéreo de verdade.

  6. Jose Luis
    2 anos ago

    Esse Pipipi era o TCAS da Asa Delta?
    Se era estava com o transponder ligado então não tem problema.
    E tem gente que acha que voar é fácil pq o piloto automatico faz tudo.

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Não, o pipipi é um aviso sonoro do climb.

  7. Hubner
    2 anos ago

    É impressão minha ou essa acft tá em abaixo da camada de transição e, portanto, numa CTR ou ATZ?

    O que é que essas asas tão fazendon aí?

    • Gladison
      2 anos ago

      Perfeito amigo…esses área não tem Notam, para esses parapentes estarem sobrevoando a área !!! Aeronautica já tomando as devidas providências com relação ao Confederaçao brasileira de vôo livre!!!

    • Humberto Branco
      2 anos ago

      Voando num espaço aéreo super bem gerenciado, ora.

      Veja: a Alemanha é o maior berço do voo a vela do planeta. Por lá, com aquele clima, há milhares de campos de pouso, por todo o país, que recebem em harmonia, ao mesmo tempo, planadores em instrução, planadores de alta performance, monomotores, bimotores leves, clássicos, jatos executivos, turboélices e aviação comercial. Eu já vi, num mesmo aeroporto, um A330 da Lufthansa convivendo pacificamente com planadores que aguardavam na grama sua decolagem, entre um voo e outro. Ou seja, se há dúvidas sobre como lidar simultaneamente com tantas “aviações diferentes”, basta que as autoridades entendam que o sistema é complexo, formado por vários atores e que isso tudo convive pacifica e seguramente. Ir aprender com quem faz. Corredores visuais? Existem em vários lugares do mundo. Nenhum é igual a estrovenga inventada aqui.

      A falta de comando na nossa aviação criou um monstrengo cheio de regras, ineficiente, caro e inseguro. Típico do Brasil dos nossos tempos.

      Eu tenho certeza que tudo isso é reversível, desde que a aviação volte em algum tempo e ser comandada por gente do ramo.

      Não vejo nada demais asas deltas ou parapentes voarem, pelo contrário. Eu os enxergo como berços da aviação. Ali nasce e se mantém toda a aviação, como no caso dos planadores. A questão é harmonizar suas operações com as outras. Sem invencionice, regras inúteis ou se fingindo de louco, como se não houvesse 5.000 “experimentais”, planadores, parapentes, asas delta, balões, etc. Isso tudo é bom. O problema é que a falta de comando não sabe como coloca-los para conviver, como no mundo civilizado.

      A ANAC, ultimamente, tem se tornado a Instituição mais avançada no entendimento dessas diferenças. Com todos os problemas que enfrenta, a verdade é que a última revisão do RBAC 61 é um bom exemplo de como as coisas podem ser, sim, melhoradas. Dá trabalho, mas vale a pena.

Deixe uma resposta