Espaço aéreo “criticamente deficiente” – Parte 4: Risco de fauna

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Além dos citados balões, radares meteorológicos inoperantes e parapentes e asas deltas voando nas rotas dos aviões, ocorreu nesta semana três colisões com pássaros no nosso espaço aéreo “criticamente deficiente” – vide esta reportagem do Bom Dia Brasil.

No mundo inteiro ocorre este tipo de problema (vide o famoso acidente do rio Hudson, em N.York), mas só países negligentes com a segurança aérea permitem o funcionamento de lixões na proximidade de aeroportos.

2 comments

  1. Marcato
    11 meses ago

    Se existe um lugar absurdo, que esfrega na cara da sociedade o quanto é absurdo o tratar destes assuntos temos sdou ou Ourinhos Sp onde o aeródromo fica no meio de um enorme aterro sanitário e o aeroporto ainda assim funciona!!

  2. Pedro
    11 meses ago

    Três colisões com efeito significativo no voo, vale ressaltar.
    Os focos atrativos na ASA (área circular ao redor da pista com raio de 20km), como lixões, abatedouros etc., são realmente o problema mais difícil de atacar, por envolver municípios, órgãos ambientais e outros stakeholders fora do setor aéreo, que pouco interesse têm em gerenciar o risco de fauna. Afinal, quem paga a conta é o operador da aeronave, não é mesmo?

    Mas ainda há muito a melhorar dentro do setor aéreo. Aumentar a percepção para o problema, aumentar a cultura do reporte (e com qualidade) via CENIPA 15, retirar ou reduzir focos atrativos no aeródromo, coletar o DNA de pássaros colididos (algumas cias aéreas já fazem isso)… Coisas relativamente simples, mas que não são feitas por achar que o risco não é gerenciável.

    Pra se ter uma ideia: o doc 4444 da ICAO fala que, na presença de obstáculos na pista (e fauna é assim considerada), a operação deve ser interrompida e autorizações de pouso ou decolagem canceladas. Na ICA 100-37, essa informação simplesmente não foi inserida. E todos sabemos que nossa cultura não é de segurar a decolagem caso haja a informação de aves na pista ou na trajetória de decolagem. Foi o caso em um dos eventos desta semana.

    E, bom… Na hora que o avião cair por causa do inofensivo pássaro, quem vai pagar o casco e indenizar as famílias? O operador da aeronave, o aeroporto que tem poça d’água dentro da área operacional, ou a prefeitura que permitiu o funcionamento do lixão dentro da ASA?

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