Se a segurança nos “corredores visuais” (REAs) da TMA-SP não é competência e atribuição do DECEA, de quem é, então?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Recentemente, publiquei aqui um post com imagens de um piloto que, voando nos “corredores visuais” (REAs), deparou-se com parapentes na mesma localidade e altitude – o que, claramente, é uma situação de risco. Na ocasião, o referido aviador protocolou um RELPREV junto ao DECEA, alertando Departamento sobre o ocorrido – que, hoje, foi respondido (vide abaixo). Estranhamente, entretanto, a autoridade brasileira de controle do espaço aéreo disse não se tratar de uma questão que lhe diga respeito (!?) e que a ANAC e o CENIPA que tomem as providências cabíveis.

…E assim caminha a gestão da aviação civil do Brasil.

RELPREV

 

14 comments

  1. milena
    9 meses ago

    Vamos denunciar para o fantástico, quem sabe com a globo agindo a ANAC tome alguma providência.

  2. milena
    9 meses ago

    Denúncia Anônima com fontes de informações para comprovação do texto abaixo.
    Voo Livre Pode Derrubar Aviões De Passageiros e Matar Centenas De Pessoas.
    Boa noite, inicio essa denúncia anônima com o seguinte link:
    http://paraserpiloto.appa.org.br/2016/05/02/se-a-seguranca-nos-corredores-visuais-reas-da-tma-sp-nao-e-competencia-e-atribuicao-do-decea-de-quem-e-entao/
    Um perigo praticamente desconhecido da maioria dos passageiros, e da imprensa, mas conhecido das autoridades aeronáuticas e ignorado por elas é a invasão do espaço aéreo por asas voadoras e similares, que sem nenhuma notificação e aparelhos de detecção por radar e outras aeronaves, voam em espaço aéreo comum a elas e em rota de colisão, causando um grande perigo a essas aeronaves, pois se colidirem com aviões e helicópteros a queda será inevitável.
    No Brasil não existem instituições que normatizem o voo livre, mas existem associações que tentam regulamentar a prática, mas ao invés de coibirem a invasão do espaço aéreo, incentivando a pratica em locais determinados, elas incentivam e até mesmo colocam como metas a serem cumpridas para obtenções de níveis de voos, a invasão indiscriminada do espaço aéreo, fazendo com que parapentes e asas delta voem cada vez mais alto e mais distante, voando sobre aeroportos de grande porte, como Galeão e Guarulhos, voando em corredores IFR( Voo por instrumento) e até mesmo em zonas onde as aeronaves efetuam esperas, onde as mesmas voam em circuitos circulares, onde aumentam e muito a chance de uma colisão.
    Muito se fala na pratica criminosa de soltar balões como perigo a aviação, mas uma asa delta na rota de colisão de um avião, pode desintegra-lo no ar, mesmo sendo uma aeronave de grande porte, pois a simples colisão com um pássaro de 300g a uma velocidade de 250km/h transforma o impacto em mais de 700kg, imaginem com uma asa delta composta por barras de ferro e alumínio, que somadas ao peso do piloto pode chegar a 150kg, a uma velocidade de 50km/h colidindo com uma aeronave a 250km/h. Chega fácil a casa dos 10000kg de impacto.
    A prática incentivada de invasão indiscriminada do espaço aéreo pode ser facilmente comprovada através dos ENPIs( encontro nacional de pilotos e instrutores) feitas pela CBVL, http://www.abvl.net/institucional-2/enpi/ e pelas clínicas de pilotos feitas pela ABP ://www.abp.esp.br/norma-regulamentar, ambas são exigidas que os pilotos que queiram fazer voos duplos comerciais, o que é proibido no Brasil e já até ocasionou acidentes fatais, se aventurem em corredores destinados a aeronaves comerciais, percorrendo um total de 2000km, lembrando que um parapente e uma asa delta atingem altitudes de até 15000 pés. E entram facilmente numa aerovia, onde aviões atingem até 960km/h. ( recomendo que o repórter frequente um ENPI ou uma clinica abp )
    Toda essa prática irregular é registrada no site XC Brasil que é o único meio comprobatório do mesmo.
    http://xcbrasil.com.br/mstats/world/alltimes/brand:all,cat:,class:all,xctype:all,club:all,pilot:0_53,takeoff:all&pilotIDview=0_53, http://xcbrasil.com.br/page/pilot_search, http://xcbrasil.com.br/page/pilot_search
    Em 2010 um parapente foi visto cruzando a 6000 pés a Bhaia de Guanabara vindo de niteroi, sendo avistado na vertical do pão de açúcar por um avião da tam, pousando no recreio dos bandeirantes.
    E o pior de tudo, é que as autorides brasileiras não tomam nenhuma providência, vai ser preciso acontecer um acidente para que isso ocorra.

  3. Enderson Rafael
    9 meses ago

    A 450kt a 4500ft vc estaria em overspeed no 737. Mas seria perfeitamente legal (por mais bizarro que seja) voar flaps up com um 737 na REA a 200kt. Ou seja, o absurdo é a REA existir.

    • vai vendo...
      9 meses ago

      Não seria perfeitamente legal….para VFR, no máx 380KT de speed.

      • Enderson Rafael
        9 meses ago

        Eu disse 200kt.

        • Leandro
          9 meses ago

          Na REA, Velocidade máxima 180 kt. Vide AIC 17/15 item 6.8 (página 8). Abs!

  4. EC
    9 meses ago

    É assim que a banda toca. Infelizmente.

  5. A.M.Filho
    9 meses ago

    A resposta é um caso clássico de como a “coisa pública” funciona. Na base do “problema não é meu, é do outro”, aí a outra instituição responde a mesma coisa e assim seguimos, um tentando jogar a batata quente na mão do outro. Infelizmente, estamos nas mãos de burocratas que vivem em universo paralelo, muito distante da realidade de rélis mortais. Neste universo, repleto por regulamentos, normativas e portarias, burocratas que gozam de repleta estabilidade e salário garantido independente de sua produtividade, se apegam a todas as alíneas possíveis para não assumirem suas responsabilidades e em muitos casos, para desqualificar o problema levantado pelos cidadãos. Alguns anos atrás até colava, o problema é que com tantos vídeos, interatividade e redes sociais, está cada vez mais difícil negar o óbvio utilizando a letra fria dos regulamentos.
    Precisamos urgentemente de uma redefinição do Estado, com suas incontáveis instituições que se esbarram umas nas outras e uma maior responsabilização de seus responsáveis. Erros e omissões cometidos por agentes públicos devem ser identificados e punidos ao rigor da lei e não devem mais serem escondidos no mar de burocracia que temos no país.

  6. Carlos Fortner
    9 meses ago

    A320 ou B737 não voam nas REAs, se bem que diversos jatos executivos o fazem – mas existe restrição de velocidade conforme os regulamentos.

    O problema são as incursões de parapentes, trikes, alguns experimentais sem transponder, etc.
    Alguns parapentes fazem percursos de mais de 150 km, cruzam por cima de Viracopos (aí sim, com risco de pegar um A320, B737 ou quem sabe um B747) e invadem o espaço restrito da AFA (e aí podem pegar um T27 em treinamento, por exemplo).

    Há videos gravados por “voadores” onde aparece um B737 voando bastante próximo e quase na mesma altitude do parapente.

    Tudo seria diferente se as autoridades, subsidiadas pelas receitas de taxas e multas, reconhecessem a existência da experimental e do aerodesporto, e quem sabe, partissem para a orientação e esclarencimento desse pessoal. Quem sabe até conseguissem cobrar taxas dessa turma também, porque hoje, no Brasil, taxa é o que mais existe.

  7. Claudio
    9 meses ago

    Que absurdo. Estamos ao Deus dará ou um famoso “tirar o meu da reta”. Problema transferido, problema resolvido. Faça-se o contrário, então. Pegue um A320, 737 ou qualquer grande avião da linha aérea, com mais de 100 a bordo, voando a 4500ft de altitude, a 450kt nas REAs, sem comunicação nem nada, disputando espaço com Cessnas monomotores, Cherokees, Senecas, Cirrus e a infinidade de modelos de aeronaves da aviação geral que utilizam-se destas REAs. De quem é a responsabilidade, então? Sem trocadilhos baratos, o impacto seria bem maior que, simplesmente um piloto de Cessna quase colidir com um parapente. Queria ver uma resposta lacônica neste caso.

    • vai vendo...
      9 meses ago

      E pode voar VFR a 450kt?

      • EC
        9 meses ago

        Foi um exemplo companheiro.

        • vai vendo...
          9 meses ago

          Exemplo, mas errado.

          • EC
            9 meses ago

            Vai vendo

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