O “programa ASA” turbinado da JetBlue: do zero a 1.500h com US$125mil

O “programa ASA” turbinado da JetBlue: do zero a 1.500h com US$125mil

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A JetBlue Airways, uma companhia aérea americana que é, digamos, “aparentada” da brasileira Azul Linhas Aéreas, está lançando um programa de formação de pilotos ab initio para evitar o “apagão de pilotos” que a aviação comercial americana está enfrentando neste momento. Quem conheceu o “Programa ASA” desenvolvido pela companhia brasileira nos anos de 2012/13, vai reconhecer algumas similaridades no programa “Gatewy Select” da prima-irmã americana, como a possibilidade de financiamento da formação (que é integralmente custeada pelo aluno), a parceria com uma instituição educacional aeronáutica (no caso, a CAE – no Brasil era a EJ), e a intenção (mas não a garantia) de contratação como copiloto da companhia ao final do processo. A propósito: o programa só é acessível para quem possui condições plenas de trabalhar legalmente nos EUA (cidadania americana ou visto de trabalho sem restrições).

As principais diferenças se dão devido ao requisito da FAA de que os copilotos que atuam em linha aérea tenham o certificado de ATP (equivalente à nossa licença de PLA) obtido com pelo menos 1.500h de voo antes de ingressar no cockpit de um jato da JetBlue – lembrando que, pelas regras da ANAC, basta a licença de Piloto Comercial, obtida com 150h de voo (se voadas em curso certificado), para que um copiloto comece a trabalhar numa companhia aérea brasileira. Com isto, o “Gateway Select” prevê a obtenção das habilitações de instrutor de voo – que, na regulamentação americana, são diferentes para o instrutor “comum”, o instrutor de voo por instrumentos e o de avião multimotor (esta última não faz parte do programa) -, para que o participante atue na própria CAE como instrutor. Esta seria a maneira encontrada para o “time buiding” no programa, na sua última etapa que dura 24 meses ou até que se atinja as 1.500h de voo (o que acontecer primeiro).

O “Gateway Select” está começando experimentalmente com 24 participantes a serem escolhidos até o mês que vem (junho/2016), e o início do processo dos seis primeiros “cadetes” se iniciará em agosto/2016. Trimestralmente, outros três grupos de seis “cadetes” deverão iniciar o programa, completando o ciclo de 24 treinandos ingressando no primeiro ano, de acordo com esta reportagem. Mais detalhes sobre o programa aqui. Como curiosidade: um dos treinamentos obrigatórios do programa é o UPRT-Upset Prevention and Recovery Training, que no treinamento da CAE é oferecido em aeronaves Diamond DA20 na “Fase-II” do treinamento.

3 comments

  1. Henrique Fernandes
    1 ano ago

    Fala Raul, tudo joia? Parabéns pelo post! Por acaso ficou sabendo da proposta de 12% do ICMS pro Jet A1? Qual sua opinião do assunto?

    Abraço!

    • Raul Marinho
      1 ano ago

      Não estou a par do assunto. Vc poderia esclarecer?

  2. André Dias
    1 ano ago

    Raul, isso é interessante, mas eu fico pensando nessa questão:

    Agora o Gateway Select está dando oportunidade apenas basicamente aos próprios cidadão americanos (e aos raríssimos estrangeiros com visto legal de trabalho), é possível que isso não seja suficiente e num futuro próximo as restrições de nacionalidade caiam para permitir que estrangeiros ingressem mais facilmente no programa?

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