A questão dos balões: vamos começar do começo – Ou: estatística, a infraestrutura da segurança

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Não é de hoje que este blog discute o risco baloeiro – ora tão em evidência, depois que a IFALPA rebaixou o espaço aéreo brasileiro para “black star – criticamente deficiente” devido ao risco iminente de colisão com balões (como este fato ocorrido com um Airbus da TAM em 2011). Já em 2012, falávamos deste assunto aqui, inclusive sobre a mais básica das providências mitigatórias: a produção de estatísticas para que se possa avaliar melhor o problema. E agora, que as autoridades da aviação civil brasileira (Min.Transportes/SAC, ANAC, DECEA, CENIPA) e entidades representativas do setor (SNA e ABEAR) estão compondo um Grupo de Trabalho para atacar a questão junto com a própria IFALPA, é necessário retomar o assunto.

Sabemos que o problema é grave. Mas, independente das medidas a serem adotadas pelo acima referido Grupo de Trabalho (GT), uma coisa é certa: precisamos nos preocupar com o aprimoramento das estatísticas sobre as ocorrências de avistamento de balões. Na nota da ANAC sobre a criação do GT, lê-se que “só neste ano [2016], o número de balões reportados pelo Cenipa até o momento chega a 143, das quais 97 notificações foram em São Paulo, 26 no Rio de Janeiro e 11 no Paraná. Ao longo de 2015, o Cenipa registrou 325 casos, dado similar aos registros de 2014 (335)”. Ou seja: teria havido somente 9 ocorrências fora do eixo SP-RJ-PR, o que é um indício de subnotificações. E sem saber ao certo onde, quando e com que frequência os balões têm interferido com o tráfego de aeronaves, todo o planejamento do GT fica prejudicado.

Por isso, gostaria de fazer um apelo aos leitores deste blog para, sempre que necessário, utilizem a ferramenta disponível no Portal CENIPA para registrar as ocorrências – fica no canto superior direito da tela, vide abaixo:

cenipariscobaloeiro

Este é o primeiro passo para construirmos uma boa infraestrutura de segurança para lidar com o risco baloeiro.

2 comments

  1. Enderson Rafael
    12 meses ago

    Até hoje só vi balões no RJ e em SP. Felizmente essa “cultura” não é tão disseminada assim por outras partes do país.

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