Aviação brasileira: onde estamos, para onde vamos, e como vamos (com quem vamos, eu sei: COM VOCÊ!)

Aviação brasileira: onde estamos, para onde vamos, e como vamos (com quem vamos, eu sei: COM VOCÊ!)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Como em praticamente todos os outros segmentos da economia brasileira – indústria, comércio, saúde, segurança, energia, tecnologia, mineração, educação, etc. (menos o agronegócio de exportação, e mesmo assim é relativo) -, a aviação brasileira também sucumbiu à crise. A linha aérea acumula prejuízos e demite em massa, os táxis aéreos estão em extinção (na operação offshore, então, é o caos), a aviação geral praticamente não está voando, os aeroclubes e as escolas de aviação estão às moscas; enfim: tirando a aviação agrícola, o estado da aviação brasileira é crítico. Estamos em coma, como diria a presidente da Latam. O que não é novidade para ninguém, aliás: onde estamos é sabido, para onde vamos e COMO vamos é que são elas.

O Estado não gera riqueza, quem a produz é a iniciativa privada – pensamento que ficou meio fora de moda por muitos anos no país (e deu no que deu). Felizmente, a era do Estado-empresário está, mais uma vez, ficando para trás, e parece que estamos reingressando num ciclo mais liberal em termos econômicos. Faço votos que sim, e as próximas semanas serão decisivas quanto a isso, com o provável início do governo Temer efetivo. “Vamos que vamos, agora vai!”??? Não sejamos ingênuos… Os resultados não aparecerão tão cedo, mas pode acontecer uma mudança de rumos em direção à recuperação em muito breve. Como isso pode ocorrer?

Dentre outras coisas, pela reorganização do Estado. “Ah, Raul, mas você não falou que era para o Estado ‘ficar incluído fora dessa’?”. Pois é, é justamente isso: o Estado precisa deixar de ser um peso para a iniciativa privada, desregulamentando a economia e permitindo que os agentes econômicos comprem, vendam, contratem, aluguem, emprestem, arrendem; enfim: que as pessoas possam fazer negócios com um mínimo de oneração estatal. Não só menos impostos, mas também menos papelada, menos carimbos, menos regras desnecessárias. A APPA/AOPA-Brasil entrou mais no detalhe num artigo recém-publicado, então não vou chover no molhado – ao final deste post está o texto reproduzido (muita atenção na parte destacada).

As batalhas individuais nos consomem no dia-a-dia, eu sei, todo mundo tem a sua guerra pessoal para lutar sempre que o galo canta pela manhã. Mas se a gente não pensar no coletivo agora, com a janela de oportunidades que está surgindo, amanhã pode ser tarde demais. Há pessoas sérias lutando por isso no SNA, na APPA/AOPA-Brasil, na ABRAPAC, na ABRAPHE – escolha a entidade que lhe for mais próxima. Há como influenciar na política utilizando estas instituições como ferramentas; sozinhos não conseguiremos nada. Vamos nos associar, nos unir, cobrar integridade da nossa representação política; agora é o momento. Se quisermos melhorias, a omissão é o pior caminho.

Mensagem ao Presidente Temer e a seus principais assessores: a aviação brasileira pode retomar o rumo certo!

Mensagem ao Exmº Sr. Presidente Temer e a seus principais assessores: a aviação brasileira pode retomar o rumo certo.

A APPA-AOPA Brasil é uma instituição sem fins lucrativos, dirigida no Brasil por voluntários desde 1.972. Somos parte de uma rede de outras mais de 90 associações semelhantes em todo o mundo que defendem a liberdade individual do cidadão voar em segurança, com aeronaves modernas, para fins particulares, a negócio, a lazer ou instrução. Para isso, lutamos pelo acesso a tecnologias, espaço aéreo e infraestrutura aeroportuária de qualidade, a custos justos e em condições técnicas adequadas às características das nossas operações.

Baseados na qualificação técnica do nosso corpo dirigente e no trabalho institucional que realizamos, podemos afirmar que os últimos anos, em que o Brasil esteve sob a gestão de governos ineptos, comprovadamente corruptos, foram terríveis, também, para a aviação nacional.

Uma mentalidade retrógrada, preconceituosa e ignorante pautou as iniciativas governamentais e o setor aéreo não esteve imune a catástrofe, que hoje é conhecida por toda a nação. A tentativa de anulação ou enfraquecimento das instituições de Estado, em particular da ANAC e da Aeronáutica, foi evidente. As consequências disso são claras e podem ser contadas em vítimas fatais, ineficiência e prejuízo generalizado do setor aéreo. Não à toa, os dois principais acidentes aéreos ocorridos em território nacional se deram nesses últimos anos, ambos com óbvias conexões com a atuação inepta e irresponsável do Estado.

Os balanços patrimoniais das empresas aéreas são autoexplicativos quanto aos efeitos que a ausência de visão e políticas estruturadas para o setor podem produzir. O quadro de atraso tecnológico a que a Aviação Geral se encontra submetido, enquanto o resto do mundo civilizado evoluiu dramaticamente nesse período, é absurdo. Pilotos e proprietários de aeronaves brasileiras se encontram sujeitos a um conjunto de restrições para o uso de infraestrutura e tecnologias que nos envergonha, além de colocar o sistema em risco operacional.

Enquanto a demagogia populista falava sobre a criação de novos aeroportos, a rede de mais de 700 aeroportos construídos ao longo de décadas no Brasil foi abandonada. Hoje, operações judiciais como a Lava-Jato podem nos dar claros sinais do que poderia estar a motivar o governo privilegiar a construção, enquanto negligenciava a manutenção do que já existia. Deve-se dizer que o Brasil possui não só uma das maiores redes de aeroportos públicos do mundo, como um dos maiores espaços aéreos e frota de aeronaves do planeta.

A submissão dos operadores brasileiros a preços de combustíveis totalmente desconectados da realidade internacional, hoje, praticamente paralisa a aviação geral.

Nesse contexto, estamos certos, o novo governo cuja confirmação definitiva espera-se que ocorra em poucas semanas, tem a oportunidade histórica de recolocar a aviação no rumo certo.

Pautado por mentalidade modernizadora, liberal e à lógica, poucas medidas podem rapidamente recolocar a aviação brasileira no lugar que merece e sempre mereceu.

Para isso, conclamamos ao Exmº Sr. Presidente da República, Michel Temer, e a seus assessores principais a agir, em aliança com as melhores competências disponíveis no Brasil. No caso particular da Aviação Geral, mais de 20.000 aeronaves, 15.000 pilotos e 700 aeroportos esperam simplesmente poder retomar sua capacidade de operar com tecnologias apropriadas e disseminadas em todo o mundo, usando o espaço aéreo e os aeroportos de maneira segura, a custos razoáveis, sem burocracia inútil, tutela ineficaz e desprezo às liberdades e responsabilidades individuais.

A APPA-AOPA Brasil espera que a interinidade do atual governo se encerre o quanto antes. As páginas da incompetência generalizada, do apadrinhamento de incapazes e da depredação do patrimônio nacional devem ser viradas. Os seus culpados, identificados e punidos, na forma da Lei. E aos cidadãos de bem, o direito de viver num país minimamente organizado, deve ser restabelecido. No caso da aviação, esse quadro de restabelecimento da segurança é indispensável.

Estamos prontos para contribuir, fiscalizar e trabalhar, como sempre fizemos, mesmo nos piores momentos da República.

Nota: Divulguem e compartilhem esta carta nas redes sociais para que ela tome proporções que merece.

 

12 comments

  1. Drausio
    5 meses ago

    Prolegômenos a qualquer atuação política futura
    Ao que parece, setores organizados da sociedade civil terão nos próximos anos a oportunidade de travar uma “guerra civil” (no sentido figurado, claro) contra as corporações que cooptaram o Estado brasileiro desde muito antes de 2002. Sou cético a respeito das possibilidades de sucesso dessa empreitada, mas sempre há esperança de avanços, ainda que parciais, em alguns setores.
    Resta saber se a aviação civil será um desses setores, no qual a comunidade aeronáutica conseguirá se fortalecer através da organização a ponto de conseguir assumir o poder de decisão hoje totalmente dominado pelos burocratas (chamá-los de tecnocratas seria um elogio descabido) da ANAC e militares do DECEA.
    Avalio que exista capital político mais do que suficiente difuso na comunidade aeronáutica para que ela consiga impor os seus interesses de modo definitivo em qualquer disputa com a burocracia estatal. Até porque essa burocracia é dominada, na pior da hipóteses, por funcionários públicos de terceiro e quarto escalão, ou por militares oficiais cuja patente rarissimamente é superior à de coronel. Essa gente jamais teria poder político para peitar a pressão da comunidade aeronáutica organizada, composta, entre outros, por empresários que financiam campanhas (agora é proibido, né? rs), influenciam decisões políticas nos mais diversos níveis, quando não são eles próprios os ocupante de cargos políticos. São esses empresários que na qualidade de usuários da aviação executiva, proprietários de aeronaves, donos de oficinas, de empresas de táxi aéreo, em alguns casos operadores de aeródromos privados, detém a maior parcela do capital político difuso na comunidade aeronáutica. Há também o poder de pressão dos profissionais da área – pilotos, comissárias, mecânicos – que, se não somam quantidade suficiente para produzir grandes mobilizações de massa, quando bem articulados podem sim exercer pressão muito eficiente.
    O sucesso da comunidade aeronáutica em impor os próprios interesses à burocracia estatal dependerá da competência com que alguns exercerão a arte de articular todo o poder político difuso na comunidade em defesa de objetivos claros, concretos e específicos. Somente quando questões importantes e concretas forem definidas claramente em favor da comunidade aeronáutica, e contra as pretensões esquizofrênicas da burocracia estatal, é que a comunidade tomará consciência do próprio poder. A partir daí, ninguém ousará entrar na frente desse 747 político após a V1.
    Para quem se propuser a assumir a tarefa hercúlea de operar essa articulação política da comunidade aeronáutica talvez fosse interessante pensar em algumas questões.
    Em primeiro lugar é preciso ter claro que a comunidade aeronáutica é difusa. Geograficamente difusa. Sempre será importante contar com o apoio explícito, concreto e efetivo do maior número possível de pilotos e proprietários espalhados pelos mais longínquos rincões do país. Até porque é nesses rincões onde os pilotos e proprietários tem muito mais acesso aos signatários de posições políticas relevantes na estrutura do Estado. É o proprietário baseado em “São Longuinho do Norte” que provavelmente terá acesso direto a deputados e senadores do seu Estado. A cada gestão que se faça junto à burocracia estatal para reivindicar, propor ou questionar algo é fundamental que haja uma articulação prévia o mais ampla possível com todas as forças políticas ao alcance da comunidade.
    Agora, como é que se consegue o comprometimento de tanta gente tão espalhada geograficamente? Fazer reuniões de gabinete, formar comissões e grupos de trabalhos ou publicar artigos indignados na internet pode não funcionar muito bem. Que tal aproveitar os magníficos recursos da internet para fomentar discussões amplas e democráticas sobre como solucionar concretamente os problemas reais vividos pelos integrantes da comunidade? Que tal levar muito a sério cada questão, dúvida, reclamação, sugestão, contribuição, proposta ou reivindicação apresentada por quem quer que seja que participe da discussão? Mobilizar e direcionar uma discussão virtual para resultados efetivos é uma difícil arte. É preciso que alguém assuma a autoridade moral necessária para moderar a discussão, mediando os inevitáveis conflitos e direcionando as energias para a geração de resultados produtivos. É preciso que os moderadores tenham isenção para não favorecer suas próprias posições em detrimento das demais, o que provocaria a dispersão do grupo e a perda do interesse dos envolvidos. É preciso tolerar e entender as muitas besteiras que muitos dirão a respeito de qualquer tema. Pilotos, proprietários e outros membros da comunidade aeronáutica não são especialistas em regulação, não tem experiência política, muitas vezes não possuem nem mesmo uma boa capacidade de se expressar claramente e de forma assertiva. Nada disso os desqualifica para uma discussão de tema do seu interesse. É preciso que os mediadores saibam perceber para além do que vem explícito em uma manifestação de algum membro o contexto mais amplo em que os problemas ocorrem. É preciso que os participantes da discussão melhor informados e articulados proponham soluções efetivas, sistêmicas, estruturais, capazes de resolver ou evitar o máximo de problemas relatados pelos membros da comunidade. Tentativas de soluções simples, pontuais e equivocadas sempre surgirão, mas seus proponentes quase sempre aceitam substituí-las por soluções mais efetivas e corretas quando a maioria as abraça com satisfação. Enfim, é preciso criar soluções no meio da comunidade aeronáutica, com a participação de todos os interessados. O processo pode ser trabalhoso mas o resultado é o provável engajamento de todos na efetivação dos projetos que emergirem ao final. De rompantes autocráticos já nos bastam as arbitrárias decisões da ANAC e do DECEA.
    A difusão da comunidade aeronáutica, além de geográfica é também temática. A profusão de nichos nesse domínio é virtualmente infinita. Pilotos estão em geral mais interessados em questões operacionais, proprietários se preocupam mais com custos. Pilotos e comissárias da aviação comercial estão preocupados em lidar com as políticas trabalhistas de suas empresas. Pilotos da aviação executiva estão preocupados com as restrições operacionais, autuações arbitrárias, mudanças na regulamentação impostas pela ANAC e pelo DECEA. Donos de oficinas sofrem com as inspeções abusivas e escorchantes de agentes da ANAC. Operadores de táxi aéreo se preocupam com restrições arbitrárias às suas operações, como a limitação no número de passageiros do Caravan ou a proibição de operação de aeronave a pistão em Congonhas. A respeito dessa dispersão temática, talvez fosse interessante que os articuladores da comunidade aeronáutica buscassem a uma integração de agendas. Seria pensável reunir pacotes de medidas a serem implementadas em áreas tão diferentes como licença de pessoal (como o fim da revalidação por experiência recente), regulamentação operacional (como as cagadas que o DECEA tem feito na circulação de vôos VFR em várias TMAs), homologação de escolas de aviação, oficinas e empresas de táxi-aéreo, construção aerodesportiva, serviços aeroportuários para a aviação executiva, gestão de fadiga na aviação comercial, etc. Formaria-se assim super pacotes de verdadeiras políticas setoriais que contariam todas com o apoio de todos os membros de diferentes segmentos da comunidade aeronáutica.
    Enfim, ficam algumas sugestões para a tentativa de resposta à pergunta sobre COMO VAMOS.

  2. Fred
    5 meses ago

    Ótima postagem! Se fosse para dar errado a aviação ou a economia, com certeza já teríamos apagado as luzes e fechado as portas para sempre. Mas tudo vai, tudo vem. Uma hora melhora. Como sempre acontece. Historicamente, existe mais chances de dar certo do que dar errado. Pergunte a qualquer um que está no ramo a mais de, sei lá, 20 anos.

  3. Mauro Eduardo
    5 meses ago

    A ladroagem neste novo governo é pior ainda. A lava-jato vai ser extinta, pois está chegando neles e eles já informaram que não vão deixar. A aviação vai cair mais ainda pois o país, pois a concentração de renda vai aumentar e menos pessoas vão viajar. Este modelo ultra-liberal do governo atual não deu certo em lugar nenhum do mundo, até o próprio FMI já condenou este modelo, das décadas de 80/90.
    Tarifas de aeroportos(doados aos amigos) ficarão mais caras. Só vai melhorar para quem fizer parte da corja, pois aeroportos serão construídos nas fazendas deles.

    • To chutando!
      5 meses ago

      Tu devolve suas carteiras se teu prognostico estiver errado? ou nao es nem piloto e teu desejo e só vociferar que “nao vai ter golpe”?

    • A.M.Filho
      5 meses ago

      O que você classifica como “modelo ultra-liberal do governo atual”?

  4. Leandro Domingues
    5 meses ago

    Eu vou começar um curso para pilotar em janeiro … Mas eu pretendo seguir a profissão . Para pilotar Boeing , quantos anos eu chego lá ? Em três anos ? Quatro anos ? Tenho 27 anos, a idade atrapalha em alguma coisa?

  5. Milton
    5 meses ago

    Temer já começou “bem”, cortando o programa que previa a ampliação dos aeroportos regionais. Sem querer entrar no mérito do partido azul X partido vermelho (que não leva a nada), mas na minha HUMILDE opinião só novas eleições vão colocar o país nos eixos.

    Esse papo de liberalismo é bonito mas na prática não é adotado, o que ocorre na prática é um corte drástico de investimentos e incentivos à produção, e um aumento gigante nos juros, pra favorecer investidores que vivem de rendas da dívida pública. Trabalho e produção, danem-se. Indústria e comércio, vão às favas. O chique é comprar e vender papéis, e remeter grana pro exterior.

  6. anônimo
    5 meses ago

    Também essa crise é conjugação de vários fatores que afetam a demanda por voos (pelo menos na linha aérea)

  7. Felipe Duque
    5 meses ago

    A aviação brasileira está em crise hoje por gastos feitos em um passado-presente. Houveram indícios de crise muito antes do que realmente aconteceu, e tem ocorrido. Um fato pouco comentado é sobre o “pico” da economia Brasileira, em 2010/1/2, onde coincidentemente o mercado da aviação geral cresceu expressivamente (6, 7%… ), em comparação aos anos anteriores, e ao período atual. O Brasil não esteve bem neste período (digo de forma sólida), mas sim foi um reflexo internacional de empresas que buscavam novos investimento. Se arrependeram amargamente. Hoje o papo é outro: Há imprevisibilidade política no mundo! Não se sabe o futuro político americano, não se sabe o impactos certos do Brexit… A única coisa certa hoje é: há um boom no mercado asiático. Como ele se reflete aqui? Com a aquisição de pilotos brasileiros para operação na China.
    O maior problema não foram as aquisições milhonárias, muitas feitas por empresas hoje quebradas… Mas sim os gastos relacionados ao mantimento da aeronave. É inadimissível hoje um valor de combustível como está, seja QAV ou AVgás. (No passado tivemos? Lógico… Mas quem tinha aeronaves naquela época, realmente estava munida para o que viesse) Os governos tem trabalhado por incentivos (fixação de limites de impostos), que mais parecem um lobismo, pois afetam apenas jatos e linha aérea, enquanto a aviação AvGás, definha.
    O fato é: a salvação da aviação brasileira seria justamente a aviação AvGás (gastos menores, manutenção mais barata), e custos operacionais mais baratos. Isto, lógico falando em casos regionais… Média e longa distância, não tem jeito… Cai no QAV.

    Quanto aos pilotos, infelizmente muitos foram afetados negativamente pela crise. Sem verba, muitos carecerão de manter suas carreiras… Agora é momento de investir em estudo sim… Uma característica do brasileiro desta crise é que parece ter aprendido com a passada. Hoje, mesmo em crise, os filhos continuam nas escolas (e universidades) particulares… O brasileiro hoje investe em educação, com a expectativa de que na saída da mesma, estejam melhor qualificados… A saída talvez: voar fora… Triste? Depende do ponto de vista… Particularmente enxergo como oportunidade. Será melhor que aqui? Lógico que não. Está longe de sua família… costumes… Mas aprenderá algo com certeza.

    Os aeroclubes e escolas de aviação, estão em parte no meio afetado, justamente por repassarem os custos (adicionais) a hora de voo, coisa que muitos(as) não tem opção, mas irão inevitavelmente restringir o público. Quem começou pagando R$250,00 em hora de paulistinha, hoje paga R$310,00, R$350… Cessna 152 que o diga, que tem Aeroclubles que cobram R$415, R$450…

  8. Paulo
    5 meses ago

    Tenho sérias duvidas que o governo Temer possa fazer algo em um futuro próximo. A equipe dele é péssima, escandalo atrás de escandalo, e o Estado esta quebrado. Então recorremos a privatização? Acho que ninguem esta a fim de colocar a mão nessa batata quente até a economia melhorar de verdade, e aguardando a escolha do sucessor para 2018. A GRU sofreu prejuízo de meio bilhão desde que começou, e olha que faz pouco tempo… As grandes cias que regem a situação na aviação brasileira estão encolhendo de forma absurda. Vão terminar o ano devolvendo aeronaves e demitindo a rodo. As cias grandes internacionais nos veem como uma Venezuela e já estão diminuindo ou até acabando com voos para o Brasil.
    Chega de falar da realidade. Vamos aos sonhos:
    Tudo indo perfeito a partir de agora, o apelo da carta sendo aceita pelas autoridades, economia em franca recuperação, todos os deuses auxiliando, escolha presidencial de 2018 perfeita, dólar e jet1 a preços de rentabilidade, sem mais escandalos politicos, economicos e juridicos, (ufa) aí, a partir de 2019 ou 2020, teremos a chance de voltar a ser o que um dia foi.
    Todos da comunidade aeronáutica querem isso. Vamos torcer e fazer nossa parte para um país mais justo e seguro.

  9. Marcos Vinicius
    5 meses ago

    Ola Raul tive o prazer de estar com voce no evento do SERIPA IV na faculdade Anhanguera. Excelente reflexao. Serve para minha atual area e para todos os setores no geral. Abs. Marcos Vinicius

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