Manual de Boas Práticas – Aviação Agrícola

Manual de Boas Práticas – Aviação Agrícola

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O SERIPA-V, que também esteve à frente da produção do MIV-Manual do Instrutor de Voo, agora publica o Manual de Boas Práticas -Aviação Agrícola, um texto indispensável para quem atua no segmento. A seguir, o texto do seu prefácio, que explica o MBP-AvAgr melhor do que qualquer coisa que eu tentasse escrever:

Em primeiro lugar, e com o objetivo de evitar interpretações equivocadas, é importante esclarecer que este trabalho não tem por finalidade a substituição de qualquer regulamento ou instrução da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre o Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO). Tampouco deve ser entendido como um substituto para o Manual de Gerenciamento da Segurança Operacional (MGSO), que os Provedores de Serviço de Aviação Civil (PSAC) ligados à atividade aeroagrícola devem apresentar à agência reguladora.

Fruto de muita interação com as organizações aeroagrícolas ao longo de muitos anos, por meio de atividades de prevenção e investigação de acidentes, detectou-se, em muitos casos, um grau relevante de informalidade na gestão de pessoas, logística e operacional, com impacto direto na Segurança de Voo. Infelizmente, muitos óbices são também identificados na formação de pilotos e gestores.

Pesquisando-se as características dos acidentes aeroagrícolas, no Brasil e no exterior, observa-se uma comunalidade no tocante às circunstâncias e fatores contribuintes que, salvo raras exceções, aponta para problemas de planejamento e supervisão da atividade. Como realizar (na prática) o Gerenciamento da Segurança Operacional? Essa é uma questão bastante recorrente, não só no âmbito aeroagrícola, mas na Aviação Geral de forma abrangente. O conceito de Gerenciamento da Segurança Operacional e suas terminologias têm sido bem difundidos nos últimos anos, levando-se a crer que esta fase já está consolidada. Contudo, ainda há muita dificuldade em converter teoria em ação.

Sem grandes atrativos, o hoje Gestor da Segurança Operacional (GSO) é, via de regra, jovem e ainda inexperiente na aviação. Em outras palavras, um profissional está sendo designado para um cargo, de forma a apenas cumprir uma necessidade regulamentar. Assim, a despeito dos inúmeros Relatórios Finais de investigação e suas diversas Recomendações de Segurança, os acidentes tendem a se repetir, haja vista que a cultura organizacional e seu processos não mudaram.

Ante o exposto, e ratificando a ideia inicial, esse documento deve ser entendido como um manual de “boas práticas”; um auxílio para instrumentalizar diretores, gestores, pilotos e auxiliares aeroagrícolas com condutas e procedimentos que, além de cumprir com os dispositivos regulamentares, vai ajudar a: consolidar uma cultura de segurança, aperfeiçoar o planejamento e organizar estatísticas e indicadores para uma gestão de segurança coerente com os verdadeiros propósitos de um SGSO.

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