‘Lamiagate’: o exotismo por trás do acidente da Chapecoense e o contexto da tragédia

‘Lamiagate’: o exotismo por trás do acidente da Chapecoense e o contexto da tragédia

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Dois dias após o lamentável acidente com o ‘Jumbolino‘ (BAe 146-200/Avro RJ-85) da companhia boliviana LaMia-Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación, ocorrido nas proximidades de Medellín, na Colômbia, vitimando a maior parte do time da Chapecoense, jornalistas e tripulantes (71 mortos no total até agora), já não há mais dúvidas: foi mesmo uma pane seca que esteve por trás da tragédia. Está no Estadão de hoje que, “segundo o Secretário Nacional de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, a aeronave da companhia boliviana LaMia estava sem combustível no momento do choque” – ou seja: não se trata de especulação, e sim da posição oficial da autoridade aeronáutica do país em que ocorreu o acidente. Só que isto não resolve o caso, e o exotismo revelado nos bastidores do desastre, com contornos de escândalo internacional, tem forte relação com o acidente.

Para começar a entender o contexto em que a tragédia aconteceu, leiam a excelente matéria “Companhia aérea dona de avião que caiu na Colômbia tem negócios obscuros na Venezuela – Fundador da LaMia é ex-parlamentar da Venezuela que se tornou lobista de executivo chinês atualmente preso“, também do Estadão, e vejam a quantidade de fatos estranhos e histórias mal contadas que estão por trás da origem da tal LaMia. Entendido isto, voltemos ao fatídico voo, desde a sua contratação até o acidente em si, pois os exotismos se avolumam.

A empresa boliviana fora originalmente contratada para vir até o Brasil, pegar os jogadores e repórteres, e levá-los diretamente até Medellín, na Colômbia – operação vetada pela ANAC, que alegou que o voo seria irregular segundo o CBAer e a Convenção de Chicago. Não era a primeira vez que a empresa tinha um voo cancelado pela Agência (isto já acontecera outras quatro vezes), e a própria Chapecoense já tinha tido problemas de mesma natureza anteriormente. Não sei se havia um “plano B” para o caso de o voo contratado não poder acontecer, mas se houvesse as principais alternativas seriam:

  1. Contratar uma empresa aérea brasileira ou colombiana para realizar o voo charter até Medellín, e aí estar de acordo com a regulamentação em vigor;
  2. Comprar passagens de voo comercial (linha aérea) diretamente para Medellín; ou, dentre outras opções menos usuais…
  3. Comprar passagens de voo comercial para algum lugar na Bolívia, e de lá embarcar no táxi aéreo boliviano originalmente contratado para o destino final de Medellín.

A alternativa escolhida, como se sabe, foi justamente a mais complicada.

Em reportagem publicada pela revista Veja, lê-se que “a Chapecoense pagou à empresa [LaMia] 130 mil dólares  pelos voos [de Santa Cruz de la Sierra a Medellín]”. Não sei das disponibilidades e preços de fretamento e de passagens de linha aérea disponíveis naquele momento, mas fazendo uma rápida pesquisa hoje no Google Voos, vi que uma passagem ida e volta São Paulo-Medellín custa algo em torno de US$1mil por assento, em compras individuais. Para cerca de 75 assentos seriam, portanto, US$75mil (sem considerar descontos pelo volume): menos da metade do custo do fretamento só para o trecho Santa Cruz-Medellín. Reafirmo que desconheço a disponibilidade de tantos assentos para a data, assim como as respectivas tarifas praticadas, mas o que salta aos olhos é que o fretamento do ‘Jumbolino’ da LaMia para o trecho Santa Cruz-Medellín parece não fazer muito sentido econômico. Ou seja: além de uma opção complicada, também foi cara.

Continuando com os fatos estranhos deste acidente, chegamos à composição da tripulação técnica daquele fatídico voo. De acordo com esta matéria do Zero Hora/RBS, “em entrevista ao jornal El Tiempo, o principal da Colômbia, o diretor da LaMia, general Gustavo Vargas, revelou que o piloto Miguel Quiroga também era o dono da companhia”. E quem estava na direita do comandante-proprietário Quiroga era a copiloto Sisy, assim descrita nesta matéria do UOL Esportes: “Sisy Gabriela Arias Paravicini acreditava que pilotar um avião era como dirigir um carro: ‘Teu corpo e tua mente já sabem o que você tem que fazer, você só precisa aproveitar o passeio’, afirmou a piloto em uma entrevista ao jornal boliviano El Deber no ano passado. (…) Sisy largou uma incipiente carreira de modelo e um trabalho na Gigavision, emissora de TV de seu pai, o advogado, jornalista e apresentador Jorge Arias, bastante popular na Bolívia. Dois de seus irmãos, Junior e Carly Arias, são apresentadores da TV”.

Bem… Não sou especialista em CRM, mas um comandante empresário voando com uma copiloto ex-modelo filha de magnata é uma combinação um tanto “inusual”, né? (Estou usando o eufemismo para não ofender a memória de pessoas recentemente falecidas, mas acho que deu para entender). Foi esta a tripulação que decidiu cumprir a etapa Santa Cruz – Medellín sem escalas, e sem respeitar seu respectivo plano de voo, de acordo com o dirigente da companhia.

E, finalmente, a cereja do bolo (isso até agora, sabe-se lá o que mais vem por aí): a apólice de seguros também parece que estava irregular.

Eis o ‘Lamiagate’.

32 comments

  1. Carlos Camacho
    3 meses ago

    QUESTÕES LEVANTADAS SOBRE O ACIDENTE EM MEDELIN – LAMIA

    Foi o comandante do voo do avião da empresa LAMIA o único responsável pelo acidente?
    Na minha opinião a resposta seria NÃO!!!

    Em primeiro lugar, o Fator que melhor contribuição deu foi o FATOR ORGANIZACIONAL. A empresa estava apostando todas as suas fichas na Atitude Limite de, ou da, ocorrência de um acidente. Ao menos, desde Agosto, 7 de seus voos poderiam ter sido questionados no quesito AUTONOMIA pelos órgãos responsáveis pelo recebimento/aprovação dos mandatórias Planos de Voos.

    Se se considerar que o tempo máximo de voo, até cair, do avião em uso pela empresa LAMIA, seria algo no entorno de 04 horas e 35 minutos, os Órgãos de Controle dos Espaços Aéreos dos países abaixo listados, deveriam ter checado/verificado a compatibilidade entre o ‘declarado’ e aquilo que, de fato, ‘seria realizado’.

    Para melhor compreensão, segue um dado importante: a AUTONOMIA TOTAL do avião acidentado era de 2.965 km. Em tempo de voo, sem vento no sentido contrário ao do voo, poderíamos considerar algo no entorno de 4 horas e 30 minutos (04:30), até cair, por conta de literal “apagamento” dos motores.

    ARGENTINA, BOLÍVIA, BRASIL E COLÔMBIA DEVEM EXPLICAÇÕES

    Antes de seguir adiante, um dado fundamental deve ser reforçado: a Autonomia Máxima do modelo de avião envolvido no acidente é de 2.975 km / 04:30 (sendo bastante conservador).

    Quadro dos voos de alto risco, incluindo o do acidente (pode haver mais…)

    1) Em 22/08/2016 – 2975 Km – 04:28 – de Medelin para Santa Cruz de La Sierra
    2) Em 28/10/2016 – 2816 Km – 04:27 – de Cochabamba para Medelin
    3) Em 29/10/2016 – 2975 Km – 04:32 – de Medelin para Sta Cruz de La Sierra
    4) Em 04/11/2016 – 2975 Km – 04:33 – de Medelin para Sta Cruz de La Sierra
    5) Em 10/11/2016 – 2800 Km – 03:29 – de Buenos Aires para Belo Horizonte
    6) Em 10/11/2016 – 2800 Km – 04:04 – de Belo Horizonte para Buenos Aires
    7) Em 28/11/2016 – 2975 Km – 04:37 – de Sta Cruz de La Sierra para Medelin

    Antes do voo fatal (7), cinco voos de alto risco e um voo de risco considerável (05) foram realizados pela empresa LAMIA. Somente no curso das investigações é que virá à tona a informação de que se outro ou outros comandantes estiveram envolvidos nas tais operações de Alto Risco, além do comandante envolvido no voo fatal.

    FATOR ORGANIZACIONAL

    Esteve, certamente, presente. Da parte da LAMIA não nos restam dúvidas que “por dentro da Companhia” havia sido desenvolvida uma cultura de aposta máxima no risco, possivelmente visando custos de voo menores. Pior que foi o desenvolvimento da Cultura de Aceitação Complacente ‘por dentro’ da Empresa, particularmente por parte de seus tripulantes técnicos, que são os que estavam na linha de frente de todo e qualquer voo os quais, certamente poderiam ter feito a diferença entre o não-acidente e o acidente.

    Da parte dos órgãos de controle de tráfego aéreo e daqueles que aceitam/aprovam (ou não) os PLANOS DE VOO houve, sem sombra de dúvida, no mínimo elevado nível de complacência, para não dizer declaradamente, CONIVÊNCIA. Ao longo da investigação criminal os responsáveis pelas aprovações e aceitações dos voos realizados, citados acima, terão que explicar-se junto às autoridades. Particularmente as autoridades colombianas, que estiveram envolvidas em 5 dos 7 voos de risco de acidentes, tendo sido o quinto, FATAL.

    Realmente as autoridades colombianas estão em situação difícil, visto que uma certa autoridade declarou à um canal de TV brasileiro por ocasião do acidente, que o voo do Chapecoense (FATAL) fora detectado pelos órgãos de controle de tráfego aéreo colombianos, como voando direto de Santa Cruz de La Sierra para Medelin, ao arrepio do Plano de Voo apresentado e autorizado na Bolívia e aceito/autorizado pelos primeiros.

    Cabe destacar que o Plano de Voo recebido/aprovado pelos colombianos apresentava como “origem” a cidade COBIJA, Bolívia, praticamente a meio caminho entre a Bolívia e Colômbia.

    Uma das questões a serem respondidas pelos colombianos será a de que “porque motivos” não obrigou o LAMIA a pousar em BOGOTÁ para retanqueio, afim de que o avião chegasse em segurança em Medelin, ou seja, destino final da viagem.

    Sistemicamente os programas de acompanhamento de voos dos Órgãos responsáveis pelos voos em tela dos 4 países envolvidos, não conseguiram “interpretar” tais voos ofereciam elevados níveis de risco aos tripulantes e passageiros transportados?

    SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA
    SAFETY MANAGEMENT SYSTEM

    Como os 4 países irão explicar-se perante a comunidade internacional, de que não possuem um simples programa de verificação de compatibilidade entre o que se solicita, em um Plano de Voo, com aquilo que um avião, por projeto do fabricante consegue realizar, com elevado nível de segurança?

    A funcionária boliviana da sala de recebimento do Plano de Voo, a qual teve que fugir para o Brasil percebera, desde o primeiro instante em que o Despachante Operacional de Voo o qual comparecera à sua presença, que um voo cujo tempo previsto (04:22), era o mesmo que a autonomia do avião (04:22) portanto, impossível de ser aprovado.

    Da discussão nascida resultou à ela, funcionária, ordem vertical que encaminhasse à Colômbia, um PLANO DE VOO de Cobija para Medelin, até mesmo porque, temiam que um Plano prevendo o voo direto de Santa Cruz para Medelin ‘poderia’ não ser aceito pelos colombianos os quais, possivelmente, já haviam revisto seus protocolos de aprovação de Planos de Voo através de lições depreendidas dos 4 voos anteriores listados mais acima.

    UM OLHO BEM ABERTO E O OUTRO? FECHADO.

    Se por um lado os colombianos passaram mensagem, talvez no formato subliminar, aos bolivianos de que estavam com um dos olhos bem aberto, no que dizia respeito às operações da LAMIA em espaço aéreo dos mesmos, por outro lado, ainda não estavam com o outro olho aberto o quanto deveriam estar quando “tomaram conhecimento de que lá vinha a LAMIA, VOANDO DIRETO PARA O LOCAL DO ACIDENTE, transgredindo criminosamente regras internacionais que envolvem cálculo de AUTONOMIA.

    O ACIDENTE NÃO TERIA OCORRIDO

    se um único movimento houvesse sido efetuado no grande tabuleiro de xadrez à disposição dos Controladres de Voo colombianos.

    O QUE ESTARIA NO GRAVADOR DE VOZ DO AVRO DA LAMIA

    que jamais seria de nosso conhecimento, visto que não teria ocorrido o acidente.

    Do Órgão de Controle de Tráfego Aéreo para os pilotos do voo da LAMIA:
    — “Verificamos que vossa Autonomia declarada é incompatível com as condições de projeto de se avião. O senhor, comandante, chegará em Medelin sem combustível para prosseguir para seu aeroporto de alternado e, ainda, seu tempo de espera sobre Medelin é inferior aos previstos 30 minutos.

    Logo, inicie sua descida para pouso em BOGOTÁ, onde o senhor poderá reabastecer afim de chegar em segurança ao seu destino final, Medelin.

    Passe agora para a frequência do Controle de Aproximação de Bogotá, um bom pouso e um feliz final de viagem. Boa noite.

    DA HIPÓTESE PARA O REALMENTE OCORRIDO

    Não houve a comunicação acima.
    O que houve foi uma verdadeira OMISSÃO, SILÊNCIO, silencio esse que vitimou elevado número de inocentes, os quais acreditavam que o voo seria seguro; que a Empresa era responsável e segura para se voar pois, afinal, não se tenha registro algum em contrato, que desabonasse a Empresa. O Silêncio dos Controladres colombianos transformou-se no Silêncio dos Inocentes, dos inocentes passageiros e tripulantes a bordo do AVRO britânico operado pela LAMIA.

    Não houve a tal PANE SECA, como órgãos de imprensa relataram.

    O que houve foi, realmente, um crime.

  2. Carlos Camacho
    3 meses ago

    IMG_8256.JPG

    Raul, por gentileza.
    Veja se vc consegue abrir esse arquivo. O texto está nele.
    Tks

    • Raul Marinho
      3 meses ago

      Camacho, mande seu arquivo por e-mail para mim, por gentileza:
      raulmarinho@yahoo.com

      • Carlos Camacho
        3 meses ago

        Perdi-o.
        Ao salvá-lo o mesmo virou isso: IMG_8256.JPG
        Pena.
        Abrçs e obrigado.
        CC

  3. Carlos Camacho
    3 meses ago

    IMG_8256.JPG

  4. Carlos
    3 meses ago

    Não seria bem uma resposta mas, sim, uma homenagem a alguém que milita na área do direito e interessa-se por questões aeronáuticas. Porém, são essas pessoas que fazem a diferença em um ambiente como este, de acidentes aéreos, que “nos vê por aí” e que comentam sobre nossos comentários – e nos críticam. Essa é a parte boa: as críticas, que nos tornam um pouco melhor e recatados. Não me vejo como ESPECIALISTA. Simplesmente como um Técnico que, como um navio, acumula cracas no casco, cracas da vivência e experiência que não podem e não devem aposentar-se conosco; velhas águias que não mais alçam voos. Se aprendi algo ao longo desses pouco mais de 6 décadas de vida (3 dentro de aviões), tenho OBRIGAÇÃO de S O C I A L I Z A R.
    OBRIGADO por seus motivadores comentários em minha conta msn, Al Iz Bell. Que ALAH a acompanhe.

  5. Carlos Camacho
    3 meses ago

    Cmte Raul Marinho
    Não aprovastes meu post “Onde estava o Copiloto?”.
    Pena.
    Estava “mais ou menos” bom…
    Envies, por gentileza, de volta para mim; não salvei antes de enviar (ontem).
    Obrigado.
    Carlos Camacho

    • Carlos Camacho
      3 meses ago

      Sorry

    • Raul Marinho
      3 meses ago

      Está aprovada, Camacho.
      O moderador viajou no final de semana…
      Mas já estamos aplicando as devidas punições ao vagabundo!
      ;-)

      • Carlos Camacho
        3 meses ago

        Foi falha minha, meu querido.
        OBRIGADO

  6. Carlos Camacho
    3 meses ago

    ONDE ESTAVA O SEGUNDO PILOTO (COPILOTO)?

    Não vamos discorrer sobre o voo da LAMIA,transportando o time do Chapecoense, jornalistas técnicos e outras pessoas. Mas, sim, sobre o voo da VASP – Voo 168 – de 08/06/1982.
    Hora do impacto: 02:45 AM.
    Local: Serra de Aratanha – Pacatuba (Fortaleza) – Ceará – Brasil.
    Aeronave: um Boeing 727-212A com prefixo brasileiro: PP-SRK.
    A bordo estavam 137 pessoas, sendo 9 tripulantes e 128 passageiros.
    Quais teriam sido o ou os motivos que levaram um avião bem moderno para a ocasião, equipado com o que de mais moderno havia em sistemas de navegação aérea a colidir, violentamente, contra uma montanha bastante conhecida das tripulações que voavam para Fortaleza?
    A aeronave estava a 2.800 metros de altitude quando de seu último contato com o órgão de controle de chegada. A decisão do comandante em descer seu avião quando a 253 km de distância de Fortaleza, ao invés de 159 km como era usual não fora percebida/questionada pelo Controlador de Voo, menos ainda foi questionado o fato de estar o VASP VP168 mil metros mais baixo do que deveria estar ao passar pela altitude de 594 metros, 530 Km/h.

    COMANDANTE
    Possível excesso de confiança pelo fato de ser um piloto bastante experiente: 17.000 horas de voo, 21 anos de VASP, 9 anos como comandante e altamente capacitado, tenso e com problemas pessoais e financeiros.
    Também, possível estado de depressão face aos fatos acima listados.
    Sabidamente um Indisciplinado.
    Alteração de humor, por nada.

    COPILOTO
    Pouco tempo antes, havia sido severamente punido por “haver tomado os comandos do piloto em comando”, noutra aeronave semelhante em um voo anterior.

    MECÂNICO DE VOO
    Ex-mecanico de manutenção da empresa, o qual tivera a “oportunidade” de ‘passar para o voo na função de Mecânico de Voo. Sem dúvida o sentimento de gratidão e temor reverencial o habilitavam mais a manter a boca fechada que o de aceitar questionar um “vaca sagrada”.

    CAUSA PROVÁVEL LEVANTADA À ÉPOCA
    Suicídio do comandante.
    À ocasião haviam fortes boatos entre os profissionais da empresa sobre a tese de suicidio.

    ALARME DE ALTITUDE
    Fora acionado por duas vezes. Respectivamente aos 1.933 m e 767 metros.
    O comandante não deu importância alguma à informação do segundo piloto quando este lhe disse que “havia uns morrotes à frente”. Pouco depois bateu, colidiu, entrou voando contra a Serra de Pacatuba.
    137 seres humanos perderam suas vidas no mesmo momento…

    E ONDE ‘ESTAVA’ O COPILOTO???
    Na cabine de comando, em seu assento, à tudo assistindo porém, Reprimindo Toda e Qualquer Iniciativa EVITANDO indispor-se com o piloto em comando afinal, “gato escaldado tem medo de água fria”…!!! É claro que a Injusta Punição anterior foi, pelo mesmo, considerada: “em boca fechada não entra mosquito”.
    E o terceiro tripulante? Afinal, eram 3 naquela cabine, naquele momento…
    Esse não abriria a boca de jeito nenhum. O sentimento de gratidão e temor em perder algo que fora conquistado à duras penas e suor, sua “promoção” a Mecânico de Voo, o manteve de boca fechada.

    RECOMENDAÇÃO PARA EVITAR NOVOS ACIDENTES AÉREOS DA PARTE DO ÓRGÃO INVESTIGADOR

    “Os pilotos devem dedicar especial atenção ao planejamento de sua navegação. O início antecipado de uma descida não só aumenta substancialmente o consumo de combustível, como também expõe a aeronave e seus ocupantes a riscos consideráveis”.

    N E M U M A P A L A V R A sobre os fatores humano/operacional.

    Esperávamos uma Recomendação do tipo: “Em caso de alguma dúvida quanto à saúde mental de seu comandante: META A MÃO, ASSUMA OS CONTROLES, . . . !!! Evitando, assim, um acidente, certo?

    A CIÊNCIA DO COMPORTAMENTO HUMANO (Fonte: CENIPA)
    A decisão acertada do piloto e sua execução, em tempo hábil, faz a diferença entre o sucesso ou a falha. Mas sempre depende da possibilidade de existir tempo para conhecer e/ou perceber.

    ACRESCENTO, por minha conta e risco: “Se o caso de se intervir na operação insegura do comandante resultar em acidentes evitado se vidas humanas poupadas, faças isso prezado copiloto pois, ESTA EMPRESA ao invés de puni-lo severamente, o premiaria com uma medalha d’ouro mais bonita e mais pesada do que aquelas que os jogadores do Chapecoense receberiam após tornarem-se campeões”.

    A empresa LAMIA manifestou-se: — Pagará US$165.000,00 por cada vítima.
    Permitam-me um dedal de ironia: BELA QUANTIA ESSA.

  7. Carlos Camacho
    3 meses ago

    MP da Bolívia esclarece que não há ordem de prisão contra Rocha Venegas e Celia Castedo

    14/12/2016 – 16h49min
    Por LEONARDO THOMÉ

    O Ministério Público da Bolívia esclarece em seu site oficial que não há nenhuma ordem de prisão internacional contra os acusados Celia Castedo Monasterio, ex-funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) e Marco Antonio Rocha Venegas, diretor de operações da empresa aérea LaMia. Ambos são suspeitos de terem colaborado para o acidente com o voo 2933 da LaMia, que caiu nos arredores de Medellín na madrugada de 29 de novembro, matando 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes.
    — Estamos esperando que a autoridade jurisdicional faça a ficha na hora da audiência e disponibilize a notificação por edital dos acusados. Enquanto não se realize a audiência, o Ministério Público não pode tramitar a ordem de prisão internacional – explica a diretora nacional anticorrupção do Ministério Público da Bolívia, Fanny Alfaro.
    O MP boliviano apresentou denúncia formal Marco Antonio Rocha Venegas por presunção de crimes de desastre em meios de transporte, homicídio culposo e lesões gravíssimas, mesmos crimes que também pesam contra Celia Monasterio, que também foi denunciada por incumprimento de deveres e uso indevido de influências. Celia está em Corumbá, na tríplice fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia. Ela pediu refúgio no país em 5 de dezembro. 
    O MP da Bolívia divulgou a informação de que não há ordem de prisão contra Marco e Celia porque essas informações vinham sendo divulgadas na imprensa boliviana.
    De acordo com o apontamento do crimes tipificados pelo MP, a aeronave que levava a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana deveria completar a viagem em 4 horas e 22 minutos, mas autonomia de voo do avião era o mesmo do percurso a ser percorrido, sem haver margem de combustível reserva. E isso, aponta o MP, não foi observado por Celia Monasterio, em descumprimento ao procedimento para serviços de navegação aérea e gestão de trânsito aéreo da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).
    Com relação ao acusado Marco Venegas, o MP identificou que como sócio da LaMia a companhia violentou o manual de funções aprovado pela Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC), além das formalidades legais que deve ter o planejamento interno empresarial de um voo internacional de transporte de pessoas.

     

    TRAGÉDIA NA COLÔMBIA
     
    Piloto do avião da Chapecoense tinha mandado de prisão na Bolívia

    06/12/2016 – 03h50min. – Atualizada em 06/12/2016
    O piloto boliviana Miguel Quiroga, dono do avião da LaMia que transportava a delegação da Chapecoense no trágico acidente que vitimou 71 pessoas na Colômbia, tinha uma mandado de prisão por desertar da Força Aérea boliviana. A informação foi confirmada, nesta segunda-feira, pelo ministro boliviano da Defesa, Reymi Ferreira, em entrevista ao site O Globo.

    Companhia aérea LaMia anuncia pagamento de indenizações para vítimas de tragédia na Colômbia

    14/12/201 – 22h59min. – Atualizada em 14/12/2016 – 23h35min

    A LaMia, companhia aérea boliviana responsável pela aeronave que transportava a delegação da Chapecoense no acidente na Colômbia, anunciou nesta quarta-feira que indenizará cada vítima em US$ 165 mil — valor estabelecido no Convênio Internacional sobre Aviação Civil. 
    A afirmação partiu do advogado da LaMia, Nestor Higa, em contato por telefone com a Agência Efe, conforme divulgou o portal dos canais ESPN na noite desta quarta.
    Segundo a publicação, os pedidos de indenização devem ser feitos nos escritórios da companhia em Santa Cruz, na Bolívia, com documentos que correspondam com cada caso (mortos ou feridos).
    No caso das vítimas brasileiras será cobrada a “declarativa de herdeiros e atestado de óbito” traduzidos ao castelhano e legalizados no consulado boliviano no Brasil.
    O advogado da companhia pediu ao Ministério Público que retire os lacres de segurança dos escritórios da empresa para que os funcionários possam trabalhar nos requerimentos. 

Representante do clube recebe informação com surpresa

Procurado pela reportagem do DC na noite desta quarta-feira, o vice-presidente jurídico da Chapecoense, Luis Antonio Palaoro, se mostrou surpreso com a notícia e afirmou que procuraria ter mais informações do assunto.

    —Muito bom, se for verdade — comentou.

  8. Carlos Camacho
    3 meses ago

    Boliviana refugiada diz: ‘me ordenaram alterar informe do plano de voo’

    Do UOL, em São Paulo
    08/12/2016

    A boliviana Celia Castedo Monatserio, que está refugiada no Brasil desde a noite de segunda-feira, fez uma carta para explicar a sua fuga para o país. Ela alegou ter sofrido pressão de seus superiores na AASANA (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea) para alterar o informe que fez alertando sobre cinco irregularidades no plano de voo, apresentado pela Lamia para a realização do voo 2933 que acabou vitimando 71 pessoas entre membros da equipe da Chapecoense, tripulação e jornalistas.

    Por causa desta e outras pressões e ameaças que vinha sofrendo, ela optou por deixar o seu país natal e esteve em Corumbá (MS), solicitando refúgio ao Brasil. O jornal boliviano El Deber publicou o documento com o desabafo da técnica aeronáutica.

    “Devo denunciar publicamente que imediatamente após o conhecido acidente sofrido pela aeronave CP-2933 da linha aérea Lamia, ocorrido nas proximidades do aeroporto de Río Negro (Medellín-Colômbia) e datado de 28/11/2016, fui submetida à perseguição e pressões por parte de meus superiores, ordenando que modificasse o conteúdo do informe que horas antes minha pessoa havia apresentado por via interna, no qual se detalhava as cinco observações que realizei sobre o plano de voo da linha Lamia (LMI2933) do dia 28/11/2016”, escreveu a técnica aeronáutica da AASANA, que foi suspensa do trabalho em 30 de novembro.

    Celia também reconhece que pertence a ela a assinatura contida no plano de voo, mas que isso não significava uma autorização, uma vez que não tinha autoridade para tanto. Tratava-se apenas de um protocolo formal de recepção do documento.

    “Devo esclarecer também que o carimbo e a minha assinatura estampadas no citado plano de voo representam um protocolo de recepção do documento e por tanto, sob nenhuma circunstância significa aprovação ou autorização a uma aeronave para a realização de um voo. No âmbito legal, fica estabelecido ante a opinião pública que é a DGAC (Direção Geral da Aeronáutica Civil da Bolívia) a única instituição responsável por autorizar e permitir saídas de voos não regulares internacionais. Esta é a única instituição por lei que fiscaliza, autoriza e cria normas que regem a aviação em território boliviano”, afirmou.

    A boliviana também deu mais detalhes de todo o caso e reafirmou que o despachante Álex Qusipe, morto também na queda do avião, foi o responsável por manter as informações do plano de voo mesmo após serem apontadas diversas irregularidades.

    “A decisão final de manter a informação no citado plano me foi comunicada pelo Sr. Quispe 20 minutos antes da partida da aeronave CP 2933 com destino a Río Negro, indicando que correspondia a uma decisão tomada tomada pelo capitão da aeronave (citação textual: “Diz meu capitão que é isso”), com o que ficou demonstrada a intransigência da linha aérea para atender as observações feitas pela minha pessoa”, reafirmou.

    Celia falou também sobre as pressões sofridas nos dias posteriores a sua suspensão de uma função que desempenhava há quase 30 anos.

    “Devo informar a opinião pública nacional e internacional que a partir da minha suspensão da AASANA, datada de 30 de novembro de 2016, fui submetida a uma série de pressões e perseguição. Tanto assim que no dia 2 do presente ano, três dias depois do acidente, fui submetida a uma ‘Audiência de Declaração Informativa dentro do Processo Administrativo No 03L/L6’ sem a presença de um advogado que me assessorasse”.

    “Como se o descrito anteriormente fosse pouco, quatro horas depois, no mesmo 2 de dezembro de 2016, me foi comunicado que o Diretor Regional da AASANA Sr Rubén Marcelo Chávez Sierra, apresentou uma ‘queixa-crime’ contra a minha pessoa ante à Procuradoria do Distrito de Santa Cruz. Tudo isso em um só dia”.

    “A violação dos meus direitos constitucionais, a presunção de inocência e o direito ao devido processo, me foram cerceados e como mostra disso a clara violação ao que estabelece o Regulamento que normatiza os autuados relativos a ‘Processos Administrativos Internos’ que estabelece um prazo de dez dias para a apresentação de provas de desgravo, prazo este que me foi reduzido a horas”.

    A boliviana aponta estes fatos para justificar a sua saída imediata da Bolívia e o pedido de refúgio feito junto à Polícia Federal de Corumbá (MS).

    “Pelo que foi exposto, rogo à opinião pública que compreenda as razões que motivaram minha saída apressada da Bolívia, com o único objetivo de buscar ‘Refúgio’ na República Federativa do Brasil, país ao que devo expressar meu profundo agradecimento por haver me acolhido apenas conheceu detalhes da perseguição que minha pessoa vinha sofrendo. Estarei atenta à decisão que tome o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados) relativa a me outorgar ‘Asilo’ no Brasil. É por esta razão que expresso minha decisão de me colocar à disposição das autoridades brasileiras, com o único interesse de coadjuvar nas investigações que permitam chegar ao esclarecimento total dos feitos que provocam tanta dor no mundo inteiro”, escreveu.

    Celia também manifestou seu lamento pelo acidente que vitimou 71 pessoas.

    “Ao mesmo tempo, desejo expressar meus sentimentos de profunda dor e pesar aos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo do voo LMI2933, rogando humildemente ao criador que os tenha em seu reino”.

  9. Carlos Camacho
    3 meses ago

    Foco na modelo/piloto… Sinceramente? Importa-nos pouco tal fato.
    O que de fato importa pode ser traduzido por uma questão:
    — Como uma Empresa, a LAMIA, dada a arriscar-se, a voar algumas vezes no limite da AUTONOMIA DO AVIÃO não foi Contida, Flagrada, Impedida, . . . !?!
    Vejamos quantos foram os países envolvidos e quantos foram os voos de elevado risco operados pela Empresa LAMIA.

    PAÍSES ENVOLVIDOS:
    Argentina
    Bolívia
    Brasil e
    Colombia

    VOOS DE ALTO RISCO:
    1) 22/08/2016 – Medelin/Santa Cruz de La Sierra (2975 km) – 04:28 de voo;
    2) 28/10/2016 – Cochabamba/Medelin (2816 km) – 04:27 de voo;
    3) 29/10/2016 – Medelin/ Santa Cruz de La Sierra (2975 km) – 04:32 de voo;
    4) 04/11/2016 – Medellin/Santa Cruz de La Sierra (2975 km) – 04:33 de voo;
    5) 19/11/2016 – Buenos Aires/Belo Horizonte (2800 km) – 03:29 de voo;
    6) 10/11/2016 – BH/Buenos Aires (2800 km) – 04:04 de voo (MESSI nos 2 voos);
    7) 29/10/2016 – Medellin/Santa Cruz de La Sierra (2975 km) – 04:32 de voo e, por fim:
    8) 28/11/2016 – Santa Cruz de La Sierra (2975 km) – 04:37 de voo, o voo da morte.

    AUTONOMIA TOTAL DESSE AVIÃO: 2.965 km.

    Logo, no voo da morte e nos outros, esse avião foi criminosamente operado sem combustível para uma alternativa, ou sem os 30 minutos para o caso de espera, ou AMBOS.

    AUTONOMIA: A + B + C + 30 minutos (ou 5% de A/B, o que for maior).

    QUESTIONAMENTO

    Como esse avião voou tantas de forma absolutamente irregular, irresponsável, criminosa, e não foi CONTIDO? Quatro países foram sobrevoados por um avião que poderia cair a qualquer momento, como foi o Caso Chapecoense.

    SMS – Safety Management System (Sistema de Gerenciamento da Segurança), uma Ferramenta incrível que visa gerenciar a segurança de/para nada serviu?

    Os SISTEMAS DE CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO (particularmente no que tange a aceitação, aprovação e gerenciamento de Planos de Voo) não funcionaram?
    Não foram eficazes?
    Não havia, SISTEMICAMENTE, um dispositivo à prova de idiotas?
    4 países?

    Não fosse a funcionária da autoridade boliviana, ao ver-se sob ameaça funcional/legal, ter literalmente “vazado” o PLANO DE VOO DA MORTE a humanidade nada saberia, teria ido tudo para debaixo do tapete. Está, para sua própria segurança, exilada no Brasil, em Corumbá.

    OS PROCURADORES DE JUSTIÇA da Bolívia, Colômbia e Brasil terão muito trabalho.

    Houve sim um literal atentado contra a segurança do transporte aéreo.

    O bom disso tudo é que a LAMIA já se manifestou quanto às INDENIZAÇÕES.
    CADA VÍTIMA VAI VALER MENOS QUE 170 MIL REAIS.
    Tremenda desfaçatez. Esse valor por uma vida humana…

    Por ora, é isso…

    CC

    • Carlos Camacho
      3 meses ago

      Correção: em post anterior no qual discorro sobre INDENIZAÇÃO o valor é de US$165.000,00

    • Raul Marinho
      3 meses ago

      Bem vindo de volta ao blog, Camacho!
      Um grande abraço e felicidades!
      Raul Marinho

  10. Luiz Antonio Velludo Salvador
    4 meses ago

    Acredito na possibilidade do “maricon” Maduro estar envolvido nisso pq essa companhia é Venezuelana .

  11. Zé Maria
    4 meses ago

    Tem também o lance da Conmebol “recomendar fortemente” o uso da LaMia em detrimento de outras empresas. . .sei não, tem muita coisa que precisa ser esclarecida ainda, além da pane seca.

  12. A.M.Filho
    4 meses ago

    E tem mais esse rapaz, brasileiro, que também fazia uns voos de “piloto assistente” e que era pra ter embarcado naquele voo também. Tudo muito estranho!
    http://www.campograndenews.com.br/esportes/mudanca-de-plano-tirou-piloto-de-aquidauana-do-voo-da-chapecoense

  13. vai vendo...
    4 meses ago

    Seu comentário final, sobre o CRM, foi desnecessário. Filho ou filha de pai rico, ex-modelo ou ex-qquer coisa, não pode ser co-piloto ou cmte? Preconceito.

    • Raul Marinho
      4 meses ago

      Podia, sim, claro! A questão é outra: uma profissional com o perfil dela, uma pessoa que diz que “você só precisa aproveitar o passeio”, inexperiente, voando com um comandante que é dono do avião… Como uma pessoa dessas vai dizer para o cmte que eles deveriam reabastecer em Bogotá?

      • vai vendo...
        4 meses ago

        Não diria..tens razão…
        Mas se fosse outro, não adiantaria…ele não abasteceria.

  14. bruno franco
    4 meses ago

    Como pode se ouvir nas caixas pretas o voo que se acidentou nao tinha voz feminina! essa menina sim deu uma entrevista antes de decolar em santa cruz mais pelo que sei foi os 2 pilotos homens que prosseguiam no fatídico voo!

    • Raul Marinho
      4 meses ago

      Havia um outro copiloto a bordo, de fato. Mas se a Sisy estava no voo justamente porque precisava das horas para ingressar numa linha aérea, é porque era ela que deveria estar na direita.

      • Zé Maria
        4 meses ago

        Vai ver que estava no vôo só para cumprir tabela e registrar as horas, sem efetivamente
        atuar no cockpit (P56/BIC).
        É só perguntar aos 2 trips sobreviventes que resolve na hora essa questão.
        Afinal, no meio de tanta coisa errada, mais uma menos uma, tanto faz!

        • Ivan Búrigo
          4 meses ago

          Prezado Zé Maria, Raul tem razão. Se ela realmente estava no voo porque precisava das horas, seria de se esperar que estivesse em atuação, essa questão não é, entretanto, crucial para o acidente.

      • Carlos Camacho
        3 meses ago

        Caro Cmte Raul Marinho.
        Primeiramente, é-me um privilégio ser aceito em vosso blog. Obrigado.
        Focando o ponto da copiloto, Srta Sisy, não vejo grandes problemas pelo fato de ser rica e “estar compondo” tripulação como segundo piloto.
        O grande problema tem a ver com a Cultura da Empresa, a qual deu todos os sinais de que o LUCRO estava acima de qquer outra coisa.
        Ao longo das investigações que já estão em curso, grandes surpresas nos serão apresentadas.
        Ontem, dia 14, um bom jornalista confidenciou-me que os PLANOS DE VOO da LAMIA apresentados aos responsáveis por aceitar/analisar/aprovar os referidos documentos em nosso país, RECUSARAM-SE a entregar à imprensa uma cópia dos mesmos (BUE/CONFINS/BUE).
        É, pelo visto, somente a funcionária boliviana, Sra Celia, teve tal iniciativa como medida de auto proteção o que, no final, abriu o baú de desmandos da LAMIA.
        O Coronel Freddy Molina, ao Fantástico, da GLOBO, discorreu sobre um Plano de Voo apresentado pela LAMIA no dia do acidente (28/11/16) o qual informava que o avião acidentado pousaria em COBIJA para reabastecer, a meio caminho entre Sta Cruz de La Sierra/Medelin (1900 km de Sta Cruz). NÃO APRESENTOU TAL DOCUMENTO, o Plano de Voo.
        Nós, brasileiros, temos um robusto Sistema de Controle do Espaço Aéreo, muita vezes melhor do que havia à época do acidente entre o Boeing da empresa GOL com um LEGACY, da Embraer, os quais colidiram em pleno voo. À ocasião, a “culpa” recaiu sobre os ombros de vários Controladores de Tráfego Aéreo lotados em Brasília.
        Todavia, a verdadeira raiz do problema o qual contribuiu para com o acidente não veio à tona: um Transponder instalado no momento imediatamente anterior no LEGACY, ainda no solo e nos próprios da fabricante, em SJC. Esse modelo quase fora definitivamente condenado na Europa… Serviu, porém, para substituir o original do N600 Legacy que apresentara problemas no instante anterior à sua decolagem de SJC para Eduardo Gomes.
        No caso em tela, “encontraram” duas senhoritas Celia para acusar: os pilotos Lepore e Paladino, além de vários Controladores de Voo.
        Nós, pilotos, passageiros vitimados e feridos, devemos enorme gratidão à senhora Célia; a funcionária boliviana que divulgou o Plano de Voo do LAMIA, o qual reportava 4 horas e 22 minutos de tempo de voo para 4 horas e 22 minutos de autonomia.
        ESSA CONTA NÃO FECHAVA E NÃO FECHARIA JAMAIS.
        Custou-nos 70 (+1) vidas humanas e 6 feridos.

        O FRETAMENTO DE UMA AERONAVE DE MAIOR PORTE chegou a ser iniciado porém, por volta das 17 horas da sexta feira que antecedeu o voo do dia 28 às negociações foram encerradas. Os diretores da Chapecoense e da CONMEBOL optaram por uma empresa que vinha “especializando-se” no transporte de equipes de futebol, a LAMIA. Não contaram, porém, para seus jogadores e técnicos e jornalistas que aquele sertã um voo de ‘pura adrenalina’. Igual, inclusive, a (ao menos) 7 outros que “haviam dado certo”.

        O mais interessante foi o fato de que até um jogador do porte do MESSI entrou nessa canoa furada (Buenos Aires/Belo Horizonte/Buenos Aires). Se nem ele tem atrás de si uma equipe de logística de segurança, imaginemos os meninos do Chapecoense.

        Que estejam em paz, na paz do Senhor.

        • Raul Marinho
          3 meses ago

          Você sempre será bem vindo aqui, Cmte Camacho!

          Qto à questão da copiloto Sisy: não há problema algum em ela ser rica, é claro! Dinheiro não é defeito – e se um dia for, tomara Deus eu seja extremamente defeituoso! Mas vamos pensar…
          A Sisy, pelo que parece, estava atuando como copiloto na LaMia (e não está claro se ela se encontrava no assento da direita mesmo ou não) por influência de seu pai, magnata da TV boliviana. As informações são de que ela era recém-formada e em busca de “fazer hora”. Como é que uma tripulante com estas características teria condição de discutir autonomia e plano de voo com um comandante que, além de tudo, era dono da aeronave? Percebe onde quero chegar? Não é exatamente o fato de ela ser rica o problema, e sim que, sendo de família rica e influente (e contratada exatamente por isso), sua presença no voo era irrelevante para a segurança operacional.

    • Silvio C. Oliveira
      4 meses ago

      Ué, já tem os áudios da caixa preta???
      A moça era muda então!

  15. Beto Arcaro
    4 meses ago

    Novela “Boliviana”!
    Ou melhor, isso dá um filme do Tarantino, daqueles bem sujos.
    A Copiloto Sisy é uma personagem do Almodóvar perfeita!

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