Sobre o acidente com o PR-SOM

Sobre o acidente com o PR-SOM

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Depois de tudo o que já se falou na imprensa e nas redes sociais sobre o acidente com o King Air C-90 PR-SOM que se acidentou na semana passada com o ministro do STF Teori Zavascki; das muitas teorias conspiratórias, poucas opiniões sensatas, e recomendações para que se aguarde o resultado das investigações (mais raras e sensatas ainda); só tenho uma coisa a acrescentar: que se ouça com atenção a letra desta música da Beth Carvalho – “A chuva cai“:

A chuva cai la fora
Você vai se molhar
Já lhe pedi, não vai embora
Espere o tempo melhorar
Ate a própria natureza,
Está pedindo pra você ficar

Atenda o apelo desse alguém que lhe adora
Espere um pouco
Não vá agora

Você ficando vai fazer feliz um coração
Que esta cansado de sofrer desilusão

Espero que a natureza
Faça você mudar de opinião

6 comments

  1. JOSE PAULO ROCHA BRANDAO
    1 mês ago

    A verdade é que na aviação geral, a grande maioria n nega um voo ou alterna por conta da condições climáticas, ainda que sem copiloto para um auxílio.
    isto é chegando no AD de destino, n há quem alterne ou executam o procedimento de arremetida já em um limite de risco alto da descida. é a verdade.
    e está disseminado culturalmente nos pilotos brasileiros, orgulho, egoísmo e muita soberba embora muita habilidade na pilotagem.

  2. Milton
    1 mês ago

    Já ouvi tanta besteira sobre esse acidente, agora mostrar luzes do ALS é novidade para mim! :D Certo, ALS em Parati. Deve ter também PAPI, ILS Cat III, RNAV, IAC (de precisão) e SID. Bom, IAC Mandrake até que tem!

    Como se pousar um King numa pista de 700m fosse a coisa mais fácil do mundo, mesmo CAVOK. Imagina em condições adversas. Até a pistinha de Biritiba-Mirim é maior.

    Já circulou até boato de que a torre de controle (????) de Parati teria contribuído para o acidente. A FAB teve que desmentir!

    O saco desses acidentes com político é a infinidade de boatos e teorias de conspiração que aparecem. Mas a verdade é mais simples, e mais melancólica. O litoral é um cemitério de aeronaves. Começa por conta de sua infraestrutura precária e seu relevo e meteorologia hostis, junte a isso a cultura do “vai ou racha”, muito difundida no transporte executivo, e a receita do desastre está completa.

    O que talvez falte é um pouco mais de informação de qualidade para o público leigo, mas esperar isso da nossa imprensa é pedir demais. Nessas horas piloto sofre com a quantidade de asneiras que tem que escutar. E o povo acredita em qualquer teoria “Arquivo-X” que circula pela internet.

    Há cerca de 1 ano outro King (PPLMM) também se acidentou na região. Bom, se pesquisar, são inúmeros os acidentes de aeronaves executivas no litoral.

    Tudo que podemos fazer é aguardar a investigação. Pessoalmente, aposto 100 contra 1 que foi visumento. Atentado? Possível, mas a hipótese de visumento é MUITO mais plausível.

    Pior é o povo que já está dizendo que a investigação será viciada por interesses políticos, e que portanto a divulgação de desastre acidental será apenas parte da conspiração. Oh, dó.

    • Zé Maria
      1 mês ago

      Corroborando com o que o Milton disse e acrescentando:
      Forçou a barra num visumento prá lá de restrito, procedimento GPS “mandrake”, que todo mundo conhece e usa para chegar ao destino que só opera VFR quando o “bicho pega”, afinal ele era “especialista” em pousar em Paraty, conforme os próprios colegas de Marte afirmaram, inclusive com foto de palestra sobre o assunto sendo ministrada por ele.
      Desceu até a “MDA” macete e “só mais um pouquinho”, sentiu o tamanho da bucha e arremeteu em curva, como sempre se faz, só que dessa vez estava tão baixo que ao curvar tocou a água. . .clássico caso de CFIT.

    • Chumbrega
      1 mês ago

      Concordo em 100%. Não há script mais clássico para acidente com aviação executiva no Brasil do que este: avião bom, pista sem procedimento IFR e um mix de CFIT com LOC-I. O único senão que eu faço sobre o comentário do Milton é o seguinte: basta ver os ultimos relatórios do CENIPA para ver muito julgamento de valor, pouca coisa técnica e, principalmente, o CENIPA optando pelo “caminho fácil” de interromper uma investigação quando lhe convém (vide PR-AVG). Ora, então presumindo que o piloto carregando o Ministro entrou em IMC sob regras VFR, sabendo dessa condição, não há porque investigar.
      Já fui fã do CENIPA, hoje em dia já torço para o surgimento de um NTSB Brasileiro.

      • Milton
        1 mês ago

        Li o RF do PRAVG e não vi juízo de valor. Foi estabelecido o funcionamento correto da aeronave (motores e comandos) antes do impacto, e o CVR comprovou que os pilotos tentaram fazer uma decolagem totalmente fora dos padrões, resultando em estol e queda. Se o acidente tivesse ocorrido com procedimentos realizados dentro dos regulamentos, com certeza a investigação teria sido aprofundada. Mas neste caso, realmente, não havia mais o que apurar.

        O acidente do PRSOM ainda está sob investigação e não há uma presunção, apenas uma forte suspeita de IIMC, que parece mais forte agora que já desgravaram o CVR e o piloto afirmou que enfrentava restrições de visibilidade, porém nenhum problema técnico na aeronave. Independente disso, a aeronave foi içada com muitos cuidados para se preservar ao máximo as evidências. Pelo menos até agora não posso criticar o trabalho do CENIPA.

        Abraço!

  3. Savio Montenegro Zamboni
    1 mês ago

    Boa tarde,hoje na Record inclusive mostrou uma Aproximação,onde apareceu as Rwy Approaching Lights,e o repórter falou que era a Pista de Paraty,e muito falatório,e ninguém sabe nada,ou sem nenhum conhecimento do assunto,assim,vamos deixar as evidencias aparecerem para depois tomar as conclusões,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

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