Operação de aviões TPP ‘single pilot’ em Congonhas (São Paulo)

Operação de aviões TPP ‘single pilot’ em Congonhas (São Paulo)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Há uma particularidade da operação de aviões TPP ‘single pilot’ no aeroporto de Congonhas (São Paulo), levantada pelo leitor Adalberto neste post, que precisa ser mais bem explicada:

Se o avião estiver sendo operado somente com um piloto, este precisa mesmo ter a licença de PLA. Usualmente, atribui-se esta obrigatoriedade à seção 4.7.8.6 da AIP Brasil, mas na realidade esta publicação somente reproduz o texto da Resolução N°55/2008 da ANAC, que em seu art. 1°, inc. I, letra “b”, diz que:

a operação de aeronaves de asas fixas só será permitida com dois pilotos, exceto as aeronaves de categoria TPP, desde que operada por piloto de linha aérea (PLA).

9 comments

  1. Rafael Scantamburlo
    3 semanas ago

    Na verdade a resolução copiou o AIP. Cheguei na TWR-SP em 12/2003 e já existia esta restrição. Talvez tenha copiado alguma resolução do DAC.

    O que, na prática, é um grande equívoco. Dois PP/IFR recém checados podem ir para SBSP. Um aviador que tenha mais de 5.000 horas de voo e, por opção, não tenha checado o PLA, não pode ir…

    Se a ideia é só pousar em CGH os pilotos preparados, ter ou não o PLA não é um filtro eficiente. Podiam exigir uma avaliação no INSPAC/Examinador Credenciado no momento do check. Todo ano temos que fazer a avaliação para voo IFR. Neste check poderia ter uma caixinha a mais “Habilitado para voo em SBSP. Passa a responsabilidade para o checador e não limita uma boa parcela de aviadores da aviação geral.

    Porém, com a “separação” desde a criação da ANAC, um acordo entre essas normas, ao meu ver, é muito difícil.

    • Raul Marinho
      3 semanas ago

      A AIP é somente uma espécie de “Diário Oficial” da aviação civil, ou seja: ela só registra regulamentações de outros órgãos – ANAC, DECEA, etc. Pode ser que houvesse regulamentação anterior à Res.55 sobre o mesmo tema, mas é esta que hoje está em vigor. No mais, concordo com sua opinião sobre a regra.

    • Beto Arcaro
      3 semanas ago

      Não vejo diferença nenhuma da operação em CGH, com relação à qualquer outra operação, em qualquer outro aeroporto controlado, para aeronaves TPP.
      Um Cheque específico para operar em um determinado aeroporto, seria desnecessário.
      Operações em SBGL ou SBGR, são bem mais complicadas.
      Então teríamos cheques para esses aeroportos também ?

    • Rafael
      2 semanas ago

      Nem acredito que li uma coisa dessa. “Neste check poderia ter uma caixinha a mais “Habilitado para voo em SBSP.”. É cada um e ainda é TWR. Ah sim só podia ser mesmo.

  2. Bruno Ferrari
    3 semanas ago

    Então, aeronaves TPP single pilot, com dois pilotos devidamente habilitados, mesmo PCs, podem operar em Congonhas, certo?

    • Raul Marinho
      3 semanas ago

      De acordo com esta regulamentação, sim.

  3. Beto Arcaro
    3 semanas ago

    Duas situações:
    O Sujeito, recém saído da Linha Aérea, com PLA checado, agora está operando um Piper Navajo, Single Pilot, em CGH, dentro da “Lei”.
    Dois amigos PP´s/IFR, cada um, possuindo a experiência de de 300 Hrs de voo, operando um Piper Meridian em São Paulo – Congonhas, também dentro da tal Lei.
    A regra é antiga.
    Pra mim, ela foi criada por alguém, há mais ou menos uns 20 anos, que tentava coibir as operações da Aviação Geral em SBSP, usando o subterfúgio da melhora da segurança de voo.
    Por que é que a tal “Lei”, não existe em SBGR, ou SBGL, que ao meu ver, são aeroportos que requerem operação muito mais criteriosa ?
    Considerando obviamente, o “real motivo” da aplicação da tal regra, relativo ao grau de dificuldade da operação nesses aeroportos.
    Acho muito mais tranquilo de se pousar ou decolar IFR, em SBSP, do que de se operar VFR, em SBMT, num dia de movimento.
    “A Penny for your thoughts”…

    • Igor
      3 semanas ago

      SBSP/ SBGR estão localizados na TMA mais movimentada do país, e não tem sentido compará-los com o quarto mais movimentado que no caso é SBGL.
      Pensando pelo lado dos controladores, imagino que seria complicado ou impossível administrar o fluxo de aeronaves com as mais variadas “performances”.
      Na TMA mais movimentada do país, seria viável e seguro sequênciar aeronaves b737, a320, falcons ou gulfstream junto com mono-motores e outras aeronaves de baixa performance?
      Congonhas está localizado no “centro” da cidade e acaba se tornando atraente para proprietários da aviação geral, e isso não se aplica aos aeroportos SBGL /SBGR.
      Talvez seja esse o motivo da restrição específica em SBSP.
      Deixando de lado os aspectos da TMA-SP, tratando específicamemte dos três aeroportos citados, e supondo que todos possuem ILS-CAT3, congonhas se torna o mais restrito devido ao comprimento das pistas.
      Porque será que na linha aérea, copilotos podem operar em SBGR/SBGL e não são autorizados em SBSP?

      • Beto Arcaro
        3 semanas ago

        Congonhas para um Baron 58, é mamão com açúcar.
        Para um Boeing pesado, é apertado.
        Só por isso !
        Aeroportos são pra todos.
        Já operei muito de Baron em CGH, pra manutenção.
        Zero Stress.
        Ao meu ver, é uma regra bastante hipocrita, de tempos arcaicos.
        Acredito que controladores saibam “controlar” o tráfego, não ?

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