Paraty: pista perigosa? Segundo autoridades, sim.

Paraty: pista perigosa? Segundo autoridades, sim.

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na matéria “Relatório da FAB aponta problemas em aeródromo de Paraty“, publicada na Folha de São Paulo de 25/02, há informações de que:

  1. O CENIPA enviou comunicado à ANAC em 2012, alertando sobre o risco da auto-coordenação  para pouso no aeródromo de Paraty – problema que a ANAC alega ser de responsabilidade do DECEA resolver; e que
  2. Tanto o CENIPA, no comunicado de 2012, quanto a própria ANAC, em 2015, relataram problemas de infraestrutura na pista (cercas quebradas, pavimento ruim, pipas no entorno, FOD, etc.) – questões que seriam de responsabilidade do operador do aeródromo: no caso, a Prefeitura de Paraty.

Não há nenhuma evidência de que os fatos acima tenham contribuído para o acidente com o PR-SOM (King Air em que estava o Ministro Teori), but… The treta has been planted.

10 comments

  1. Michael
    7 meses ago

    A Solução é simples…. vender o aeroporto para a iniciativa privada,

  2. Igor
    9 meses ago

    “The treta has been planted”
    Kkkkkkk kkkkkkk
    Kkkkkk
    Cacete! Essa foi boa!
    Meu maxilar está doendo de tanto rir Kkkkkk
    Kkkkk

  3. Santana
    9 meses ago

    Solução que eu prevejo será tomada para resolver a situação: A ANAC ou outra “autoridade” em breve vai interditar o aeródromo de Paraty. Pobre país . Um gigante que não tem nem povo e nem políticos a sua altura.

    • Beto Arcaro
      9 meses ago

      Duvido…
      Tenho certeza de que a iniciativa privada vai “salvar a pátria”, mais uma vez.
      Aliás, acho que existe até uma pressão por isso.
      Quer saber?
      Deviam privatizar logo.

      • Milton
        9 meses ago

        Seguem os meus 2 centavos (ou seja, opinião pessoal).

        Sem entrar em ideologias, porque na verdade eu até achava que SDTK era uma pista particular, mas não acho que privatizar vai fazer milagres.

        Administração privada pode melhorar algumas coisas como conservação geral da propriedade, guarda de aeronaves, prestação de serviços em solo, etc. Pode melhorar a conservação e limpeza da pista, com reflexo direto na segurança de voo.

        Mas tem limites pra isso. Primeiro, o modelo privado tem que ser lucrativo. Cada melhoria terá que ser paga na íntegra pelos usuários do aeródromo. Taxas de pouso, decolagem, e estadia vão ficar salgadas. Se houver serviço AFIS/ATC, será cobrado também. Em boa parte do ano, com movimento fraco, a operação tenderá a ser deficitária.

        Além disso, há limitações de força maior. A meteorologia vai continuar a mesma, a serra vai continuar lá, o terreno vai continuar restringindo o comprimento da pista. Muitos dos perigos são insanáveis. Vai fazer o quê? Implantar estação meteorológica e Torre, pra fechar a pista quando estiver ruim? É possível, mas a que preço? O pessoal vai querer pagar?

        Abraço!

        • Beto Arcaro
          9 meses ago

          Serra, meteorologia, etc. não transformam o aeroporto de Paraty, num aeroporto perigoso.
          Blumenau tem um aeroporto perigoso?
          O Aeroporto tem de Paraty, tem restrições operacionais que devem ser identificadas e consideradas pelos Comandantes e Operadores que o utilizam.
          Como em qualquer outro aeroporto.
          Muitas empresas, inclusive a que eu trabalho, já contribuem para a manutenção do Aeródromo.
          Como essas contribuições são aplicadas, é que é o negócio.

  4. Paulo Pablito Argumes
    9 meses ago

    O mesmo acontece no Aerodromo Nacional de Aviaçao ( Escolinha em Goiania ), Amarais em Campinas e Campo de Marte em São Paulo. Nesses lugares ainda nao aconteceu um acidente grave por simples acaso.

    • Raul Marinho
      9 meses ago

      Não é a mesma coisa. Marte, p.ex., tem estação meteorológica e é controlado (TWR).

    • Milton
      9 meses ago

      Marte já foi palco de acidentes graves, alguns com fatalidades, mas em nenhum deles pode-se culpar deficiências do aeroporto.

      Eu mesmo quase virei estatística durante a instrução do PPH. Estava fazendo espera sobre a Portuguesa a 3100, de repente passou um monomotor menos de 100 pés acima de nós. Em vez de cumprir a VAC, o esperto achou por bem encurtar a perna do vento e quase nos atropelou girando base. Não vou dar nomes, mas sei que a coordenação do curso foi informada e rolou uma lavagem de roupa suja com o operador do asa fixa.

  5. Beto Arcaro
    9 meses ago

    Problemas comuns à maioria dos Aeroportos Brasileiros, utilizados exclusivamente pela Aviação Geral.
    Infelizmente, somos um “Airline Country”.
    A Aviação Geral não é prioridade, não é popular, e politicamente, “não aparece”.
    Põe uma Linha Aérea em Paraty, e o cenário muda.

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